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[RESENHA] Auggie & Eu - Três Histórias Extraordinárias, R.J. Palacio (Intrínseca)


Título Original: Auggie & Me
Título em Português: Auggie & Eu - Três Histórias Extraordinárias
Ano: 2015
Autor/Autora: R. J. Palacio
Tradutor/Tradutora: Raquel Agavino
Editora: Intrínseca
Gêneros: Literatura Estrangeira / Infantojuvenil / Contos
Páginas: 326
Papel: Pólen soft 70g/m²
Sinopse oficial: A história de Auggie Pullman, o menino de aparência incomum que tem encantado milhares de leitores desde o lançamento do romance Extraordinário, em 2013, ganha agora novas perspectivas: Julian, Christopher e Charlotte, personagens da vida de Auggie, narram nos três contos reunidos no livro Auggie e eu seus encontros e desencontros com o amigo extraordinário. O capítulo do Julian dá voz a um personagem controverso: o menino que liderava o bullying contra Auggie na escola. Enfim temos a oportunidade de entender o que o levou a agir dessa forma e o que Julian pensa das próprias ações. Em Plutão, o narrador é Christopher, o primeiro amigo de Auggie. Os dois meninos compartilham lembranças da infância e, apesar de terem se distanciado, aprendem que boas amizades sempre valerão um esforcinho a mais. Shingaling mostra Auggie pelos olhos de Charlotte, a única menina entre as três crianças escolhidas para apresentar a Auggie sua nova escola. Com ela entramos no universo das garotas e vemos como a chegada de Auggie afetou as relações entre elas. Para quem sente saudades do menino cativante de feições e personalidade extraordinárias e tem curiosidade em saber mais sobre sua história, Auggie & eu é um verdadeiro presente.

O que motivou a leitura?
Extraordinário é um dos meus livros favoritos. Sou apaixonada pela história do Auggie, então quando descobri (só esse ano O_O) que  havia outro livro com histórias paralelas, já quis ler! =)

[RESENHA] - por Ariane
R.J. Palacio dividiu Auggie & Eu em três histórias extraordinárias (oi, clichê, Ariane!) que envolvem nosso adorável Auggie, mas não temos ele como protagonista, mas como coadjuvante.


Na primeira história revemos Julian, o garoto maldoso da história principal. Nesta história a autora quer que o leitor entenda (mas não que aceite) as razões por trás das ações do menino em relação a Auggie. R.J. Palacio colocou maravilhosamente bem a maneira com que Julian aprendeu sobre seus erros, sem torná-lo uma vítima de seus pais e/ou da sua situação.

(...) No fim, mon cher, tudo que importa é que você se perdoe. Você está aprendendo com seu erro. Como eu aprendi com Tourteau.

Ela nos mostra que nem todo mundo é bom ou mal para sempre e como a maneira como adultos mal intencionados (ou até mesmo ignorantes) ajudam a moldar o caráter das crianças e que, como no caso de Julian, ela não acha que está fazendo nada de errado, pois não tem outra diretriz.


Na segunda história é a vez de conhecermos o amigo mais antigo de Auggie, Christopher! E o garoto parece estar em uma encruzilhada com sua amizade com Auggie: ele gosta (e muito) do amigo, mas ao mesmo tempo tem dificuldades em manter esta amizade porque seus outros amigos não compreendem a situação de Aug. Além disso, sua mãe está sempre pronta para largar tudo e correr para ajudar os pais do amigo e isso acaba gerando sentimentos de inveja e ciúmes. 

Às vezes, as amizades são difíceis.

Um capítulo adorável e comovente! Chris precisa se distanciar de Auggie para começar a entender seus sentimentos e sua amizade com o garoto para decidir se Aug é o tipo de amigo que ele quer ter e se ele quer ser amigo de Aug devido a todas as dificuldades que essa amizade causa. E diferente do que pode parecer a primeira vista, isso não torna Christopher uma pessoa ruim, mas sim uma pessoa normal e real.


No terceiro e último capítulo extraordinário, R.J. Palacio nos coloca ao lado de Charlotte, a única menina do comitê de boas vindas de Auggie. Apesar da menina nunca ter feito maldades ou falado algo desagradável para Aug, ela também nunca se posicionou contra tais atos e nunca tentou defendê-lo; isso porque Charlotte tenta permanecer neutra para agradar e ser aceita por todos.

Só para você saber, ser legal é o primeiro passo para ser gentil. É um belo começo.

