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[RESENHA] O Sol e a Lua, Yoo Na Kim (Publicação Independente)


 O Sol e a Lua é mais do que um livro infantil; é uma celebração da cultura coreana adaptada com carinho para o público brasileiro. Inspirado em um conto tradicional coreano, a história narra a aventura de dois irmãos, Maria e Minrô, que enfrentam um tigre malvado e acabam se transformando no sol e na lua para iluminar o céu. A narrativa é apresentada de forma bilíngue, em português e coreano, permitindo que leitores de diferentes origens apreciem a história em sua língua materna ou aprendam um novo idioma.


[RESENHA] Meia Guerra (Mar Despedaçado # 3), Joe Abercrombie (Arqueiro)

Meia Guerra marca o desfecho da trilogia Mar Despedaçado, escrita por Joe Abercrombie e publicada no Brasil pela Editora Arqueiro. Lançado originalmente em 2018 no Brasil, o livro chega para encerrar uma saga que mistura fantasia política, personagens carismáticos, alianças frágeis e traições inteligentes — tudo naquele tom inconfundível de Abercrombie: brutal, sarcástico e humano até o osso.

Depois de acompanharmos Yarvi no primeiro livro (Meia-Rei), e Thorn Bathu (maravilhosa!) no segundo (Meia-Mundo), chegamos agora à jornada de Skara, uma princesa jogada no jogo de poder de um mundo brutal. Mas... será que ela sobrevive ao tabuleiro?


[RESENHA] O Príncipe Cruel (O Povo do Ar #1), Holly Black (Galera Record)


Título Original: The Cruel Prince (The Folk of the Air #1)
Título em Português: O Príncipe Cruel (O Povo do Ar #1)
Ano: 2018
Autor/Autora: Holly Black
Tradutor/Tradutora: Regiane Winarski
Editora: Galera Record
Gêneros: Fantasia / Ficção / Jovem adulto / Literatura Estrangeira
Páginas: 322
Papel: Off-white

O que motivou a leitura?
A sinopse e a capa bonita =)

[RESENHA] - por Ariane
Possivelmente comecei a leitura de O Príncipe Cruel com muita sede ao ponte. Boa sinopse, capa bonita, pouco mais de quatro estrelas no Skoob E no Goodreads, autora altamente recomendada... O combo perfeito para uma boa leitura. Pois é. Infelizmente para mim não deu. CONTUDO, não significa que a história não seja boa!

Logo de cara temos os pais da protagonista, Jude, sendo assassinados diante dela e de suas irmãs - Taryn, sua irmã gêmea, e Vivi, sua meia irmã mais velha - e as três sendo levadas para o Reino das Fadas por Madoc (pai biológico de Vivi), já que, de acordo com as leis do Reino das Fadas, Madoc deveria matar a esposa que fugiu com a filha, abandonando sua família. E é esse mesmo código de honra que faz com que Madoc leve as irmãs humanas com ele; uma vez que havia matado seus pais, ele seria responsável por elas.

Os anos passam e as gêmeas humanas só querem ser aceitas em seu novo lar: Taryn pretende se apaixonar e se casar com alguém do Reino enquanto Jude quer entrar para a guarda como cavaleiro e Vivi só deseja voltar ao mundo humano. Além das três irmãs, ainda temos Oak, o irmão caçula das três.

"Se eu não posso ser melhor do que eles, vou me tornar algo muito pior".

Para se manter no Reino das Fadas, conseguir, a liberdade, o respeito que deseja e ainda conseguir proteger aqueles que ama, Jude precisa ser forte de uma forma diferente. Ela sabe que jamais poderá competir em igualdade física com as fadas. Então Jude tenta e se esforça mais do que qualquer um para superar suas desvantagens. Ela mente, trapaceia e mata, se necessário para atingir seus objetivos; porém isso não significa que a protagonista é desprovida de compaixão.

Para completar o círculo dos personagens principais, temos Cadan: um jovem príncipe que aparenta ser o mais cruel de todos. Ninguém ousa ficar em seu caminho, irritá-lo ou desrespeitá-lo. Cadan é o típico 'valentão' arrogante.

“Claro que quero ser como eles. Eles são lindos como lâminas forjadas em fogo divino. Vão viver para sempre. E Cardan é ainda mais bonito que o restante. Eu o odeio mais do que a todos os outros. Eu o odeio tanto que às vezes, quando olho para ele. Mal consigo respirar.”

Depois de um episódio em que Jude é completamente subjugada e humilhada por Cardan diante uma multidão, nossa protagonista desiste de controlar seu comportamento como boa moça e começa a revidar. Assim, a garota humana chama a atenção de outros membros da família real, incluindo o príncipe Dain - o escolhido para herdar a coroa do reino - e ele lhe oferece uma posição de poder em troca de habilidades que apenas humanos possuem. 

Outro detalhe interessante é que, diferente da maioria dos livros do gênero, em O Príncipe Cruel, Holly Black transporta o leitor para o Reino das Fadas ao invés de traze-las para o mundo humano. As fadas estão no controle e é uma garota humana que precisa se enquadrar em um mundo diferente do seu.

O Príncipe Cruel começa com uma leitura um pouco enrolada, mas com o desenvolvimento das tramas, as reviravoltas e a politicagem o leitor ganha velocidade e a leitura se torna mais fluida. Para quem não é fã narrativas em primeira pessoa, a visão inicial da Jude pode incomodar no início.

E como Locke disse para Jude: "Porque você é como uma historia que ainda não aconteceu. Porque quero ver o que vai fazer. Quero fazer parte do desenrolar da historia", há uma grande chance de eu ler a continuação, O Rei Perverso, para saber mais sobre a história de Jude e Cadan.

Dica da Ari: Não vá com muita sede ao pote hehe

Personagem favorito do livro: Jude 
Cena marcante: A cena em que Cadan humilha Jude.

Sinopse oficial:
Primeiro livro da mais nova série de Holly Black. Conheça a impressionante história de uma garota mortal que se vê presa em uma teia de intrigas reais.

Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles – lindos e imortais – e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das Fadas desprezam os humanos.

Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo... e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue.

Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino. Com personagens únicos, reviravoltas inesperadas, e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai deixar o leitor pedindo bis – querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo.

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[RESENHA] Despertar (Xenogênese vol.1), Octavia E. Butler (Morro Branco)


Título Original: Dawn
Título em Português: Despertar (Xenogênese vol.1)
Ano: 2018
Autor/Autora: Octavia E. Butler
Tradutor/Tradutora: Heci Regina Candiani
Editora: Morro Branco
Gêneros: Ficção / Ficção científica / Literatura Estrangeira
Páginas: 352
Papel: Pólen soft 70g com revestimento de capa em couché brilho 150g

O que motivou a leitura?
Desde que li Kindred: Laços de Sangue há dois anos, tenho interesse nas outras obras da Octavia E. Butler. Inclusive, comprei Despertar em 2018, só que não tive tempo para lê-lo até agora.

[RESENHA] - por Ariane
Neste primeiro livro da saga Xenogênese, Octavia Butler nos apresenta sua nova protagonista: Lilith Iyapo, uma jovem negra que, antes da guerra que destruiu o planeta, perdeu o marido e o filho num acidente de carro.

Agora, 250 anos depois da destruição do planeta, Lilith é desperta pela raça alienígena Oankali, criaturas com aspecto humanóide que possuem protuberâncias parecidas com tentáculos por todo o corpo, com a missão de despertar os humanos ainda adormecidos e prepará-los para retornar a Terra. Não, é claro, sem pagar um alto preço por terem sido salvos da aniquilação.

De início, Lilith tem uma aversão extrema de seus salvadores (ou seriam captores?) e a humana leva um bom tempo para se acostumar com a aparência e estilo de vida na nave Oankali. Com o bom e velho clichê, os Oankali tem uma tecnologia muito mais avançada do que os humanos jamais sonharam em ter e são especialistas em biogenética - até mesmo a nave Oankali é viva! -. E enquanto os humanos estão adormecidos, os salvadores aproveitam para manipular os corpos humanos para melhorá-los e aprender sobre a raça humana: seus defeitos, necessidades, qualidades, o que é possível fazer e com eles e melhorá-los.

Isso tudo porque Oankali são uma espécie que para evoluir precisa de constante de permuta genética com outras raças e agora chegou a vez de misturar seus genes aos genes humanos! Divididos em três gêneros, os Oankali tem um relacionamento triplo: masculino, feminino e gênero neutro, chamado de ooloi, que é o que os conecta entre si e entre as raças com quem desejam fazer a permuta genética.

A relação de Lilith com sua família Oankali é ambígua: os alienígenas sempre parecem tratá-la bem e com dignidade, não usam a força para obrigá-la a aceitá-los ou a fazer o que querem que ela faça. Contudo, Lilith sabe que tudo que a cerca é uma falsa segurança, eles tem outras maneiras de convencê-la a fazer o que querem.

Despertar foi uma leitura arrastada para mim (eu poderia ter terminado em um dia, se tivesse me esforçado mais), mas não menos interessante. Como era de se esperar da Buttler, a narrativa é ágil e a leitura flui. É possível que eu tenha achado a leitura mais lenta por motivos de: necessidade de introduzir o leitor ao novo universo, então sempre há explicações e uma ambientalização maior.

Faço minhas as palavras da Lauren no post dela no skoob: "Terminei essa leitura num forte questionamento sobre consentimento e manipulação". Mesmo passado algum tempo desde a leitura, ainda fico me perguntando... Estou bastante ansiosa para ler Ritos de Passagem (Xenogênese #2) para ver se consigo um pouco mais de luz!

Dica da Ari: Comece a leitura preparado(a) para abrir a cabeça para novas questões.


Personagem favorito do livro: Provavelmente a Lilith, mas também gostei muito de Nikanj.
Cena marcante: Quando Lilith anda pela nave a procura de outros humanos. =)

Sinopse oficial:
Há vida inteligente lá fora e é ela que salva a humanidade de si mesma.

Quando Lilith Iyapo desperta após 250 anos de animação suspensa, descobre que o planeta Terra e os seres humanos sobreviventes de uma guerra catastrófica estão sob a guarda dos Oankali, uma espécie alienígena com habilidades e tecnologias tão impressionantes quanto sua aparência é repulsiva.

Lilith foi escolhida para despertar e preparar outros seres humanos para finalmente retornarem ao planeta natal. A Terra está novamente habitável há pouco, porém em condições bem diferentes do que conheciam. Assim, os humanos precisarão desenvolver suas habilidades de sobrevivência, enquanto Lilith terá que superar as próprias suspeitas para liderá-los nessa nova etapa – além de decidir se vale a pena andar sobre a linha do que nos define como humanos. 

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[RESENHA] Ordem Vermelha - Filhos da Degradação, Felipe Castilho (Intrínseca)


Título em Português: Ordem Vermelha - Filhos da Degradação
Ano: 2017
Autor/Autora: Felipe Castilho
Editora: Intrínseca
Gêneros: Fantasia / Ficção / Literatura Brasileira
Páginas: 448
Papel: Pólen soft 70g/m²
Sinopse oficial: Você destruiria seu mundo em nome da verdade?
A última região habitada do mundo, Untherak, é povoada por humanos, anões e gigantes, sinfos, kaorshs e gnolls. Nela, a deusa Una reina soberana, lembrando a todos a missão maior de suas vidas: servir a Ela sem questionamentos. No entanto, um pequeno grupo de rebeldes, liderado por uma figura misteriosa, está disposto a tudo para tirá-la do trono.
Com essa fagulha de esperança, mais indivíduos se unem à causa e mostram a Una que seus dias talvez estejam contados. Um grupo instável e heterogêneo que precisará resolver suas diferenças a fim não só de desvendar os segredos de Untherak, mas também enfrentar seu mais terrível guardião, o General Proghon, e preparar-se para a possibilidade de um futuro totalmente desconhecido. Se uma deusa cai, o que vem depois?
Ordem Vermelha: Filhos da Degradação é o preâmbulo da jornada de quatro improváveis heróis lutando pela liberdade de um povo, um épico sobre resistir à opressão, sobre lutar contra o status quo e construir bravamente o próprio destino. Porta de entrada para um novo mundo com inspirações de fantasia medieval, personagens marcantes e uma narrativa que salta das páginas a cada vila, ruela e beco de Untherak. 

