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[RESENHA] A Droga da Obediência, Pedro Bandeira (Moderna)


Ler A Droga da Obediência na pré-adolescência foi um daqueles momentos decisivos: pela primeira vez eu me senti fisgoneando um mistério de verdade, junto com um grupo de amigos improváveis. Publicado em 1984, o livro abriu as portas para a série Os Karas — quatro volumes de muita aventura, investigação e um pouquinho de piração — e continua sendo uma excelente porta de entrada para jovens leitores.


[RESENHA] O Capítulo Secreto (A Biblioteca Invisível #6), Genevieve Cogman (Morro Brando)

Ah, A Biblioteca Invisível. Essa série cheia de mundos paralelos, mistérios literários, agentes secretos e dragões que amam chá. Já são seis livros, e acompanhar Irene e Kai tem sido uma jornada digna de bibliotecárias multidimensionais — cheia de charme, perigo e intertextualidade.

Mas em O Capítulo Secreto, publicado como o sexto volume da série escrita por Genevieve Cogman, a história deu uma pequena tropeçada. Pelo menos pra mim. Não é que o livro seja ruim (longe disso!), mas... não me pegou como os outros. Sabe aquele volume que você termina, fecha o livro e pensa: ué... foi isso?


[RESENHA] Um Encontro com Holly, Brittainy Cherry (Record)

Se existe alguém que consegue escrever histórias leves, mas com aquele toque emocional que derrete a gente por dentro, é Brittainy C. CherryUm Encontro com Holly é exatamente isso: água com açúcar da melhor qualidade — com personagens adoráveis, momentos que aquecem o coração e uma narrativa leve mesmo quando flerta com temas mais delicados.

É um romance curtinho, delicado e repleto de cenas memoráveis (sim, eu ainda lembro de vários trechos mesmo depois do tempo ter passado), e que me marcou pela simplicidade acolhedora. Aquele tipo de livro que você lê em dois dias e depois fica desejando uma adaptação no estilo “filme de domingo com cobertor e chocolate quente”.


[RESENHA] O Portador da Espada (#1), Cassandra Clare (Galera Record)

 Se tem uma autora que sempre mora no meu coração literário, é a Cassandra Clare. A saga Instrumentos Mortais foi uma febre na minha vida — personagens marcantes, tramas que me devoravam, e um universo mágico que parecia um lar. Então quando O Portador da Espada foi anunciado como o início de uma nova série épica de fantasia, eu corri para comprar. 724 páginas de Cassandra? Pode mandar.

Mas... a leitura foi mais lenta do que o esperado. Não ruim, mas arrastada. Sabe quando você não consegue se apaixonar por ninguém, mesmo tentando? Levei 15 dias pra terminar o livro — e terminei mais com um suspiro de “ufa” do que de “UAU”.

Ainda assim, não perdi a esperança. Porque Cassandra já me fez me apaixonar antes, e quem sabe esse universo novo só precise de mais tempo pra florescer?


[RESENHA] Earth and Ashes, Atiq Rahimi (Other Press)

Earth and Ashes (publicado originalmente como Khakestar-o-Khak), escrito por Atiq Rahimi, é um pequeno grande livro. Com menos de 100 páginas, ele te leva direto para o coração do Afeganistão durante a invasão soviética e, com poucas palavras, entrega uma carga emocional imensa.

Não é um livro que grita. Ele sussurra. E esse sussurro fala de luto, perda, silêncio e guerra. Não cheguei a chorar, mas foi impossível terminar sem um nó na garganta. É uma dor sutil, mas persistente.


[RESENHA] Nós Fazemos o Mundo, N.K. Jemisin (Suma)

 


Quando terminei Nós Somos a Cidade, o primeiro volume da duologia Grandes Cidades, eu estava em puro êxtase literário. Aquele livro foi um dos meus favoritos da vida — uma mistura ousada de urban fantasy, crítica social e magia cósmica que me deixou obcecada pelo universo que a Jemisin criou. E quando chegou Nós Fazemos o Mundo, publicado no Brasil em 2023 pela Editora Suma, minhas expectativas estavam lá no topo do Empire State.

Mas aí veio a leitura. E apesar de ser um bom livro, com ideias brilhantes e personagens que ainda me emocionam, algo ficou corrido demais. Parecia que Jemisin, essa autora que eu amo tanto que compro tudo que sai no Brasil, estava tentando dar conta de encerrar a história com pressa. E sim, no final do livro ela explica um pouco do porquê. Ainda assim... fiquei com aquele gostinho de queria mais. 🥺

[RESENHA] Amêndoas, de Won-pyung Sohn (Rocco)

 

Resenha de Amêndoas, de Won-pyung Sohn

Alguns livros não gritam, não pedem atenção – eles apenas se aproximam devagar, te tocam com mãos gentis e deixam uma marca permanente. Amêndoas, de Won-pyung Sohn, publicado originalmente em 2017 e lançado no Brasil pela editora Rocco, é exatamente assim.

