Agora é hora de reverenciar O Piso-Rouxinol, o primeiro volume da lendária Saga Otori, escrito por Lian Hearn e publicado no Brasil em 2002 pela Martins Fontes — um verdadeiro tesouro literário e um dos seus livros do coração. Com sua temática japonesa delicadamente trabalhada, personagens inesquecíveis e uma ambientação que beira o poético, essa resenha será um tributo à obra que me marcou profundamente.
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[COMENTANDO LEITURAS] I'll Be The Matriarch In This Life, Kim Roah
By Ari 10:00
2021, Drama, Fantasia, Isekai, Kim Roah, Manhwa, Reincarnação, Romance, Shoujo No comments
I'll Be The Matriarch In This Life
Logo no início, a história chama atenção por sua abordagem madura de reincarnação: Florentia, ou “Tia” como é chamada, reencarna aos 7 anos com a missão de salvar sua família e mudar sua vida. O enredo foge do clichê leve do "vilã que se redime" — aqui há tensão política, jogos de poder e personagens adultos com motivações reais.
[RESENHA] Earth and Ashes, Atiq Rahimi (Other Press)
By Ari 13:07
2010, Atiq Rahimi, Drama, Erdağ M. Göknar, Ficção, Guerra, Literatura Afegã, Literatura Asiática No comments
Earth and Ashes (publicado originalmente como Khakestar-o-Khak), escrito por Atiq Rahimi, é um pequeno grande livro. Com menos de 100 páginas, ele te leva direto para o coração do Afeganistão durante a invasão soviética e, com poucas palavras, entrega uma carga emocional imensa.
Não é um livro que grita. Ele sussurra. E esse sussurro fala de luto, perda, silêncio e guerra. Não cheguei a chorar, mas foi impossível terminar sem um nó na garganta. É uma dor sutil, mas persistente.
[COMENTANDO LEITURAS] How to Get My Husband on My Side, Siru
How to Get My Husband on My Side
Mais uma vilã reencarnada tentando sobreviver? Sim — mas dessa vez com coração, dor real e um romance que cresce como flor no inverno. How to Get My Husband on My Side é sensível, envolvente e deixa saudade a cada capítulo. Uma leitura linda, mesmo com o hiato apertando o coração.
[COMENTANDO LEITURAS] Under the Oak Tree, de Kim Soo-ji
Under the Oak Tree
Uma protagonista vulnerável, um cavaleiro gigante e uma jornada de cura em meio a intrigas palacianas. Under the Oak Tree é um manhwa de tirar o fôlego — com arte impecável, romance de crescimento lento e personagens que conquistam aos poucos. Vem descobrir por que essa leitura me pegou de jeito!
[COMENTÁRIOS] Antes De Partir, Colleen Oakley (Bertrand Brasil)
By Ari 17:08
Bertrand Brasil, Colleen Oakley, Drama, Ficção, Literatura Estrangeira, Romance No comments
Título Original: Before I Go
Título em Português: Antes De Partir
Título em Português: Antes De Partir
Ano: 2016
Autor/Autora: Colleen Oakley
Tradutor/Tradutora:
Editora: Bertrand Brasil
Gêneros: Drama / Literatura Estrangeira / Romance / Ficção
Páginas: 320
Papel: Polém Soft
[COMENTÁRIO]
Daisy foi uma personagem que me irritou praticamente o livro inteiro. As crises, a necessidade de procurar uma nova esposa para o marido e tal... Por algumas vezes precisei fazer uma pausa, já que a vontade de estrangulá-la era grande.
Quando estava mais para o final do livro, comecei a pensar se ela era realmente não insuportável. A verdade é que Daisy tinha que enfrentar um câncer terminal aos 27 anos e pensar em coisas que as pessoas adiam porque tem muito tempo e descobrir que na verdade podem não ter, me fez considerar que o desespero dela por certas coisas era verossível com toda a situação.
Diagramação confortável, folhas amareladas. Narrativa tranquila e fluida, consegui começar e terminar a leitura em um dia.