Neste último capítulo, a autora explora bastante a amizade da menina com outros personagens e a maneira como muitas pessoas se desenham para pertencer a um determinado grupo. Além disso, ela também nos faz pensar sobre como nos acostumamos com algo e aquilo passa a fazer parte do nosso cotidiano, se torna automático, e só quando perdemos é que paramos para pensar em como aquilo era importante para nós.

Auggie & Eu - Três Histórias Extraordinárias não é uma continuação de Extraordinário e provavelmente nem tão apaixonante quanto, mas igualmente encantador. Mais uma vez R.J. Palacio trata de temas delicados de forma magistral e simples. A leitura é fluida e a  linguagem é fácil. Isso sem contar que o projeto gráfico da Intrínseca está um amor, com as capas individuais para cada conto!

Mais um livro altamente recomendado para aqueles dias tristes e/ou chatos =)

Personagem favorito do livro: Huuum.... O Christopher, provavelmente.
Cena marcante: Quando a avó do Julian conta a história para ele

Onde comprar?

[RESENHA] Sem Esperança (Hopeless #2), Colleen Hoover (Galera Record)


Título Original: Losing Hope (Hopeless #2)
Título em Português: Sem Esperança (Hopeless #2)
Ano: 2015
Autor/Autora: Colleen Hoover
Tradutor/Tradutora: 
Editora: Galera Record
Gêneros: Drama / Jovem adulto / Literatura Estrangeira / Romance
Páginas: 320
Papel:

Sinopse oficial: Assombrado pela culpa e pelo remorso por não conseguir salvar Hope nem Less, Holder desenvolveu uma personalidade agressiva. Mas, quando finalmente se depara com Hope depois de tantos anos, não poderia imaginar que o sofrimento seria ainda maior após o reencontro. Em Sem Esperança, Holder revela como os acontecimentos da infância de Hope, que agora se chama Sky, afetaram sua vida e sua família, fazendo-o buscar a própria redenção na possibilidade de salvá-la. Mas é apenas amando Sky que ele finalmente será capaz de começar a se reconciliar com si mesmo.

O que motivou a leitura?
Desde que li a trilogia de Métrica, tenho uma paixãozinha pela Colleen Hoover. Enquanto ainda estou viajando, aproveitei o Kindle Unlimitless para baixar alguns livros e adivinha só?? Sem Esperança era um deles! Confesso que ainda não tinha lido Um Caso Perdido, mas comprei o livro físico na AMAZON recentemente~ Como a narrativa desse é pela perspectiva do Holder (e eu só descobri depois de terminar de ler =P), estou ansiosa para ler a história na versão da Sky!

[RESENHA] - por Ariane
Como disse ali em cima, acabei conhecendo a versão do Holder antes da versão da Sky e... Bem, terminei de ler Um Caso Perdido alguns dias depois e posso afirmar que não vi problemas em ler fora da ordem, mas aconselho que eles sejam lidos na sequencia correta =)

Sem Esperança é narrado do ponto de vista do mocinho de Um Caso Perdido, Dean Holder. Dean - ou Holder, como ele prefere ser chamado -, já inicia a narrativa de forma brutal: ele encontra sua irmã, Leslie, morta após cometer suicídio.

"As coisas deixaram de ter um significado, um propósito, uma razão, e simplesmente passaram a ser uma versão fajuta do que a vida deveria ser. De repente, meu mundo exuberante transformou-se numa xerox cinza e sem cor".
Como uma forma de superar (e desabafar) a perda recente da irmã - além da culpa por ter presenciado o sequestro de sua amiga durante a infância sem fazer nada - Holder passa a escrever para a irmã em uma espécie de diário. Sem perspectiva de futuro, transtornado e assombrado pela perda de duas pessoas que ele amava, nosso amado protagonista se deixa levar pela raiva e solidão; sendo suas atitudes muitas vezes grossas, quase sempre (se não todas as vezes) consequências diretas de suas emoções.

É em um encontro inesperado com Sky que Holder reencontra esperança e um pouco de paz. A garota é capaz de abalar não apenas os sentimentos, mas também seu mundo e o ajuda a curar suas feridas e superar seu passado.

"Nunca tinha olhado para frente antes. Só olhava para trás. Penso demais no passado e penso no que deveria ter feito e em tudo o que fiz de errado e nunca olhei para frente na vida, nenhuma vez. Ficar com ela me fazia pensar no amanhã e no dia depois de amanhã e no dia seguinte e no ano seguinte e na eternidade. Preciso disso agora, pois se eu não abraçá-la de novo… vou terminar olhando para trás mais uma vez, deixando o passado me engolir completamente."