Este é um romance sul-coreano contemporâneo, que transita entre o drama psicológico e o coming-of-age, com uma narrativa minimalista, mas cheia de significado. A história gira em torno de Yunjae, um adolescente que vive com alexitimia — um distúrbio neurológico que o impede de identificar ou expressar emoções. Isso já seria desafiador em qualquer lugar do mundo, mas na sociedade coreana, marcada por expectativas sociais e pressões silenciosas, se torna uma carga ainda mais pesada.

Mas o que acontece quando a vida exige que você sinta? Como você se reconstrói sem ter os mapas emocionais que a maioria das pessoas recebe de nascença?

[RESENHA] Meia Guerra (Mar Despedaçado # 3), Joe Abercrombie (Arqueiro)

Meia Guerra marca o desfecho da trilogia Mar Despedaçado, escrita por Joe Abercrombie e publicada no Brasil pela Editora Arqueiro. Lançado originalmente em 2018 no Brasil, o livro chega para encerrar uma saga que mistura fantasia política, personagens carismáticos, alianças frágeis e traições inteligentes — tudo naquele tom inconfundível de Abercrombie: brutal, sarcástico e humano até o osso.

Depois de acompanharmos Yarvi no primeiro livro (Meia-Rei), e Thorn Bathu (maravilhosa!) no segundo (Meia-Mundo), chegamos agora à jornada de Skara, uma princesa jogada no jogo de poder de um mundo brutal. Mas... será que ela sobrevive ao tabuleiro?


[RESENHA] Landon & Shay (#1), Brittainy C. Cherry (Record)



Quem já leu Brittainy C. Cherry sabe que ela tem uma fórmula infalível: pessoas quebradas + amor inesperado + um toque de poesia = romance que derrete a alma. E em Landon & Shay, essa fórmula continua funcionando lindamente.

Lançado no Brasil em 2024 pela Editora RecordLandon & Shay traz dois protagonistas marcados por traumas, tentando se manter à tona em um mundo que insiste em puxá-los para baixo. E apesar de tratar de temas delicados, o livro consegue equilibrar o peso da dor com a leveza do amor, entregando aquele clássico "romancezinho com sustância" que Brittainy sabe fazer tão bem.

Você sente a dor dos personagens, sim, mas também se agarra com força à esperança que cresce entre eles — porque no fim, como sempre com Brittainy, as coisas dão certo. E isso já basta pra gente continuar acreditando no amor.

[RESENHA] O Rei da Terra do Nunca, de Nikki St. Crowe (Universo dos Livros)

 

Você já se perguntou o que aconteceria se Peter Pan fosse reimaginado como um bad boy sombrio, sensual e completamente insaciável? É exatamente essa a proposta de O Rei da Terra do Nunca, primeiro volume da série Vicious Lost Boys, escrita por Nikki St. Crowe.

Publicado em 2022, esse livro faz parte da febre do dark romance erótico que mistura contos de fadas com muito desejo, tensão sexual e personagens moralmente duvidosos. Se você está esperando uma releitura encantadora do clássico infantil... melhor ajustar suas expectativas. Aqui, Peter não salva ninguém — ele devora.

Mas será que a história entrega mais do que um elenco bonito em situações calientes?

[COMENTÁRIOS] Antes De Partir, Colleen Oakley (Bertrand Brasil)

 


Título Original: Before I Go
Título em Português: Antes De Partir
Ano: 2016
Autor/Autora: Colleen Oakley
Tradutor/Tradutora: 
Editora: Bertrand Brasil
Gêneros: Drama / Literatura Estrangeira / Romance / Ficção
Páginas: 320
Papel: Polém Soft

[COMENTÁRIO]
Daisy foi uma personagem que me irritou praticamente o livro inteiro. As crises, a necessidade de procurar uma nova esposa para o marido e tal... Por algumas vezes precisei fazer uma pausa, já que a vontade de estrangulá-la era grande.

Quando estava mais para o final do livro, comecei a pensar se ela era realmente não insuportável. A verdade é que Daisy tinha que enfrentar um câncer terminal aos 27 anos e pensar em coisas que as pessoas adiam porque tem muito tempo e descobrir que na verdade podem não ter, me fez considerar que o desespero dela por certas coisas era verossível com toda a situação.

Diagramação confortável, folhas amareladas. Narrativa tranquila e fluida, consegui começar e terminar a leitura em um dia.

Dica da Ari: Apenas passatempo

Personagem favorito do livro: Jack
Cena marcante: Nenhuma




Sinopse oficial:
Na véspera do que esperava ser uma triunfante comemoração de três anos livre do câncer, Daisy, 27 anos, sofre um golpe devastador: seu médico lhe diz que a doença está de volta, desta vez ainda mais agressiva. Tendo apenas de quatro a seis meses de vida, ela está apavorada com o que será de seu marido, Jack, quando não estiver mais lá para cuidar dele. Esse medo tira seu sono, até que uma solução lhe vem à mente: ela precisa encontrar outra mulher para ele. Com uma determinação singular, Daisy visita parques, cafeterias e sites de relacionamento à procura do par perfeito para Jack. Mas, à medida que ela avança em sua busca, ela se vê forçada a decidir o que é mais importante no curto tempo que lhe resta: a felicidade de seu marido ou a sua própria?