O que motivou a leitura?
Estava muito interessada em ler esse livro depois de ver vários vídeos do GeekFreak e acabou que acabei ganhando o livro de um amigo. Agradecimentos especiais ao Dennis5 do Republika Pop =)

[RESENHA] - por Ariane
Chegamos até aqui porque não temos medo de rastejar [...]. É isso o que acontece quando se é forçado contra o chão por tanto tempo. Aprendemos a não temê-lo

Para começar eu adoro (MUITO) fantasia cheia de povos diferentes e saber que autores brasileiros tem escrito muito sobre isso e andam criando novos universos é meio U.A.U pra mim! Em Ordem Vermelha - Filhos da Degradação vamos acompanhar a aventura principalmente do ponto de vista do garoto Aelian, nosso protagonista humano.

Aelian vive em Untherak, a cidade que abriga - humanos, anões, kaorshs, sifos, gigantes e gnolls -, o que sobrou da civilização e é comandada pela Deusa Una, seu general Proghon e seu exército e um grupo misterioso chamado Centípede. Após anos servindo (e vivendo) em um poleiro, Aelian se tornou um exímio escalador e também aprendeu a ler e escrever sem que os outros soubessem.

Assim, eles decidiram tornar-se algo novo, sem falhas. Assim, eles decidiram tornar-se um só. Assim, surgiu a deusa de seis faces, a deusa Una. 

Una governa Untherak há mil anos e para manter-se no poder a deusa mantém as múltiplas raças sob um rigoroso regime de opressão, pobreza e escravidão sob o pretexto da insatisfação e guerra criadas por seus antepassados e àqueles que a desafiassem estariam confinando a si e a seus descendentes à escravidão.

Após alguns anos, Una decide realizar Festival da Morte (uma espécie de espetáculo como os que eram realizados no Coliseu) novamente - o mesmo não ocorria desde a morte do pai de Aelian quando ele era pequeno - e nosso protagonista decide ajudar as participantes kaorshs para que elas não percam a vida como seu pai.

E este ato acaba desencadeando uma série de acontecimentos que o levam a ingressar em um grupo muito incomum que começa a tramar contra a deusa e seu regime. Seu líder é Aparição, sem nome, gênero ou qualquer coisa que possa identificá-la, Aparição usa uma capa vermelha - cor proibida em Untherak - e ela é o o pivô de toda a revolução; Raazi, uma kaorsh que ao lado da esposa resolve participar do Festival da Morte, Aelian, falcoeiro; Harun, um anão que costumava vigiar as celas do poleiro e também Ziggy, um sinfo.
Nós somos as fagulhas que darão início à fogueira. Talvez o vento nos sopre para longe, talvez possamos iniciar um incêndio. – Ela Segurou o rosto da esposa nas mãos. O Calor entre as duas era muito mais poderoso que aquele que obliterava seu antigo lar. – Como fagulhas, o que fazemos de melhor é brilhar. Queimar.

Gostaria de deixar claro que esse livro consumiu muito mais tempo do que o normal para terminar. A verdade é que em muitos aspectos ele foi bem lento, mas não chato (que fique claro). Por se tratar de um universo totalmente novo, acredito que o leitor leve algum tempo para conseguir submergir e interagir com os personagens, entender o que está acontecendo e o porquê. Não foi uma leitura fácil, mas foi mágicaFelipe Castilho foi excepcional na criação do universo de Ordem Vermelha e de cada um de seus personagens.

Cada um dos membros do grupo de Aparição são muito bem construídos e é possível que o leitor se sinta também como um membro do grupo; além disso, o autor também lapidou muito bem o/a vilão(ã)/antagonista.

Já quando estava para o final do livro que pude perceber o quão imersa eu estava: na última página - literalmente - cai para trás. Prendi a respiração e pensei: cadê o próximo livro?

O que posso dizer com certeza é: não se deixe intimidar pelas 440 páginas. A diagramação da Intrínseca proporciona uma leitura tranquila; e apesar de lenta, a narrativa é construída apenas com um nível de detalhes e descrições necessárias para a ambientalização do leitor. Vale a pena cada minuto da leitura!!

Personagem favorito do livro: Curto bastante a Raazi, mas confesso que me apaixonei muito pelo Ziggy!
Cena marcante: Gostaria de dizer que nesse livro mais de uma cena me chocou, mas a última me deixou um pouco mais chocada-horrorizada do que as demais! =)

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[RESENHA] Os Noivos do Inverno, Christelle Dabos (Morro Branco)


Título Original: Les Fiancés de l'Hiver  (La Passe-Miroir #1)
Título em Português: Os Noivos do Inverno
Ano: 2018
Autor/Autora: Christelle Dabos
Tradutor/Tradutora: Sofia Soter
Editora: Morro Branco
Gêneros: Jovem Adulto / Ficção / Literatura Estrangeira / Fantasia
Páginas: 416
Papel: 
Sinopse oficial: Vencedor do Grand Prix de l’Imaginaire.
Honesta e cabeça-dura, Ophélie não se importa com as aparências. Mas, por baixo de seus óculos de aros largos e cachecol desgastado, a garota esconde poderes únicos: ela pode ler o passado dos objetos e atravessar espelhos. A vida tranquila que leva em Anima se transforma quando Ophélie é prometida em casamento à Thorn, herdeiro de um distante e poderoso clã. 
Agora, ela terá que deixar para trás tudo o que conhece e seguir seu noivo até Cidade Celeste, a capital flutuante de uma gelada arca conhecida como Polo. Ali, o perigo espreita em cada esquina, e não se pode confiar em ninguém. Sem se dar conta, Ophélie torna-se um peão em um jogo político mortal, capaz de mudar tudo para sempre

O que motivou a leitura?
Não vou negar nem por um minuto que comprei pela capa. A resenha ajudou um pouquinho =)

[RESENHA] - por Ariane


O mundo está dividido em duas Arcas: Amina, que tem Ártemis como Espírito Familiar e Polo, que tem Faouk como Espírito Familiar e foram esses espíritos familiares que deram origem à toda a população de suas respectivas arcas.