Dica da Ari: Apenas passatempo
Personagem favorito do livro: Jack
Cena marcante: Nenhuma
Sinopse oficial:
Na véspera do que esperava ser uma triunfante comemoração de três anos livre do câncer, Daisy, 27 anos, sofre um golpe devastador: seu médico lhe diz que a doença está de volta, desta vez ainda mais agressiva. Tendo apenas de quatro a seis meses de vida, ela está apavorada com o que será de seu marido, Jack, quando não estiver mais lá para cuidar dele. Esse medo tira seu sono, até que uma solução lhe vem à mente: ela precisa encontrar outra mulher para ele. Com uma determinação singular, Daisy visita parques, cafeterias e sites de relacionamento à procura do par perfeito para Jack. Mas, à medida que ela avança em sua busca, ela se vê forçada a decidir o que é mais importante no curto tempo que lhe resta: a felicidade de seu marido ou a sua própria?
Compre usando nosso link e ajude o blog a continuar existindo =)
[RESENHA] Nossos Dias Infinitos, Clare Fuller (Morro Branco)
By Ari 18:46
2016, Clare Fuller, Drama, Ficção, Literatura Estrangeira, Mistério, Morro Branco, Suspense, Thriller 1 comment
Ano: 2016
Autor/Autora: Clare Fuller
Tradutor/Tradutora: Carolina Selvatici
Editora: Morro Branco
Gêneros: Drama / Ficção / Literatura Estrangeira / Suspense e Mistério / Thriller
Páginas: 336
Papel: Pólen soft 70g/m²
Sinopse oficial: Vencedor do prestigioso Desmond Elliot Prize 2015
Todos os pais mentem. Mas algumas mentiras são maiores do que as outras.
"Datas só nos fazem perceber quão finitos nossos dias são, quão mais perto da morte ficamos a cada dia que passa. De agora em diante, Punzel, vamos viver seguindo o sol e as estações”. Ele me pegou no colo e me girou, rindo. “Nossos dias serão infinitos”. Com aquela última marca, o tempo parou para nós em 20 de agosto de 1976". Peggy tinha oito anos quando seu pai a levou para viver em uma remota cabana no meio de uma floresta europeia. Lá ele lhe disse que sua mãe e todas as outras pessoas do mundo morreram. Agora eles precisam viver da terra e sobreviver ao rigoroso inverno. Mas até quando a pequena Peggy vai acreditar na história de seu pai? Até quando você pode ficar são, quando o mundo está perdido? O que acontece quando você para de crer em tudo?
O que motivou a leitura?
Eu particularmente curto os livros publicados pela Morro Branco, tenho quase todos. No caso de Nossos Dias Infinitos, além da editora, a sinopse e a capa ajudaram bastante na escolha (apesar de eu ter sido enganada completamente pela capa) =)
[RESENHA] - por Ariane
Pensei bastante se deveria resenhar este livro, pois para mim o final foi meio (muito MESMO) traumatizante. Levei dois dias para me recuperar do choque e dez dias para conseguir pegar outro livro. Porém, contudo, todavia, livros bons merecem ser divulgados, então, lá vai!
Nossos Dias Infinitos é narrado em primeira pessoa pela adorável protagonista Peggy ou Punzel - diminutivo de Rapunzel -, como gosta de ser chamada. Peggy é filha de uma famosa pianista, Ute, e de um rapaz comum, chamado James, que faz parte de um grupo de sobrevivencialista (ou preparadores); isso é, um grupo que "está ativamente preparando-se para emergências, até em caso de possíveis rupturas na ordem política e social local, regional, nacional ou internacional", o que inclui "catástrofes naturais, catástrofes provocadas pela humanidade, ruptura na ordem social e política, colapso geral da sociedade, colapso da economia e emergências sanitárias" (obrigada, Wikipedia!!).
Por causa disso, o pai de Peggy está sempre se preparando para o fim do mundo e estocando alimentos, roupas e utensílios no porão que ele mesmo preparou para caso precise proteger a família. Como não podia ser diferente, James até mesmo começa a treinar Peggy para o fatídico momento. E é após ter uma discussão com Ute que ele decide que ambos devem fazer uma viagem. Só que é uma viagem só de ida! E fazendo a filha acreditar que aquela é uma viagem de férias, eles acabam andando por dias, até adentrarem uma densa floresta e a garota começa a se dar conta de que as coisas estão bastante estranhas.