A narrativa da Colleen Hoover explora com maestria e sensibilidade a intensidade das emoções e da culpa de Holder descrevendo os momentos mais difíceis de sua infância, o estado emocional de sua família e como ela tenta se reerguer. Com sua narrativa, a autora faz o leitor refletir ao falar sobre suicídio, perda, culpa, arrependimentos e recomeços.

"Precisamos apenas aceitar que as coisas são como são, e nem toda culpa e o arrependimento do mundo vão mudar isso".

De todos os livros que li este ano, Sem Esperança foi o que mais me tocou. Não apenas por causa do tema, mas a forma como Collen Hoover os colocou e como Holder lidava com cada uma de suas dificuldades. Eu verdadeiramente me apaixonei por ele~ E, apesar de ter lido Caso Perdido depois (que é o livro favorito de muita gente), confesso que gostei mais dessa versão. A autora não perdeu a mão na hora de narrar a mesma história, mas de pontos de vistas diferentes. Ficou realmente muito bem elaborado!

Personagem favorito do livro: Por mais clichê que seja... Holder.
Cena marcante: Difícil. Muitas cenas me marcaram, mas... A cena em que ele encontra a irmã morta e... =) a cena do hotel com a Sky.

Onde comprar?
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- FNAC
Livraria Cultura
- Livraria Martins Fontes
Livraria Saraiva

[RESENHA] Uma Curva No Tempo, Dani Atkins


Título Original: Fractured 
Título em Português: Uma Curva No Tempo
Ano: 2015
Autor/Autora: Dani Atkins
Tradutor/Tradutora: Rachel Zampil
Editora: Arqueiro
Gêneros: Ficção
Páginas: 240
Papel: Não informado

Sinopse oficial: A noite do acidente mudou tudo... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim... Ou funciona?

A noite do acidente foi uma grande sorte... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?

O que motivou a leitura?
Uma visita ao Amazon, dinheiro extra na conta, capa bonita e resenha interessante. Foi isso que motivou minha leitura, como acontece em 80% dos casos quando visito a Amazon (ou a Saraiva) para passar o tempo. E, convenhamos... Essa capa é linda!! <3

[RESENHA] - por Ariane
Setembro de 2008, Rachel e seus melhores amigos da escola estão reunidos para um jantar de confraternização para celebrar o fim do ensino médio e a ida para a universidade, o clima é de descontração e nostalgia diante da separação iminente até o momento em que Matt (namorado de Rachel) vê um carro desgovernado vindo em direção à janela do restaurante em que eles estão.

Nesse acidente, Jimmy, o melhor amigo de Rachel, morre ao tentar salvá-la e ela ganha uma cicatriz enorme em seu rosto. A culpa pela morte de Jimmy é tão grande e profunda que nossa protagonista decide manter a cicatriz como uma forma de penitência. Ela termina seu namoro com Matt, se afasta dos amigos e ela e o pai mudam de cidade e de vida. 

Cinco anos mais tarde, Rachel está com 23 anos. Mora em um minúsculo apartamento em cima de uma lavanderia em Londres e trabalha como secretária. Ela mantém contato com seu passado através das breves conversas com a melhor amiga, Sarah, e tenta continuar vivendo tendo como única preocupação o pai, que desenvolveu câncer ao voltar a fumar após o acidente da filha.

Agora, após todo esse tempo, Rachel precisa voltar à Great Bishopsford para o casamento de Sarah e precisa encarar as pessoas e o lugar que ela tenta esquecer há tanto tempo. Após chegar a sua cidade Natal e, munida com toda coragem que conseguiu reunir, ela decide visitar alguns lugares que marcaram sua infância e adolescência: primeiro sua antiga casa e depois a casa de Jimmy. Foi com surpresa que ela reencontrou a mãe de seu melhor amigo:

"Embora ela sorrisse e estendesse os braços para me envolver em um abraço acolhedor, o sofrimento estava tão profundamente marcado em seu rosto que me dei conta  de que nenhuma emoção jamais seria forte o suficiente para apagá-lo"

Após uma tarde difícil encarando seu passado e a culpa que sentia, Rachel volta ao hotel acompanhada de uma velha amiga: sua dor de cabeça, desta vez em um nível muito acima do que ela estava acostumada. Alertada anos antes por médicos sobre os sinais de que algo sério poderia acontecer, Rachel evitava ir o retorno e passara mascarar os sinais com analgésicos. E foi o que ela fez antes de se convencer de que precisava comparecer ao jantar de despedida de solteira de Sarah naquela mesma noite.