Nossa protagonista é Ophélie, uma jovem introvertida e desastrata que vive em Amina. Sem grandes ambições, mas como uma animista com poderes mágicos, Ophélie é uma leitora, ou seja, ela é capaz de ler a história de qualquer objeto que toca, além de conseguir atravessar espelhos, podendo ir de um ambiente ao outro através deles!

Passar por espelhos exige enfrentar a si mesmo. É preciso ter estômago, sabe, para se olhar bem nos olhos, se ver como é, mergulhar no próprio reflexo.

Após recusar se casar duas vezes com membros de sua arca, Ophélie se vê em um casamento arranjado com Thorn, do Polo, e precisa deixar sua vida e sua família para acompanhar o marido de volta a sua cidade natal. O que Ophélie e sua tia (e dama de companhia) não esperavam é que Thor é um filho bastardo odiado por praticamente todos no Polo; e conforme ela conhece a Cidade Celeste e seus habitantes, descobre que para sobreviver, precisa contar com todos os seus poderes e das pessoas dispostas a ajudá-la.

Você não foi criada para o lugar ao qual estou te levando.

Confesso que esperava o livro clichê de sempre: um casamento arranjado, uma moça e um rapaz que passam por várias dificuldades e acabam se apaixonando em algum momento. Completamente enganada. A história de Christelle Dabos não se desenrola com a facilidade de sempre, pelo contrário: a leitura é lenta, cheia de descrição de ambiente e de personagens, o que pode ser bem difícil para algumas pessoas.

Demorei muito (muito mesmo) pra conseguir me familiarizar e começar a gostar da história, mas depois de se acostumar com a escrita, a leitura se tornou mais rápida. Outra questão importante é que Christelle deixou várias pontas soltas, o que meio que nos obriga a ler a continuação (claro, se você tiver vontade).

No geral, curti o livro e pretendo ler a continuação!


Personagem favorito do livro: O cachecol... definitivamente o cachecol!
Cena marcante: A cena da Ophélie "invadindo" a biblioteca!

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[RESENHA] É Assim que Acaba, Colleen Hoover (Galera Record)



Título Original: It Ends with Us
Título em Português: É Assim que Acaba
Ano: 2018
Autor/Autora: Colleen Hoover
Tradutor/Tradutora: Natalia Gerhardt
Editora: Galera Record
Gêneros: Jovem Adulto / Ficção / Literatura Estrangeira / Romance
Páginas: 368
Papel: 
Sinopse oficial: Um romance sobre a força necessária para fazer as escolhas corretas nas situações mais difíceis. Da autora das séries Slammed e Hopeless.
Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.

O que motivou a leitura?
Já não é segredo pra ninguém que acompanho cada livro publicado no Brasil que seja escrito pela Colleen Hoover. Tentei comprar É Assim que Acaba na BIENAL de 2018, mas ele já tinha esgotado. Muita gente estava comentando sobre esse livro e acabou que ganhei ele de natal do meu primo =)

[RESENHA] - por Ariane
É engraçado e desesperador como Colleen Hoover consegue me fazer amar cada um de seus livros. Sem Esperança (RESENHA) é um livro que eu amo, só que Talvez Um Dia (RESENHA) também ganhou boa parte do meu coração e agora... É Assim que Acaba.

Nesta nova narrativa, Colleen Hoover nos apresenta outra difícil temática: violência doméstica. Vamos conhecer Lily, uma mulher que passou a infância vendo a mãe sofrer nas mãos do pai e que, agora adulta, se muda e tem o sonho de abrir sua própria floricultura. Por um acaso do destino ela conhece Ryle, um homem sonha em ser o melhor neurocirurgião da cidade e que não se envolve sério com mulher alguma.

O relacionamento deles é muito adorável, eles se completam de forma incrível e tem a brincadeira da "Verdade Nua", em que eles precisam dizer um ao outro algo extremamente sincero! A química entre os dois é perfeita e a relação entre eles não parece ter como ficar melhor.

É aí que nossa adorável autora resolve apresentar pra valer a temática principal do livro. Dividido em dois momentos, É Assim que Acaba, conta dois momentos da vida de Lily: sua época de infância e seu primeiro amor, Atlas,; e sua vida adulta, ao lado de seu marido e tentando manter sua família recém construída.

Só porque uma pessoa te machuca não significa que podemos simplesmente parar de amá-la. Não são as ações de uma pessoa que nos machuca. É o amor. Se não tem amor ligado a ação, a dor seria um pouco mais fácil de aguentar.

Num segundo momento, a protagonista começa a perceber o quão é parecida com sua mãe. Lily tenta achar justificativas para o comportamento de Ryle a todo instante, inclusive culpando-se por causar tais reações no companheiro. E mais uma vez temos uma garota forte e incrível se esforçando para fazer o relacionamento dar certo, tendo esperanças de que se não pisar na bola, tudo dará certo.

Acho que estive enrolando para escrever essa resenha simplesmente porque... é muito difícil. Eu me apaixonei pela Lily. Eu me apaixonei de verdade por Ryle, mais até do que por Atlas! Presenciar as agonias e sofrimentos vividos pela protagonista e se pegar pensando o mesmo que ela, desejando que Ryle mude, torcendo para ele mudar...

O contato pessoal de Colleen Hoover com o assunto (que ela descreve nas últimas páginas do livro) faz com que o leitor sinta o que os personagens estão passando. Ela consegue guiar muito bem a trama e é absurdo como ela é capaz de induzir o leitor, da forma mais natural possível, a sentir empatia pelo casal principal. O enredo se desenvolve devagar, a leitura é fluída e a escrita é simples, como acontece em todos os livros da autora.

Todo mundo erra. O que determina o caráter de uma pessoa não são os erros cometidos. É como ela usa esses erros e os transforma em aprendizados, não em desculpas.