Não pude dizer nada. Naquele momento, com apenas um sapato e o cabelo molhado, percebi, mais do que quando meu pai havia esmagado a cabeça do peixe, ou me dito que Ute morrera, que algo havia dado errado em nossas férias. Observei a cabana com a boca escancarada.
Quando eles chegam a uma cabana- que ela chama de die Hütte - decrépita no meio de uma densa floresta e cercada por colinas e montanhas em algum lugar no interior da Alemanha, sem qualquer sinal do paraíso que o pai prometera, Peggy insiste em voltar para casa e para a mãe. Então, em um ato de desespero, James diz para a filha que o mundo além das colinas acabou e que apenas os dois estão vivos e que ela jamais deveria cruzar ou mesmo se aproximar d'A Grande Divisa
E durante muitos anos vivem apenas os dois.
À medida que eu crescia e os anos se misturavam uns aos outros, um ritmo se estabeleceu em nossas vidas. Deixamos as estações e o clima ditar quando as roupas deveriam ser feitas ou remendadas, quando sementes deveriam ser plantadas, quando as bolotas deviam ser colhidas e quando comemorar aniversários e Natais.
Nove anos se passam até que Peggy, agora Punzel, reencontre a mãe e a melhor amiga e tenha novamente contato com outras pessoas.
Cobri os ouvidos, morrendo de medo do animal em que meu pai havia se transformado nos poucos minutos em que eu tinha ficado cavando.
O que posso dizer...? Precisei fazer anotações para a resenha dessa vez, com receio de dar algum spoiler fenomenal sem querer. Até o capítulo 17 sofri feito uma condenada pra ler. Mais de uma vez, pensei em largar o livro, principalmente porque o ritmo era extremamente lento. Os capítulos intercalados entre passado e presente não ajudaram nesse aspecto, muito pelo contrário, deixaram meu cérebro bem confuso com a sequência e a linearidade dos acontecimentos.
Quando entrei no capítulo 17, a coisa fluiu (mas foram 195 páginas me arrastando...)! E fluiu tão bem que terminei de ler em poucas horas. E foi então que percebi o quanto tinha acreditado inteiramente na história de Peggy, sem questionar, e que a visão dela, em mais da metade do livro, é a visão de uma criança. Suas memórias tem lacunas e muitas coisas ela descreve como entendeu e não necessariamente como foram.
Como disse lá no início, o final me chocou. Me chocou muito. Como acreditei 100% nas palavras e na versão de Peggy, acho que foi tudo mais chocante ainda... em nenhum momento duvidei ou questionei o que ela dizia e só no fim percebi o quanto fui enganada e as engrenagens cerebrais começaram a funcionar e juntar vários momentos da trama.
Levei dois dias para me recuperar...
Clare Fuller fez um trabalho impecável com Nossos Dias Infinitos e a equipe da Morro Branco caprichou em todos os aspectos da edição do livro. A capa tem absolutamente TUDO a ver com a história, mas ao mesmo tempo não deixa brecha para o leitor fazer suposições, o designer é preciso.
Personagem favorito do livro: Peggy
Cena marcante: A cena em que Peggy está em seu esconderijo com Reuben
Onde comprar?
[RESENHA] Sem Esperança (Hopeless #2), Colleen Hoover (Galera Record)
By Ari 10:30
2015, Colleen Hoover, Drama, Galera Record, Jovem adulto, Literatura Estrangeira, Romance 2 comments
Título em Português: Sem Esperança (Hopeless #2)
Ano: 2015
Autor/Autora: Colleen Hoover
Tradutor/Tradutora:
Editora: Galera Record
Gêneros: Drama / Jovem adulto / Literatura Estrangeira / Romance
Páginas: 320
Papel:
Sinopse oficial: Assombrado pela culpa e pelo remorso por não conseguir salvar Hope nem Less, Holder desenvolveu uma personalidade agressiva. Mas, quando finalmente se depara com Hope depois de tantos anos, não poderia imaginar que o sofrimento seria ainda maior após o reencontro. Em Sem Esperança, Holder revela como os acontecimentos da infância de Hope, que agora se chama Sky, afetaram sua vida e sua família, fazendo-o buscar a própria redenção na possibilidade de salvá-la. Mas é apenas amando Sky que ele finalmente será capaz de começar a se reconciliar com si mesmo.