"Eu havia acreditado que, com o passar dos anos, alcançara um ponto de aceitação, mas percebia agora que tudo o que fizera fora passar uma fina camada de fingimento sobre a ferida"

E é assim, após um desconfortável reencontro que algo surpreendente (e maravilhoso?) acontece, dando a Rachel uma segunda chance: ela ingressa em uma nova realidade, na vida em que ela sempre sonhou: ela cursou a faculdade de jornalismo que era seu sonho, morava em Londres, era noiva de Matt, seu pai não estava doente e Jimmy estava vivo! Só havia um problema: Rachel não lembrava de NADA dos últimos cinco anos, apenas das coisas de sua outra vida.

Incapaz de aceitar a nova realidade, com o pai, médicos e amigos dizendo que ela apenas estava sofrendo com uma rara forma de amnésia, Rachel passa a revisitar os lugares de sua vida desgraçada, tentando convencer-se e aos outros de que ela não tinha amnésia; mas desta vez ela não está sozinha: Jimmy se torna seu companheiro e cúmplice atrás de respostas!

O que dizer de um livro incrível? A escrita de Dani Atkins (e a tradução da Rachel Zampil) me conquistou em pouquíssimas páginas. O enredo me cativou, a protagonista me manteve com ela, acompanhando a brusca mudança em sua personalidade entre o antes e o depois do acidente. Vê-la se desfazendo aos poucos a cada página e a maneira como ela desistiu de viver e apenas sobrevivia por preocupação com o pai já doente... Rachel não quer viver.

E confesso que embarquei de cabeça ao lado de Rachel. Eu a segui como uma sombra durante toda a narrativa, então nem de longe consegui captar o final que Atkins propôs. Pelo contrário: nas últimas páginas minha reação foi ficar praticamente catatônica, lendo e relendo para ter certeza que era aquilo mesmo (confesso que mal consegui dormir, de tão chocada que fiquei com o final =(). Não consegui chorar porque fiquei presa num misto entre o achar o final maravilhoso e querer rasgar as últimas páginas fingindo que elas nunca foram escritas.

O fato é: Uma curva no tempo é um livro de leitura leve com muitos pontos de reflexão (principalmente se você levar em conta quantas pessoas no mundo vivem ou podem viver como Rachel), pelo menos para mim o desfecho não foi nem um pouco óbvio (apesar de que eu devia ter pensado nele..... #lerda), a história é emocionante e os personagens muito cativantes! A editora Arqueiro fez muito bem o seu trabalho: a capa é maravilhosa com a laminação fosca, capa em soft touch (toque acetinado), boa diagramação e tradução (não encontrei erros durante a leitura), e uma capa lindinha de morrer, né? =D

Particularmente recomendo a leitura, mas é oito ou oitenta: ou você vai amar ou vai odiar! Eu gosto de correr certos riscos por uma boa narrativa :)

Uma ótima leitura~

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[RESENHA] O Despertar do Príncipe (Deuses do Egito #1), Colleen Houck



Título Original: Reawakened (Reawakened #1) 
Título em Português: O Despertar do Príncipe (Deuses do Egito #1)
Ano: 2015
Autor/Autora: Colleen Houck
Tradutor/Tradutora: Fernanda Abreu
Editora: Arqueiro
Gêneros: Ficção
Páginas: 384
Papel: Não informado

Sinopse oficial: Aos 17 anos, Liliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade.
Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem.
Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos.
A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth.
Em O Despertar do Príncipe, Colleen Houck apresenta uma narrativa inteligente, cheia de humor e ironia. Este é o primeiro volume da aguardada série Deuses do Egito, uma aventura fascinante que vai nos transportar para cenários extraordinários e nos apresentar a criaturas fantásticas da rica mitologia egípcia.

O que motivou a leitura?
Há algum tempo ganhei a coleção O Despertar do Tigre de uma amiga e me apaixonei pelos personagens e pela narrativa apesar de o final não ter sido o que eu esperava. Então quando soube da existência de O Despertar do Príncipe, decidi que iria ler também e as capas são lindas, confesso! Comprei O Despertar do Príncipe, mas como tinha muitos livros, fui deixando de lado. Com o lançamento de A Coroa da Vingança no mês passado, tomei vergonha na cara, comprei e li a trilogia inteira de uma vez. Sendo assim =D essa semana teremos a Semana Deuses do Egito da Colleen Houck!