Por fim, é óbvio que a autora não ia dar um desfecho triste para Ryle e Lily. Como li na resenha do Livros&Citações "Colleen terminou o livro mostrando que só porque você passou pelo inferno, isso não significa que não há um céu esperando por você".

E continue a nadar~ =)

Personagem favorito do livro: Sou incapaz de escolher. Allysa, Ryle, Lily.... provavelmente todos eles!
Cena marcante: A última antes do epílogo!

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[RESENHA] International Guy: Milão, San Francisco, Montreal, Audrey Carlan (Verus)


Título Original: International Guy: Milão, San Francisco, Montreal (International Guy #2)
Título em Português: International Guy: Milão, San Francisco, Montreal (International Guy #2)
Ano: 2018 
Autor/Autora: Audrey Carlan
Tradutor/Tradutora: Sandra Martha Dolinsky
Editora: Verus
Gêneros: Ficção / Literatura Estrangeira / Romance
Páginas: 416
Papel: Não informado
Sinopse oficial: International Guy é a agência de Parker Ellis, um dos maiores especialistas do mundo em vida e amor, que tem como missão ajudar as mulheres em questões tão diversas quanto se sentir sexy e poderosas, aprender a administrar um império empresarial ou conquistar o homem dos seus sonhos. Parker e seus dois sócios atendem mulheres ricas do mundo todo, como atrizes de Hollywood, membros da realeza e CEOs de multinacionais bilionárias. E, às vezes, eles não podem evitar que as coisas esquentem e vão parar na cama de suas clientes. Literalmente. Parker adora sua vida de playboy e não está procurando compromisso. Afinal, há um mundo inteiro à sua frente: os negócios o levam de Paris a Milão, de Berlim ao Rio de Janeiro. Mas, conforme ele pula de cidade em cidade ― e de cama em cama ―, é possível que acabe encontrando mais que sexo ao longo do /aminho... 

No segundo volume da série, o trabalho começa em Milão, onde os executivos vão ajudar mulheres comuns a descobrir a arte da sedução. O próximo compromisso é com uma empresária de San Francisco em busca de um parceiro. A terceira cliente, uma CEO de Montreal, desconfia de que há um espião em sua equipe ― e faz uma proposta tentadora a Parker, abalado após uma traição.

O que motivou a leitura?
Como resistir à continuações? =) Ganhei esse de presente e Natal da minha irmã!

[RESENHA] - por Ariane
International Guy: Milão, San Francisco, Montreal se passa após Copenhague e, particularmente, acho que é bem difícil acompanhar o segundo volume sem ter lido o primeiro. Por isso recomendo a leitura na sequência.

Após fotos sensuais entre Parker Ellis e Skyler Paige vazarem e a International Guy ser bombardeada por paparazzi, Parker embarca para Milão. Ele e sua equipe precisam ajudar mulheres reais a se sentirem poderosas em um desfile de lingerie.

O problema? Elas não são profissionais. Elas são mulheres reais - suaves, luxuriosas e inexperientes. Elas precisam da International Guy para lhes mostrar como abraçar sua sensualidade nos desfiles.

Bogart Montgomery - ou Bo - viaja com Parker a fim de ajudá-lo na tarefa com as modelos. Mas depois de várias tentativas, parece que a International Guy está tendo mais dificuldade do que deveria e talvez eles precisem de uma ajuda extra para concluir o trabalho.

Enquanto tenta se concentrar em terminar o serviço o mais rápido possível, Parker não consegue parar de pensar em sua relação com Skyler e em como a mulher de seus sonhos deixou Copenhague repentinamente e tem evitado falar com ele, além de todas as mídias estarem divulgando o relacionamento dos dois.

Na segunda história, Parker vai parar em San Francisco e desta vez é Royce Sterling, que o acompanha; ou melhor, pelo andar da carruagem parece que é Parker que é o acompanhante de Roy. Contratados para encontrar o par ideal para uma CEO deslumbrante e poderosa, a relação entre os sócios começa a estremecer na mesma medida em que a atração de Roy pela cliente aumenta. 

Parker tem certeza de que Rochelle Renner não é a mulher certa para Roy, mas seu sócio não parece concordar com ele e acaba se envolvendo mais do que deveria, causando problemas na finalização do trabalho. E enquanto ele tenta colocar bom senso na cabeça do sócio, Skyler começa a ser ameaçada pelo ex-namorado, que pretende expor fotos comprometedoras da atriz na mídia!

Na terceira e última história, em Montreal, a equipe da International Guy precisa descobrir quem está vendendo segredos da empresa de sua mais nova cliente. Parker, Bo, Roy e até mesmo Wendy se infiltram para concluir este trabalho.

Com sua vida pessoal e amorosa uma completa bagunça, Parker se vê testado pela nova cliente - que parece querer muito mais do que apenas alguém para achar o ladrão -, e se vê em dificuldade para resistir à tentação de uma boa diversão quando tudo que ele quer é esquecer os problemas que o cercam.

Só que em questão de segundos, a vida dos membros da IG é colocada em perigo! E quando um deles está a beira da morte, os demais precisam lidar com as consequências de uma tragédia iminente.

Neste segundo volume confesso que não fiquei tão apaixonada. Eu queria chutar o Parker muitas vezes... o Roy me deixou bastante irritada na história de San Francisco, acho que foi a história que menos gostei. Na história de Montreal.... Foi chocante como a Audrey Carlan escreveu a reviravolta. Meu coração quase saiu pela boca!

Apesar de não ter gostado tanto de International Guy: Milão, San Francisco, Montreal, confesso que não teria deixado de ler, porque estou bastante ansiosa para ler o desfecho do relacionamento entre Skyler e Parker! E se tiver um pouco mais da história Wendy, melhor ainda!!


Personagem favorito do livro: Ainda a maravilhosa secretária~ Wendy!
Cena marcante: =) A cena que a Wendy fica com vergonha de falar com o Parker!