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[COMENTÁRIOS] Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo, Benjamin Alire Sáenz (Seguinte)

 



Título Original: 
Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe
Título em Português: Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo
Ano: 2014
Autor/Autora: Benjamin Alire Sáenz
Tradutor/Tradutora: Clemente Pereira 
Editora: Seguinte
Gêneros: Ficção / Jovem adulto / LGBT / GLS / Literatura Estrangeira
Páginas: 392
Papel: Polém Soft

[COMENTÁRIO]
Comecei a leitura esperando muuuito do livro, muito mesmo. E confesso que, logo de cara pensei que iria me decepcionar.

De início meu primeiro pensamento foi: 'ai ai, não tô com paciência para enrolação de adolescente...', mas continuei lendo. E continuei. E continuei. Nossa! Que livro! Me apaixonei pelos personagens: Dante e Ari são incríveis e os pais, wow~ Tudo muito bem amarradinho, capítulos bem curtos. Em momento algum encontrei partes enrolação, muito pelo contrário. A narrativa foi bem concisa, rápida e fluida. 

Achei que não ia chorar; contudo, no fim, rolaram algumas lágrimas sim (e uns sentimentos de ódio também!).

Diagramação ótima para manter o ritmo da leitura constante, papel polén soft com folhinhas amareladas. Só delícias~!

Dica da Ari: LEIA. Só não leia durante o trabalho. =)

Personagem favorito do livro: Dante
Cena marcante: Não posso dizer pelo spoiler =(

FAVORITADO!

Sinopse oficial:
Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão.

Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas - e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.


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[COMENTÁRIOS] Amor Verdadeiro Na Livraria dos Corações Solitários (A Livraria dos Corações Solitários #2) (VERUS)


Título Original: True Love at the Lonely Hearts Bookshop
Título em Português: Amor Verdadeiro Na Livraria dos Corações Solitários A Livraria dos Corações Solitários # 2
Ano: 2018
Autor/Autora: Annie Darling
Tradutor/Tradutora: Cecilia Camargo Bartalotti
Editora: Verus
Gêneros: Chick-lit / Ficção / Literatura Estrangeira / Romance
Páginas: 336
Papel: Off-white

O que motivou a leitura?
A sinopse e a capa bonita =)

[COMENTÁRIO]
Nada como um enredo bem clichê pra uma leitura rápida em dias de chuva, certo? Certo!!

Confesso que rolou um receio por causa dos comentários no SKOOB; mas, no fim, deu super certo pra mim e meu dia cinzento. Verity é uma personagem mais ou menos, assim como o Johnny (rolou um certo desgosto no nome desse aiai...). Narrativa e desenvolvimento medianos, você sabe onde e como as coisas vão acabar, o que não impediu que eu desse boas risadas e ficasse com vergonha alheia em mais de uma cena (socorro, Verity!!).

Diagramação tranquilinha para manter o ritmo da leitura!

Definitivamente pretendo prosseguir com as leituras de Loucamente Apaixonada Na Livraria dos Corações Solitários e Um Beijo de Inverno Na Livraria dos Corações Solitários!

Dica da Ari: Pegue um cobertor e uma caneca de chá e boa leitura!

Personagem favorito do livro: Verity
Cena marcante: Quando Verity e Johny se conhecem kkk




Sinopse oficial:
Este é mais um romance delicioso da série A Livraria dos Corações Solitários, sobre a vida dos funcionários da livraria, um “alegre bando de desajustados”, que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam. É uma verdade universalmente conhecida que uma mulher solteira, em posse de um bom emprego, quatro irmãs mandonas e um gato carente, deve estar em busca do seu verdadeiro amor. Será? Verity Love — fã de carteirinha de Jane Austen e uma introvertida em um mundo de extrovertidos — está perfeitamente feliz sozinha, muito obrigada. E seu namorado fictício, Peter Hardy, é muito útil para ajudá-la a escapar de eventos sociais indesejados. Mas, quando um mal-entendido a obriga a apresentar um total estranho como namorado para suas amigas, a vida de Verity de repente se torna muito mais complicada. Uma namorada fictícia também pode ser bem útil para Johnny. Indo contra todos os instintos de Verity, ela se deixa convencer a fazer uma parceria com ele para um único verão recheado de casamentos, aniversários e festas no jardim, com apenas uma promessa: não se apaixonarem um pelo outro. Mas isso não tem nem chance de acontecer, pois Verity jurou nunca mais ter um namorado, e o coração de Johnny já tem dona...

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[RESENHA] Jardim de Inverno, Kristin Hannah (Novo Conceito)


Título em Português: Jardim de Inverno
Título Original: Winter Garden
Ano: 2013
Autor/Autora: Kristin Hannah
Tradutor/Tradutora: Sylvio Deutsch
Editora: Novo Conceito
Gêneros: Ficção / Literatura Estrangeira
Páginas: 416
Papel: Não informado

O que motivou a leitura?
A sinopse \o\

[RESENHA] - por Ariane
As resenhas mais difíceis são as dos livros favoritados... Como escrever sobre um livro perfeito? Sabe quando você enrola uma eternidade para ler um livro que você quer muito ler? Pois é. Foi o que aconteceu comigo e com Jardim de Inverno. Decidi que não podia passar desse ano, tomei coragem e fui. Aaaah se eu soubesse o que me aguardava...