[RESENHA] - por Ariane
Em O Despertar do PríncipeColleen Houck nos apresenta um novo cenário: O Egito. Como diz a sinopse: conhecemos Liliana Young, rica, bonita, inteligente. Um dia, em sua visita ao Museu, Lily escuta barulhos suspeitos na sessão em que está e vai verificar. E então encontra um rapaz semi nu que não fala e nem entende nada do que ela fala. Como qualquer garota normal, ela fica chocada e sai correndo (uma das melhores cenas, confesso hahah), afinal, que garota espera encontrar uma múmia ressuscitada que acaba precisando de sua energia vital para cumprir seu destino? Pois é.

E é assim que Lily embarca em uma aventura ao lado de Amon, um dos três príncipes do Egito que despertam a cada mil anos para cumprir um ritual que tem como objetivo impedir o Deus Seth de destruir/conquistar o mundo. Para isso, Amon (que também é conhecido como como Príncipe do Sol) precisa encontrar sua antiga tumba para recuperar seus vasos canópicos (aqueles vasinhos que os egípcios guardam os órgãos das pessoas mumificadas), despertar seus dois irmãos, o Príncipe da Lua e o Príncipe das Estrelas e realizar a cerimônia milenar que mantém Seth aprisionado. Ufa!

Vale dizer que a princípio Liliana, como uma boa cidadã de metrópole, acha que Amon tem problemas mentais e não acredita muito em sua história, fazendo-o provar que é quem diz ser. Resolvida a questão de ele-não-é-louco, Lily deixa sua vida confortável e regrada para trás e parte com Amon para o Egito. E, como li em uma resenha do Skoob, "Cá entre nós, quando você ler - e eu sei que você vai ler. Nem tente negar, consigo sentir sua curiosidade daqui! - vai entender que no fundo, ela não teve lá muita escolha. E mesmo se tivesse, sabe como é..."

O romance existe no livro, mas demora um pouco para se desenrolar. Lily sente uma forte atração física por Amon logo de cara (claro, quem iria resistir ao peito bronzeado, largos e os braços musculosos?), mas o rapaz mantém distância entre os dois, pois sua prioridade é realizar a cerimônia e não se apaixonar. As razões que se somam a essa são importantes para o enredo e deixam o desfecho do livro mais emocionante.

Além de Amon, conhecemos seus irmãos: Asten, sarcástico, charmoso, cheio de comentários engraçadinhos e bem mais direto que Amon; e Ahmose, o irmãos mais velho e mais calado. O trio é bastante importante para o desenvolvimento da história, cada um em um aspecto e um momento diferente, deixando com que o leitor conheça mais de cada um em seu respectivo tempo.

Confesso que comecei a ler O Despertar do Príncipe porque me apaixonei por O Despertar do Tigre. Então durante  a leitura não pude evitar algumas comparações entre Amon e Ren e também em esperar certos acontecimentos, então não houve surpresa nesse aspecto. Colleen Houck não me decepcionou, pelo contrário, se manteve fiel ao jeito Colleen Houck. Não odiei o livro, mas também não amei como amei O Despertar do Tigre. Para os fãs da Saga do Tigre, vale a pena investir na leitura dos Deuses do Egito sim, mas já vá preparado para ver várias semelhanças e (pelo menos para mim) ter um final previsível, mas não menos maravilhoso acho que finais previsíveis de vez em quando são ótimos #falei e que não desmerece de forma nenhuma a leitura maravilhosa que é este livro~S2

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[RESENHA] Um ano inesquecível, Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira e Thalita Rebouças


Título do livro: Um ano inesquecível
Autora: Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira, Thalita Rebouças
Editora: Editora Gutenberg
Ano de Publicação: 2015
Gênero: Ficção brasileira, literatura juveniel
Páginas: 400

Sinopse oficial: Dizem por aí que os melhores momentos da vida são vividos na juventude: os primeiros amores, os encontros, as festas, as viagens, as surpresas… E são sempre os instantes inesperados que transformam um dia comum em uma lembrança especial, daquelas que nunca nos deixam.
Neste livro inesquecível você irá acompanhar uma viagem de inverno, um outono decisivo, uma paixão que nasce junto com a primavera e um intenso amor de verão. Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira e Thalita Rebouças nos levam através das quatro estações do ano e de quatro histórias que serão lembradas por uma vida inteira.