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[RESENHA] Volte para Mim, Paola Aleksandra (Essência)


Título Original: Volte para Mim
Ano: 2018
Autor/Autora: Paola Aleksandra
Editora: Essência
Gêneros: Ficção / Literatura Brasileira / Romance
Páginas: 304
Papel: Não informado
Sinopse oficial: Aos dezesseis anos, Brianna Hamilton fugiu da Inglaterra para a Escócia, abandonando sua família e as obrigações como herdeira de um duque. Em meio aos prados escoceses, a jovem encontrou refúgio e descobriu mais sobre a mulher que desejava ser. Mas, onze anos após a fuga, uma dolorosa verdade fará com que ela deseje nunca ter partido. 

Voltar será como relembrar o passado, a fuga, o medo e as escolhas que precisou fazer. E, enquanto luta para reconquistar seu lugar junto à família, Brianna precisará superar Desmond Hunter, melhor amigo e primeiro amor, que anos atrás ela escolheu deixar para trás. 

Volte para mim é um romance arrebatador sobre recomeços, sentir-se inteira e, acima de tudo, confiar no amor.

O que motivou a leitura?
Há algum tempo acompanho o canal do Livros & Fuxicos e confesso que o amor da Paola por romances de época me deu muita vontade de ler um. Acabei escolhendo o dela mesmo e cá estamos nós =)

[RESENHA] - por Ariane
Como é bom começar o ano de 2019 com a resenha de um livro nacional!! E este ano estou cheia deles para colocar em dia =) Então, 'bora lá! 

Volte para Mim é o livro de estreia da Paola Aleksandra, do Livros&Fuxicos (AQUI) e, como era de se esperar vindo dela, se trata de um romance de época!

Paola Aleksandra nos apresenta à família Hamilton; nossa protagonista é Brianna, a filha mais velha do duque Hamilton e uma garota de espírito livre, que ama a natureza, cheia de originalidade e que não segue à risca todas as regras da sociedade da época. Por ter sido criada fora de Londres, Brianna e sua irmã caçula, Malvina, não são o que se espera de garotas da época. 

Sua mãe, Rowena, é filha de uma importante e antiga família escocesa e desde o nascimento das filhas ela conta histórias e suas aventuras de adolescente em sua terra natal, fazendo com que as garotas crescessem divididas entre seu amor pela Inglaterra e pela Escócia. Contudo, apesar da insistência e Brianna em conhecer a Escócia e seu avô materno, seus pedidos eram sempre recusados com desculpas.

Foi somente no período de seu debut na sociedade londrina que Brianna descobriu o porquê. Incrédula e incapaz de aceitar que sua família diga como viver sua vida, ela decide fugir e se refugiar com seu avô escocês para descobrir mais sobre ela e sobre quem quer ser.

O problema é: Incapaz de continuar distante quando sua mãe adoece, nossa adorável protagonista decide voltar à Inglaterra depois de muitos anos e agora tudo que ela conhecia se foi. Brianna precisa encarar as conseqüências de suas escolhas, encarar seus medos, seus receios e as pessoas que deixou para trás. Entre eles está Desmond Hunter, seu primeiro amor, seu melhor amigo e aquele que a ajudou a fugir com a promessa de que ela retornaria para seus braços.

Em silêncio pondero minhas opções. Posso acreditar que estou alucinando devido à queda ou aceitar que Desmond Hunter está a poucos metros de distância, encarando-me com um dos olhares mais raivosos que já recebi na vida.


Volte para Mim foi uma agradável surpresa. Apesar de eu achar os motivos que mantiveram o casal principal separado meio bobos, tenho que parar para pensar que a época da narrativa faz bastante diferença. A comunicação não era tão rápida quanto hoje em dia e homens e mulheres não podiam conversar da mesma maneira que atualmente. Com certeza isso faz diferença.

Já faz algum bom tempo (alguns anos) desde que li um romance de época e confesso que gostei. A Paola tem uma linguagem simples, sem detalhar em excesso. Os personagens secundários são umas graças e talvez eu tenha me apegado muito muito à Malvina. Achei a trama dela tão (ou um pouco mais) interessante do que a da protagonista e gostei como as duas se resolveram.

Apesar de o desfecho ser previsível (sério, dependendo da época, é muito bom ler livros previsíveis!) e a falta de plot twist, é um livro excelente para passar o tempo e ter uma leitura rápida e prazerosa. Com certeza Volte para Mim criou um caminho novo para mim nos romances de época!

Uma coisa valiosa que aprendi nos últimos meses é que a vida que queremos levar sempre será a que escolhemos enxergar.


Personagem favorito do livro: Malvina
Cena marcante: O rompimento entre Malvina e Rowena.

Onde comprar?

[LIVROS NOVOS] 20ª Festa do Livro da USP


Este ano a festa aconteceu entre os dias 28 de Novembro e 01 de Dezembro. Por motivos financeiros (e por falta de controle), decidi ir apenas um dia, na quarta-feira =)

Como sempre, as Festas do Livro da USP tem os melhores preços disparado. Nem mesmo na Black Friday encontrei livros com os preços que estavam lá. Não vou dizer que isso aconteceu em todas as editoras e nem com todos os livros, mas algumas estavam com descontos absurdamente maravilhosos. 

Como já tinha aproveitado para comprar alguns livros na Black Friday da AMAZON, nem exagerei tanto quanto gostaria (mas ganhei R$200,00 de Natal da minha mãe e torrei até o último centavo =D). As fotos da galeria a seguir não foram tiradas por mim, os créditos estão logo abaixo de forma aleatória =)


20 Festa da USP (2018)
Créditos: @GreedyT_ + @FCEBRASIL + @edicoesjaneiro + @grua_livros + @editorapulodogato + @autenticaeditora + @ventoeprosa + @lucia.hiratsuka + @editoragutenberg + @editorazahar + @companhiadasletras + @lote42 + @estacaogeek + @creative_storytelling + @thiago_cmn

E agora, o mais importante~ Os livros novos |o| Ah! E só pra constar: não paguei mais de 30 reais em nenhum deles =)



1. Orgulho e Preconceito, Jane Austen (Martin Claret)


"Orgulho e preconceito" é o livro mais famoso de Jane Austen e possui uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo. O livro pode ser considerado a obra-prima da escritora, que equilibra comédia com seriedade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada. A nova coleção possui capa dura e estilo inspirado nos bullet journals.