— Você ficaria surpresa com o que o coração humano pode suportar.

Já pela sinopse sabemos que vem tristeza e muito drama por aí e não se engane: não é apelativo. Kristin Hannah escreve em terceira pessoa, mas é muito mais do que capaz de fazer com que o leitor se torne parte essencial da história. A confusão de sentimentos de Meredith, Nina e Mamãe é palpável. As brigas e desentendimentos por falta de uma boa comunicação são reais (e me fez pensar em minha própria família)!

Nos primeiros capítulos o leitor fica perdido tentando entender as motivações e a frieza de Mamãe pelas filhas e acaba aceitando quase naturalmente o distanciamento que esse comportamento traz. Como que para compensar esse lado negro, Papai era a fonte de luz das meninas, aquele que amava por ambos e, como seu último desejo, pediu às filhas que se aproximassem de Mamãe e que a fizessem contar o conto de fadas de Mamãe até o fim. 

Com a reaproximação para cuidar do pai, vemos como cada uma delas passou a esconder seu verdadeiro eu para suportar as frustrações e dificuldades de um relacionamento conturbado. A única que parece ser a mesma de sempre é Mamãe, com exceção de que agora seus pesadelos parecem estar ganhando vida.

Jardim de Inverno é uma história envolvente e misteriosa, ao mesmo tempo em que o leitor acompanha o presente e as tentativas das irmãs de se aproximarem de Mamãe, também fica preso e fascinado pelo seu conto de fadas que, de repente, passa a retratar a cidade Leningrado na Segunda Guerra Mundial, o racionamento de comida, as batalhas, as mortes e um rígido inverno...

Nós mulheres, fazemos escolhas pelos outros, não por nós mesmas. E quando somos mães, nós suportamos o que for preciso por nossos filhos.

Jardim de Inverno foi uma leitura magnífica, da metade para o final eu mal era capaz de respirar e ao mesmo tempo, queria chorar a cada nova fase do conto de fadas. Ele me fez sentir coisas que eu não sabia que era capaz de sentir... Até o fim, eu quis abraçar Mamãe, mesmo que fosse incapaz de dizer qualquer coisa que pudesse consolá-la.

Dica da Ari: Prepare os lencinhos! Se você curte temáticas familiares, drama um bom romance e fatos históricos, não deixe essa leitura passar!

Personagem favorito do livro: Mamãe
Cena marcante: Mais de uma cena foi marcante para mim, uma delas foi o reencontro em Vologda (falar mais do que isso seria spoiler) a outra foi o momento de Vera e Olga nas trincheiras....


FAVORITADO!



Sinopse oficial:
Meredith e Nina Whiston são tão diferentes quanto duas irmãs podem ser. Uma ficou em casa para cuidar dos filhos e da família. A outra seguiu seus sonhos e viajou o mundo para tornar-se uma fotojornalista famosa. No entanto, com a doença de seu amado pai, as irmãs encontram-se novamente, agora ao lado de sua fria mãe, Anya, que, mesmo nesta situação, não consegue oferecer qualquer conforto às filhas.

A verdade é que Anya tem um motivo muito forte para ser assim distante: uma comovente história de amor que se estende por mais de 65 anos entre a gelada Leningrado da Segunda Guerra e o não menos frio Alasca. Para cumprir uma promessa ao pai em seu leito de morte, as irmãs Whiston deverão se esforçar e fazer com que a mãe lhes conte esta extraordinária história.

Meredith e Nina vão, finalmente, conhecer o passado secreto de sua mãe e descobrir uma verdade tão terrível que abalará o alicerce de sua família… E mudará tudo o que elas pensam que são.

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[RESENHA] O Príncipe Cruel (O Povo do Ar #1), Holly Black (Galera Record)


Título Original: The Cruel Prince (The Folk of the Air #1)
Título em Português: O Príncipe Cruel (O Povo do Ar #1)
Ano: 2018
Autor/Autora: Holly Black
Tradutor/Tradutora: Regiane Winarski
Editora: Galera Record
Gêneros: Fantasia / Ficção / Jovem adulto / Literatura Estrangeira
Páginas: 322
Papel: Off-white

O que motivou a leitura?
A sinopse e a capa bonita =)

[RESENHA] - por Ariane
Possivelmente comecei a leitura de O Príncipe Cruel com muita sede ao ponte. Boa sinopse, capa bonita, pouco mais de quatro estrelas no Skoob E no Goodreads, autora altamente recomendada... O combo perfeito para uma boa leitura. Pois é. Infelizmente para mim não deu. CONTUDO, não significa que a história não seja boa!