O que motivou a leitura?
Desde que li a trilogia de Métrica, tenho uma paixãozinha pela Colleen Hoover. Enquanto ainda estou viajando, aproveitei o Kindle Unlimitless para baixar alguns livros e adivinha só?? Sem Esperança era um deles! Confesso que ainda não tinha lido Um Caso Perdido, mas comprei o livro físico na AMAZON recentemente~ Como a narrativa desse é pela perspectiva do Holder (e eu só descobri depois de terminar de ler =P), estou ansiosa para ler a história na versão da Sky!
[RESENHA] - por Ariane
Como disse ali em cima, acabei conhecendo a versão do Holder antes da versão da Sky e... Bem, terminei de ler Um Caso Perdido alguns dias depois e posso afirmar que não vi problemas em ler fora da ordem, mas aconselho que eles sejam lidos na sequencia correta =)
Sem Esperança é narrado do ponto de vista do mocinho de Um Caso Perdido, Dean Holder. Dean - ou Holder, como ele prefere ser chamado -, já inicia a narrativa de forma brutal: ele encontra sua irmã, Leslie, morta após cometer suicídio.
"As coisas deixaram de ter um significado, um propósito, uma razão, e simplesmente passaram a ser uma versão fajuta do que a vida deveria ser. De repente, meu mundo exuberante transformou-se numa xerox cinza e sem cor".
Como uma forma de superar (e desabafar) a perda recente da irmã - além da culpa por ter presenciado o sequestro de sua amiga durante a infância sem fazer nada - Holder passa a escrever para a irmã em uma espécie de diário. Sem perspectiva de futuro, transtornado e assombrado pela perda de duas pessoas que ele amava, nosso amado protagonista se deixa levar pela raiva e solidão; sendo suas atitudes muitas vezes grossas, quase sempre (se não todas as vezes) consequências diretas de suas emoções.
É em um encontro inesperado com Sky que Holder reencontra esperança e um pouco de paz. A garota é capaz de abalar não apenas os sentimentos, mas também seu mundo e o ajuda a curar suas feridas e superar seu passado.
"Nunca tinha olhado para frente antes. Só olhava para trás. Penso demais no passado e penso no que deveria ter feito e em tudo o que fiz de errado e nunca olhei para frente na vida, nenhuma vez. Ficar com ela me fazia pensar no amanhã e no dia depois de amanhã e no dia seguinte e no ano seguinte e na eternidade. Preciso disso agora, pois se eu não abraçá-la de novo… vou terminar olhando para trás mais uma vez, deixando o passado me engolir completamente."
A narrativa da Colleen Hoover explora com maestria e sensibilidade a intensidade das emoções e da culpa de Holder descrevendo os momentos mais difíceis de sua infância, o estado emocional de sua família e como ela tenta se reerguer. Com sua narrativa, a autora faz o leitor refletir ao falar sobre suicídio, perda, culpa, arrependimentos e recomeços.
"Precisamos apenas aceitar que as coisas são como são, e nem toda culpa e o arrependimento do mundo vão mudar isso".
De todos os livros que li este ano, Sem Esperança foi o que mais me tocou. Não apenas por causa do tema, mas a forma como Collen Hoover os colocou e como Holder lidava com cada uma de suas dificuldades. Eu verdadeiramente me apaixonei por ele~ E, apesar de ter lido Caso Perdido depois (que é o livro favorito de muita gente), confesso que gostei mais dessa versão. A autora não perdeu a mão na hora de narrar a mesma história, mas de pontos de vistas diferentes. Ficou realmente muito bem elaborado!
Personagem favorito do livro: Por mais clichê que seja... Holder.
Cena marcante: Difícil. Muitas cenas me marcaram, mas... A cena em que ele encontra a irmã morta e... =) a cena do hotel com a Sky.
Onde comprar?




