Por que escolhi ler: Pra falar a verdade, já assisti ao filme algumas vezes, mas nunca li o livro e essa versão da Martin Claret me seduziu desde o início do ano. Quando vi que ele estava por R$ 27,90 (EXATAMENTE, VINTE E SETE E NOVENTA), não pensei duas vezes =)

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2. A Quinta Estação, N. K. Jemisin (Morro Branco)


"Vencedor do Hugo Awards É assim que o mundo termina. Pela última vez. Três coisas terríveis acontecem em um único dia: Essun volta para casa e descobre que seu marido assassinou brutalmente o próprio filho e sequestrou sua filha. Sanze, o poderoso império cujas inovações têm sido o fundamento da civilização por mais de mil anos, colapsa frente à destruição de sua maior cidade pelas mãos de um homem louco e vingativo. E, no coração do único continente, uma grande fenda vermelha foi aberta e expele cinzas capazes de escurecer o céu e apagar o sol por anos. Ou séculos. Mas esta é a Quietude, lugar há muito acostumado à catástrofe, onde os orogenes - aqueles que empunham o poder da terra como uma arma - são mais temidos do que a longa e fria noite. E onde não há compaixão.

Por que escolhi ler: Já desde quando lançou ando de olho nele. Aproveitei a Festa do Livro para matar a vontade! Um dos livros que estou realmente ansiosa para ler.

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3. A Cidade de Bronze, S.A. Chakrabort (Morro Branco)


Cuidado com o que você deseja. Nahri nunca acreditou em magia. Golpista de talento inigualável, sabe que a leitura de mãos, zars e curas são apenas truques, habilidades aprendidas para entreter nobres Otomanos e sobreviver nas ruas do Cairo. Mas quando acidentalmente convoca Dara, um poderoso guerreiro djinn, durante um de seus esquemas, precisa lidar com um mundo mágico que acreditava existir apenas em histórias: para além das areias quentes e rios repletos de criaturas de fogo e água, de ruínas de uma magnífica civilização e de montanhas onde os falcões não são o que parecem, esconde-se a lendária Cidade de Bronze, à qual Nahri está misteriosamente ligada. Atrás de seus muros imponentes e dos seis portões das tribos djinns, fervilham ressentimentos antigos. E quando Nahri decide adentrar este mundo, sua chegada ameaça recomeçar uma antiga guerra. Ignorando advertências sobre pessoas traiçoeiras que a cercam, Nahri embarca em uma amizade hesitante com Alizayd, um príncipe idealista que sonha em revolucionar o regime corrupto de seu pai. Cedo demais, ela aprende que o verdadeiro poder é feroz e brutal, que nem a magia poderá protegê-la da perigosa teia de intrigas da corte e que mesmo os esquemas mais inteligentes podem ter consequências mortais.

Por que escolhi ler: Confesso que a capa me chamou a atenção primeiro. Como estou numa fase extremamente fantasia, já aproveitei os descontos da feira e comprei =)

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4. A Mensageira da Sorte, Fernanda Nia (Plataforma21)


A SORTE É IMPREVISÍVEL Em pleno Carnaval carioca, durante uma confusão em um protesto contra a AlCorp, Sam passa a ser uma mensageira temporária no Departamento de Correção de Sorte, uma organização extranatural secreta incumbida de nivelar o azar na vida das pessoas. Para manter esse equilíbrio, os mensageiros devem distribuir presságios de sorte para alguns escolhidos. E o primeiro “cliente” de Sam é justamente o seu novo vizinho e colega de classe, Leandro. O garoto é um youtuber em ascensão e a ajuda dela, na forma de uma mensagem sobre nada menos que paçoca, o impulsiona a fazer um vídeo que o levará para o auge da fama. O que Sam não sabe é que Leandro também é engajado nos protestos contra a corrupção da AlCorp, sem se preocupar com os riscos que possa correr ou com as chances que tem dado ao azar, e a garota se vê obrigada a usar a sorte do Destino para protegê-lo. Perdida entre seus sentimentos por Leandro e a culpa pela morte de seu pai, Sam começa a compreender a linha tênue entre o livre-arbítrio e o acaso. Com uma boa dose de sarcasmo, ela embarca na dura jornada para desmascarar o que está deteriorando o sistema da Justiça, tanto a natural quanto a extranatural. Em meio a uma rede de intriga, corrupção e poder, a mensageira da sorte precisará fazer as pazes com o passado e lutar até o fim para que a balança do Destino se equilibre outra vez.

Por que escolhi ler: Já tinha me apaixonado pela capa há algum tempo... Mas depois de ver o vídeo do GeekFreek sobre o livro (em alguma das listas dele), decidi comprar =)

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5. Nevernight, Jay Kristoff (Plataforma21)


Há histórias sobre Mia Corvere, nem todas verdadeiras. Alguns a chamam de Moça Branca. Ou a Faz-Rei. Ou o Corvo. A matadora de matadores. Mas, uma coisa é certa, você deveria temê-la. 
Quando ela era criança, Darius Corvere – seu pai – foi acusado de insurreição contra a República de Itreya. Mia estava presente quando o carrasco puxou a alavanca, viu o rosto do pai se arroxeando e seus pés dançando à procura do chão, enquanto os cidadãos de Godsgrave gritavam “traidor, traidor, traidor”... 
No mesmo dia, viu a mãe e o irmão caçula serem presos em nome de Aa, o Deus da Luz. E, embora os três sóis daquela terra não permitam que anoiteça por completo, uma escuridão digna de trevas tomou conta da menina. As sombras nunca mais a largaram. 
Mia, agora com dezesseis anos, não se esqueceu daqueles que destruíram sua família. Deseja tirar a vida de todos eles. É por isso que ela quer se tornar uma serva da Igreja Vermelha – o mais mortal rebanho de assassinos de toda a República. O treinamento será árduo. Os professores não terão misericórdia. Não há espaço para amor ou amizade. Seus colegas e as provas poderão matá-la. Mas, se sobreviver até a iniciação, se for escolhida por Nossa Senhora do Bendito Assassinato... O maior massacre do qual se terá notícia poderá acontecer. Mia vai se vingar.