Logo de cara temos os pais da protagonista, Jude, sendo assassinados diante dela e de suas irmãs - Taryn, sua irmã gêmea, e Vivi, sua meia irmã mais velha - e as três sendo levadas para o Reino das Fadas por Madoc (pai biológico de Vivi), já que, de acordo com as leis do Reino das Fadas, Madoc deveria matar a esposa que fugiu com a filha, abandonando sua família. E é esse mesmo código de honra que faz com que Madoc leve as irmãs humanas com ele; uma vez que havia matado seus pais, ele seria responsável por elas.

Os anos passam e as gêmeas humanas só querem ser aceitas em seu novo lar: Taryn pretende se apaixonar e se casar com alguém do Reino enquanto Jude quer entrar para a guarda como cavaleiro e Vivi só deseja voltar ao mundo humano. Além das três irmãs, ainda temos Oak, o irmão caçula das três.

"Se eu não posso ser melhor do que eles, vou me tornar algo muito pior".

Para se manter no Reino das Fadas, conseguir, a liberdade, o respeito que deseja e ainda conseguir proteger aqueles que ama, Jude precisa ser forte de uma forma diferente. Ela sabe que jamais poderá competir em igualdade física com as fadas. Então Jude tenta e se esforça mais do que qualquer um para superar suas desvantagens. Ela mente, trapaceia e mata, se necessário para atingir seus objetivos; porém isso não significa que a protagonista é desprovida de compaixão.

Para completar o círculo dos personagens principais, temos Cadan: um jovem príncipe que aparenta ser o mais cruel de todos. Ninguém ousa ficar em seu caminho, irritá-lo ou desrespeitá-lo. Cadan é o típico 'valentão' arrogante.

“Claro que quero ser como eles. Eles são lindos como lâminas forjadas em fogo divino. Vão viver para sempre. E Cardan é ainda mais bonito que o restante. Eu o odeio mais do que a todos os outros. Eu o odeio tanto que às vezes, quando olho para ele. Mal consigo respirar.”

Depois de um episódio em que Jude é completamente subjugada e humilhada por Cardan diante uma multidão, nossa protagonista desiste de controlar seu comportamento como boa moça e começa a revidar. Assim, a garota humana chama a atenção de outros membros da família real, incluindo o príncipe Dain - o escolhido para herdar a coroa do reino - e ele lhe oferece uma posição de poder em troca de habilidades que apenas humanos possuem. 

Outro detalhe interessante é que, diferente da maioria dos livros do gênero, em O Príncipe Cruel, Holly Black transporta o leitor para o Reino das Fadas ao invés de traze-las para o mundo humano. As fadas estão no controle e é uma garota humana que precisa se enquadrar em um mundo diferente do seu.

O Príncipe Cruel começa com uma leitura um pouco enrolada, mas com o desenvolvimento das tramas, as reviravoltas e a politicagem o leitor ganha velocidade e a leitura se torna mais fluida. Para quem não é fã narrativas em primeira pessoa, a visão inicial da Jude pode incomodar no início.

E como Locke disse para Jude: "Porque você é como uma historia que ainda não aconteceu. Porque quero ver o que vai fazer. Quero fazer parte do desenrolar da historia", há uma grande chance de eu ler a continuação, O Rei Perverso, para saber mais sobre a história de Jude e Cadan.

Dica da Ari: Não vá com muita sede ao pote hehe

Personagem favorito do livro: Jude 
Cena marcante: A cena em que Cadan humilha Jude.

Sinopse oficial:
Primeiro livro da mais nova série de Holly Black. Conheça a impressionante história de uma garota mortal que se vê presa em uma teia de intrigas reais.

Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles – lindos e imortais – e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das Fadas desprezam os humanos.

Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo... e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue.

Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino. Com personagens únicos, reviravoltas inesperadas, e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai deixar o leitor pedindo bis – querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo.

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[RESENHA] Despertar (Xenogênese vol.1), Octavia E. Butler (Morro Branco)


Título Original: Dawn
Título em Português: Despertar (Xenogênese vol.1)
Ano: 2018
Autor/Autora: Octavia E. Butler
Tradutor/Tradutora: Heci Regina Candiani
Editora: Morro Branco
Gêneros: Ficção / Ficção científica / Literatura Estrangeira
Páginas: 352
Papel: Pólen soft 70g com revestimento de capa em couché brilho 150g

O que motivou a leitura?
Desde que li Kindred: Laços de Sangue há dois anos, tenho interesse nas outras obras da Octavia E. Butler. Inclusive, comprei Despertar em 2018, só que não tive tempo para lê-lo até agora.

[RESENHA] - por Ariane
Neste primeiro livro da saga Xenogênese, Octavia Butler nos apresenta sua nova protagonista: Lilith Iyapo, uma jovem negra que, antes da guerra que destruiu o planeta, perdeu o marido e o filho num acidente de carro.

Agora, 250 anos depois da destruição do planeta, Lilith é desperta pela raça alienígena Oankali, criaturas com aspecto humanóide que possuem protuberâncias parecidas com tentáculos por todo o corpo, com a missão de despertar os humanos ainda adormecidos e prepará-los para retornar a Terra. Não, é claro, sem pagar um alto preço por terem sido salvos da aniquilação.