[RESENHA] - por Ariane Cleômenes
Já terminei de ler este livro há algum tempo, mas decidi fazer a resenha só agora *preguiçosa* Admito que fui atrás de comprar este livro por causa do conto da Babi Dewet, mas confesso que acabei gostando muito das histórias! Como o livro traz histórias de diferentes autoras, as formas de escrita variaram bastante, o que tornou a leitura mais gostosa e inesperada (eu nunca tinha lido nada das outras autoras). Minha estação favorita é Inverno, então gostei muito do conto da Paula PimentaEnquanto a Neve Cair!

Um Ano Inesquecível é um livro que reune contos de quatro autoras brasileiras: Paula Pimenta, que escreve o conto do Inverno; Babi Dewet, que escreve o conto do Outono; Bruna Vieira, Primavera e Thalita Rebouças, Verão!

Enquanto a neve cair da Paula Pimenta fala das experiências de uma menina chamada Mabel, que é apaixonada por Igor, um garoto que não dá mais a mínima para ela. Seus pais marcam uma viagem 'surpresa' em família para o Chile justamente quando Mabel ia para o sítio com as amigas e ia tentar reconquistar o garoto.

Mabel sobre muito no início da viagem, frustrada e irritada, ela acaba descontando toda a raiva no irmão mais novo e nos pais, principalmente enquanto conversa com as amigas que estão no sítio através do Whatsapp e fica sabendo do que está acontecendo por lá.

Como estava viajando obrigada, Mabel não consegue se divertir e só pensa em ir embora. Nisso, a protagonista se mete em muita confusão (mesmo) enquanto amadurece ao longo da história e começa a perceber que Igor não é o único garoto no mundo!

O som dos sentimentos da Babi Dewet fala de uma garota chamada Ana Júlia, de 17 anos que mora em São Paulo e está se preparando para o vestibular. Ana Júlia faz estágio em um escritório de advocacia obrigada pelo pai (que quer que preste vestibular para Direito) e é nesse caminho da escola para o escritório que ela conhece João Paulo, um garoto de 19 anos que está fazendo faculdade de música. E é assim que eles se conhecem, numa troca de olhares em plena Av. Paulista onde João Paulo toca de vez em quando para conseguir dinheiro.

O único problema é que, nos encontros e desencontros, o estágio de Ana Júlia está para acabar e João logo terá a quantia necessária para se manter e poderá se dedicar mais ao conservatório. Nesta parte eu já estava aflita para saber o que iria acontecer com os dois!

Gostei bastante desse conto porque me pareceu desde o começo que a relação deles se desenvolveu num tempo bom, sem correria~

A matemática das flores da Bruna Vieira é terceiro conto do livro e a estação é a primavera! Nele conhecemos Jasmine, de 17 anos, que está no último ano do ensino médio e está com dificuldade em matemática (claro! =P). Além de não gostar de matemática, ela também não gosta muito de flores, apesar de sua mãe ser dona de uma floricultura.

Correndo o risco de ser reprovada na matéria, o professor de Jasmine decide que ela deverá ter aulas de reforço. No entanto, quem dará aulas será Davi, um aluno mais velho de seu professor. Aí já sabe, né? Eles acabam se interessando um pelo outro! Mas como nem tudo são flores, Jasmine é forçada a se lembrar que Davi é, na verdade, um monitor e, por isso, não deve se envolver com alunas.

Eu nunca tinha lido nada da Bruna Vieira, mas confesso que a narrativa me prendeu e o jeito da Jasmine é super cativante e me fez lembrar bastante da minha adolescência!

O último conto, Amor de Carnaval, da Thalita Rebouças se passa no verão. Apesar de ter gostado do plot, não me identifiquei muito com a escrita da Thalita.

A protagonista se chama Flávia, mais conhecida como Inha, e suas amigas Kaká e Tati. Na história, o irmão de Tati começa a namorar uma cantora de funk famosa e com isso elas conseguem ingressos para um camarote do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. No camarote, Inha conhece Guima. E como todos sabem, amor de carnaval não dura, certo?

Apesar de não ter me identificado muito com o conto da Thalita, ela tem uma escrita rápida e seus personagens são cativantes e até bem realistas.

Um ano inesquecível é um livro super gostoso de ler! Terminei em menos de dois dias -apesar de só estar fazendo a resenha agora, já li há meses- e as quatro autoras, com suas formas diferentes de escrita, tornam o livro muito dinâmico e interessante para todos os tipos de público!

Próximo livro: A Escola do Bem e do Mal, de Soman Chainani.

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