Por que escolhi ler: Desde a Festa do Livro da USP Leste que eu já queria comprar esse livro (mas na época não deu). Dessa vez não deixei passar! Inclusive, já li e a resenha dele sai nas próximas semanas!!

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6. Garotas de Neve e Vidro, Melissa Bashardoust  (Plataforma21)


Mina é filha de um mago cruel e sua mãe está morta. Aos dezesseis anos, seu coração nunca bateu apaixonado por ninguém – na verdade, ele jamais bateu de forma alguma, e Mina sempre achou esse silêncio normal. Ela nunca suspeitou que o pai arrancara seu coração e, no lugar, colocara um coração de vidro. Então, quando Mina chega ao castelo de Primavera Branca e vê o rei pela primeira vez, ela cria um plano: ganhar o coração dele, tornar-se rainha e finalmente conhecer o amor. A única desvantagem desse plano, ao que tudo indica, é que ela se tornará madrasta.
Lynet tem quinze anos e é a imagem de sua falecida mãe. Um dia, ela descobre a verdadeira razão disso: a partir da neve, um mago a criou à semelhança da rainha morta. Mas, apesar de ser a projeção visual perfeita da falecida rainha, Lynet preferiria ser forte e majestosa como sua madrasta, Mina. E Lynet realiza seu desejo quando o pai a torna rainha dos territórios do sul, tomando assim o lugar de Mina. A madrasta, então, começa a olhar para a enteada com algo que se assemelha ao ódio, e Lynet precisa decidir o que fazer – e quem quer ser – para ter de volta a única mãe que de fato conheceu... ou simplesmente vencer Mina de uma vez por todas.
Garotas de neve e vidro traça a relação de duas mulheres fadadas a serem rivais desde o princípio – a não ser que redescubram a si mesmas e deem novo significado à história que lhes foi imposta.
Este aclamado reconto feminista do clássico Branca de Neve nos leva a um mundo singelo e, ao mesmo tempo, maravilhoso – como nos contos de fadas. Uma releitura contemporânea para mantê-lo sempre atual e presente.

Por que escolhi ler: Vi sobre o livro no canal da Kabook e curti a capa. Confesso que comprei vários livros no estande da Plataforma21 porque o pessoal que me atendeu foi super legal e me deixou com vontade de ler horrores os livros.

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7. O Último dos Magos, Lisa Maxwell  (Plataforma21)


Pare o mago. Roube o livro. Salve o futuro. 

Na Nova York dos dias atuais, a magia antiga e natural está quase extinta. Os poucos que ainda têm afinidade com ela – os Mageus – vivem nas sombras, escondendo o que são. Além disso, qualquer Mageus que adentre Manhattan é capturado por uma armadilha: a Beira, uma barreira invisível que os deixa permanentemente presos à ilha. Atravessar a fronteira estabelecida pela Beira significa perder os poderes – e, frequentemente, a própria vida. A jovem Esta é uma ladra talentosa e cresceu sendo treinada para roubar artefatos mágicos da Ordem, organização misteriosa criadora da Beira. Esta também tem uma habilidade inata: manipular o tempo. A jovem é capaz de furtar objetos do passado, coletando-os antes mesmo que a Ordem perceba que ela está lá. Mas todo o treinamento de Esta tem sido para uma tarefa maior: viajar até o ano de 1902 para roubar um livro antigo. Acredita-se que o Livro contém todos os segredos da Ordem – e da Beira. A missão de Esta é furtá-lo antes que o Mago o destrua, garantindo assim um futuro melhor a todos os que têm afinidade com magia. Mas a Nova York do início do século XX em que Esta deve mergulhar é perigosa e sem leis, comandada por gangues e sociedades secretas. Um lugar em que é possível sentir magia até no ar que se respira. Nada é o que parece, nem mesmo o Mago. E, para salvar o próprio futuro, Esta deve trair a todos no passado – sem exceção. 

Por que escolhi ler: Sinopse!

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8. A Sombria Queda de Elizabeth Frankenstein, Kiersten White (Plataforma21)


ELIZABETH LAVENZA não tem uma refeição decente há semanas. Seus braços finos estão cobertos de hematomas causados por sua guardiã. Na iminência de ser jogada nas ruas, a menina é levada para a casa de Victor Frankenstein, um garoto introspectivo e solitário que tem tudo – menos um amigo. Victor é a chance que Elizabeth tem para escapar da miséria. Então, ela faz de tudo para se tornar indispensável. E cumpre seu intento: é vendida por sua guardiã aos Frankenstein e passa a ser propriedade da família. Agora, ela pode dormir em uma cama quente, fartar-se com comidas deliciosas e usar os vestidos da mais fina seda. Logo, Victor e ela tornam-se inseparáveis. Conforme os anos passam, porém, a sobrevivência de Elizabeth depende de sua capacidade de controlar o temperamento cada vez mais perigoso de Victor, além de ser indulgente com seus caprichos, não importa o quão moralmente questionáveis ou perversos possam ser. De sorriso meigo e mente sofisticada, Elizabeth está determinada a se manter viva custe o que custar. Até mesmo quando o mundo tal qual ela conhece, progressivamente, é consumido pelas sombras. Mary Shelley revolucionou a literatura com Frankenstein: ou o Prometeu moderno , sua obra-prima. Em comemoração ao bicentenário de sua publicação, a Plataforma21 oferece a seus leitores este reconto do clássico, ricamente tecido por Kiersten White sob um ponto de vista inédito. É chegada a hora de conhecermos a voz de Elizabeth Frankenstein e deixá-la contar a própria história – e também a do monstro.

Por que escolhi ler: Confesso que não lembro de ter lido nenhum livro ou versão de Frankenstein nenhuma vez na vida, mas conheço vagamente a história. Só que a vendedora me disse que essa história é do ponto de vista da noiva e, sério, o acabamento é muuuuito legal! =) Acabei incluindo nas minhas escolhas não programadas, mas bem feitas!

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