De início, Lilith tem uma aversão extrema de seus salvadores (ou seriam captores?) e a humana leva um bom tempo para se acostumar com a aparência e estilo de vida na nave Oankali. Com o bom e velho clichê, os Oankali tem uma tecnologia muito mais avançada do que os humanos jamais sonharam em ter e são especialistas em biogenética - até mesmo a nave Oankali é viva! -. E enquanto os humanos estão adormecidos, os salvadores aproveitam para manipular os corpos humanos para melhorá-los e aprender sobre a raça humana: seus defeitos, necessidades, qualidades, o que é possível fazer e com eles e melhorá-los.

Isso tudo porque Oankali são uma espécie que para evoluir precisa de constante de permuta genética com outras raças e agora chegou a vez de misturar seus genes aos genes humanos! Divididos em três gêneros, os Oankali tem um relacionamento triplo: masculino, feminino e gênero neutro, chamado de ooloi, que é o que os conecta entre si e entre as raças com quem desejam fazer a permuta genética.

A relação de Lilith com sua família Oankali é ambígua: os alienígenas sempre parecem tratá-la bem e com dignidade, não usam a força para obrigá-la a aceitá-los ou a fazer o que querem que ela faça. Contudo, Lilith sabe que tudo que a cerca é uma falsa segurança, eles tem outras maneiras de convencê-la a fazer o que querem.

Despertar foi uma leitura arrastada para mim (eu poderia ter terminado em um dia, se tivesse me esforçado mais), mas não menos interessante. Como era de se esperar da Buttler, a narrativa é ágil e a leitura flui. É possível que eu tenha achado a leitura mais lenta por motivos de: necessidade de introduzir o leitor ao novo universo, então sempre há explicações e uma ambientalização maior.

Faço minhas as palavras da Lauren no post dela no skoob: "Terminei essa leitura num forte questionamento sobre consentimento e manipulação". Mesmo passado algum tempo desde a leitura, ainda fico me perguntando... Estou bastante ansiosa para ler Ritos de Passagem (Xenogênese #2) para ver se consigo um pouco mais de luz!

Dica da Ari: Comece a leitura preparado(a) para abrir a cabeça para novas questões.


Personagem favorito do livro: Provavelmente a Lilith, mas também gostei muito de Nikanj.
Cena marcante: Quando Lilith anda pela nave a procura de outros humanos. =)

Sinopse oficial:
Há vida inteligente lá fora e é ela que salva a humanidade de si mesma.

Quando Lilith Iyapo desperta após 250 anos de animação suspensa, descobre que o planeta Terra e os seres humanos sobreviventes de uma guerra catastrófica estão sob a guarda dos Oankali, uma espécie alienígena com habilidades e tecnologias tão impressionantes quanto sua aparência é repulsiva.

Lilith foi escolhida para despertar e preparar outros seres humanos para finalmente retornarem ao planeta natal. A Terra está novamente habitável há pouco, porém em condições bem diferentes do que conheciam. Assim, os humanos precisarão desenvolver suas habilidades de sobrevivência, enquanto Lilith terá que superar as próprias suspeitas para liderá-los nessa nova etapa – além de decidir se vale a pena andar sobre a linha do que nos define como humanos. 

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[RESENHA] Os Pergaminhos Vermelhos da Magia (As Maldições Ancestrais #1), Cassandra Clare & Wesley Chu (Galera Record)


Título Original: The Red Scrolls of Magic (The Eldest Curses #1)
Título em Português: Os Pergaminhos Vermelhos da Magia (As Maldições Ancestrais #1)
Ano: 2019
Autor/Autora: Cassandra Clare & Wesley Chu
Tradutor/Tradutora: Ana Resende
Editora: Galera Record
Gêneros:Fantasia / Ficção / LGBT / GLS / Literatura Estrangeira
Páginas: 294
Papel: Off-white - Minion Pro, em corpo 11/14


O que motivou a leitura?
Declaro aqui, neste exato post e momento, meu amor fiel ao casal Malec =)

[RESENHA] - por Ariane
Os Pergaminhos Vermelhos da Magia foi a primeira leitura de 2020. Teria como começar melhor? Não! Definitivamente! Malec é um dos meus casais favoritos da vida e seria mais do que óbvio que eu passaria esse lançamento na frente de todos os outros livros (que neste exato instante estão me olhando com suas páginas julgadoras).

Deixando minha tara pelo casal principal de lado por algumas linhas, Os Pergaminhos Vermelhos da Magia é o primeiro livro de As Maldições Ancestrais, focada em Magnus Bane e Alexander Lightwood e começa com as férias Magnus e Alec entre Cidade de Vidro e Cidade dos Anjos Caídos.

A trama deste primeiro volume é bem simples e a verdade é que o verdadeiro vilão está bem na cara desde o começo. O mais encantador de tudo é poder retroceder um pouco e acompanhar o amadurecimento dos sentimentos e da relação de Magnus e Alec. Agora conhecemos os maiores medos e dores do feiticeiro, suas inseguranças diante de um novo amor que traz sentimentos diferentes de tudo já sentido antes. Lembro de - nos primeiros livros - achar Alec bastante inseguro com o relacionamento de ambos, mas após ler Os Pergaminhos Vermelhos da Magia percebi que ele não era o único portador de insegurança.

Além de presenciar novidades deste relacionamento, somos apresentados a história de um outro casal: Helen Blackthorn e Aline Penhallow! E, NOSSA! Elas são uma gracinha! Apesar de ambas terem uma presença muito mais marcante em Os Artifícios das Trevas, para pessoas que, assim como eu, leram Os Pergaminhos Vermelhos da Magia antes, tiveram uma experiência diferente ao presenciá-las junto a família Blackthorn.

Antes de nós ficarmos juntos — começou ele —, eu sentia muita raiva e magoava as pessoas porque eu sentia dor. Ser gentil quando você sente dor… é difícil. A maioria das pessoas se esforça para fazer isso em épocas melhores. O demônio que lançou aquele feitiço não poderia imaginar isso. Mas dentre todos aqueles vultos idênticos, uma pessoa hesitou na hora de machucar alguém, mesmo no momento de maior horror. Tinha que ser você.

O livro tem o equilíbrio perfeito entre o drama - que aborda temas importantes como o preconceito, aceitação e sexualidade -, a comédia e a ação (típica do mundo dos caçadores de sombra!). Os fãs do universo podem rever alguns de seus amados personagens e conhecer novas histórias. Já para os novos leitores, a história tem começo-meio-e-fim, mas é provável que não seja uma experiência completa se não houver um conhecimento prévio do universo!

Dica da Ari: 
Amem Magnus Bane e Alexander Lightwood, mas não esqueçam da Helen e da Aline <3

Personagem favorito do livro: Magnus, apesar de eu ter uma quedinha abissal pela Aline.
Cena marcante: Resgate Magnus Bane número 41545641569! =)

Sinopse oficial:
Tudo o que Magnus Bane queria era aproveitar suas férias pela Europa com Alec Lightwood, o Caçador de Sombras que, contra todas as probabilidades, finalmente é seu namorado. Mas assim que os dois se instalam em Paris, uma velha amiga chega com notícias sobre um culto de adoração a demônios chamado A Mão Escarlate, que está empenhado em causar o caos em todo o mundo – um culto que, aparentemente, foi fundado pelo próprio Magnus, anos atrás. Agora, Magnus e Alec vão percorrer o continente europeu para rastrear A Mão Escarlate e seu novo e ilusório líder antes que o culto cause ainda mais danos. Como se não fosse suficientemente ruim que suas férias românticas tivessem sido desviadas do trajeto original, os demônios agora estão perseguindo todos os seus passos, e está se tornando cada vez mais difícil distinguir amigos de inimigos. À medida que sua busca por respostas se torna cada vez mais complexa, Magnus e Alec precisarão confiar um no outro mais do que nunca - mesmo que isso signifique revelar os segredos que ambos mantêm.

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[RESENHA] Algum dia, David Levithan (Galera Record)


Título Original: Someday (Every day #3)
Título em Português: Algum dia
Ano: 2019
Autor/Autora: David Levithan
Tradutor/Tradutora: Ana Resende
Editora: Galera Record
Gêneros: Fantasia / Ficção / Jovem adulto / Literatura Estrangeira / Romance
Páginas: 266
Papel: Off-white


O que motivou a leitura?
Eu me apaixonei por A em Todo Dia, li Outro Dia no Kindle e no mesmo instante em que a pré-venda de Algum Dia começou, fiz o pedido!

[RESENHA] - por Ariane
Algum dia veio para concluir a maravilhosa narrativa de David Levithan; ou será que não?

Depois de se apaixonar por Rhiannon e tornar a vida dela uma bagunça homérica, A resolve desaparecer, mas depois de tudo que viveu com A, Rhiannon não pode simplesmente esquecer e seguir sua vida com a pessoa escolhida por A.

Em Todo Dia temos a visão de A desse relacionamento e em Outro Dia temos a visão de Rhiannon. E agora em Algum Dia somos capazes de acessar as memórias e pensamentos de ambos os personagens e mais, conhecemos outros seres como A! Como essas pessoas vivem? Como cada um vive com em seu pequeno dilema e como lida com a troca de corpos todos os dias?

Esses novos personagens acabaram me marcando mais do que os protagonistas nessa terceira leitura. A narrativa Helmut foi uma das que mais me impressionou. Gostaria de ter lido mais sobre sua vida.

A única pessoa que pode me perdoar é a pessoa que não posso deixar livre.

Essa troca de narradores, apesar de não ser confusa, foi um dos pontos em que eu menos curti. Simplesmente porque pareceu que o autor quis apenas despejar outros seres como A, mas seu limite de páginas o impediu de desenvolver cada um deles (e foram muitos).

Outra personagem que me chamou a atenção foi Mona e, pelas poucas linhas contadas por ela, podemos imaginar que tipo de vida teve e como escolheu vivê-la. Suas palavras e sua forma de pensar aqueceram meu coração e me vi refletindo junto com ela.

É claro que, enquanto outros personagens aparecem, temos o confronto de A e X e agora as intenções deste são claras. A maneira como X decidiu viver sua vida... Bem, não posso condená-lo. Em alguns pontos cheguei a concordar com ele.

Mais uma vez David Levithan conseguiu desenvolver uma história em que o amor é apenas isso: amor. Sem precisar de mais. 

O que estou aprendendo é que o coração tem capacidade de amar muitas pessoas. Eu costumava achar que tinha de dar isso a apenas uma pessoa e nunca guardar amor algum para mim mesma. Mas como eu estava errada.


Dica da Ari: Todo dia é o melhor livro da trilogia, definitivamente. A maioria das pessoas não gosta de Outro dia. Algum dia foi uma conclusão previsível, mas não me fez desgostar dela!

Personagem favorito do livro: Em toda a trilogia, meu personagem favorito foi A.
Cena marcante: O capítulo da Mona!

Sinopse oficial: Desde que A consegue se lembrar, a vida significa acordar no corpo de uma pessoa diferente todos os dias, vivendo assim por 24 horas. Sem poder escolher onde será a próxima manhã.
Se apaixonar por Rhiannon não estava em seus planos, mas foi inevitável. Tentando fugir desse amor impossível, A desaparece, acreditando que será o melhor para o casal. Mas as lembranças ainda estão impressas em Rhiannon e não existe um dia em que a garota não sinta saudades.
Enquanto isso, A continua com o coração partido, acreditando ser a única pessoa no mundo que troca de corpo todos os dias. Mas A estava errado. Há outros. X está à sua procura e não medirá esforços até conseguir um encontro. X alega querer apenas conversar, mas será que suas intenções são só essas? Será que X tem as respostas que A tanto busca? Mas a que preço?
Muito mais do que uma história de amor, "Algum Dia" narra as múltiplas vivências de A, ora como um adolescente vitima de bullying, ora como um garoto lutando contra a pobreza, para falar da importância da empatia e tocar em uma profunda questão filosófica: o que nos torna humanos?

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[RESENHA] Desaparecidos em Luz da Lua, Christelle Dabos (Morro Branco)


Título Original: Les Disparus du Clairdelune (La Passe-Miroir, #2)
Título em Português: Desaparecidos em Luz da Lua (A Passa-Espelhos # 2)
Ano: 2019
Autor/Autora: Christelle Dabos
Tradutor/Tradutora: Sofia Soter
Editora: Morro Branco
Gêneros: Jovem Adulto / Ficção / Literatura Estrangeira / Fantasia
Páginas: 480
Papel: 


O que motivou a leitura?
=) Continuação de Os Noivos do Inverno

[RESENHA] - por Ariane
Depois de receber as primeiras chaves para o mundo criado por Christelle Dabos, estamos prestes a descobrir mais sobre a corte da Arca do Polo. Nossa adorável animista Ophélie está muito consciente dos perigos em seu novo lar e das ilusões que a cercam, mas agora ela está na mira do Espírito Familiar, Farouk.

Promovida a vice-contista e posteriormente a grã-leitora familiar, Ophélie precisa ajudar a desvendar os misteriosos desaparecimentos em Luz da Luz que parecem estar ligados ao livro do Espírito Familiar. Além das ameaças, mentiras e jogos políticos, a família da animista desembarca no Polo para o casamento e ela precisa achar uma forma de mantê-los em segurança.

Em Desaparecidos em Luz da Lua conhecemos mais sobre o Espírito Familiar do Polo, seu passado e o quanto sua falta de memória é perturbadora. Farouk quer entender seu livro e a si mesmo e para isso pressiona Ophélie para ajudá-lo. Acontece que Thorn está fazendo o possível e o impossível para proteger sua noiva das garras da corte e do Espírito Familiar.

Gente! Que livro foi esse! Confesso que neste segundo livro Thorn me encantou bastante! O relacionamento entre Ophélie e ele cresceu bastante e a maneira como o Intendente demostra carinho pela animista é bizarramente encantador. Apesar de ter gostado do primeiro livro, Noivos do Inverno, ele foi meio morno... Agora... Desaparecidos em Luz da Lua... WOW!

Conhecemos mais sobre as intrigas de cada clã do Polo, sobre os membros de cada clã, seus medos, suas fraquezas e suas motivações! O amadurecimento de Ophélie, de seu relacionamento com Thorn e com sua família tornou esse segundo volume extremamente instigante! A Morro Branco pode mandar o terceiro volume, La Mémoire de Babel (título original, sem tradução para o português até o momento), que a ansiedade já está a mil!!


Sinopse oficial: 

Quando Ophélie é promovida a vice-contista, ela se vê inesperadamente jogada aos holofotes e escrutínio da corte. Seu dom, a habilidade de ler a história secreta dos objetos, é descoberto por todos, e não há maior ameaça aos nefastos habitantes de seu novo lar gélido do que isso.



Sob os arcos dourados da capital do Polo, ela descobre que a única pessoa em que talvez possa confiar é Thorn, seu enigmático e frio noivo. À medida que influentes pessoas da corte começam a desaparecer, Ophélie se encontra novamente envolvida em uma investigação que a levará além das muitas ilusões do Polo e a uma temível verdade.

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