Ler A Droga da Obediência na pré-adolescência foi um daqueles momentos decisivos: pela primeira vez eu me senti fisgoneando um mistério de verdade, junto com um grupo de amigos improváveis. Publicado em 1984, o livro abriu as portas para a série Os Karas — quatro volumes de muita aventura, investigação e um pouquinho de piração — e continua sendo uma excelente porta de entrada para jovens leitores.
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[COMENTÁRIOS] Serpentário, Felipe Castilho (Intrínseca)
By Ari 17:28
2019, Fantasia, Felipe Castilho, Ficção científica, Horror, Intrínseca, Literatura Brasileira No comments
Título Original: Serpentário
Ano: 2019
Ano: 2019
Autor/Autora: Felipe Castilho
Editora: Intrínseca
Gêneros: Fantasia / Ficção científica / Horror / Literatura Brasileira
Páginas: 368
Papel: Polém Soft
[COMENTÁRIO]
Eu estava com as expectativas muito altas depois de ler Ordem Vermelha, Filhos da Degradação, do Felipe Castilho; por causa disso, acabei me decepcionando bastante com Serpentário. A escrita continua ótima, mas a narrativa foi bem confusa e acabei não me apegando a nenhum dos personagens. Achei o desenvolvimento dos quatro personagens principais superficial e os trechos entre os capítulos acabam deixando tudo muito confuso; apenas mais para o final é que consegui fazer o link entre alguns deles e entender algumas coisas, mesmo assim, algumas questões ainda ficaram confusas para mim.
Para mim, Serpentário não funcionou.
Apesar disso, a diagramação da Intrínseca ficou excelente. O papel é o soft pólen 70 com um acabamento especial em verde nas pontas.
Dica da Ari: Livro interessante, mas se o leitor chegou com Ordem Vermelha, pode se decepcionar um pouco.
Personagem favorito do livro: Nenhum
Cena marcante: Nenhuma
Sinopse oficial:
Todo ano, Caroline, Mariana e Hélio costumavam deixar a capital paulista para encontrar Paulo, um jovem habituado à simples vida caiçara. No entanto, a amizade construída nas areias do litoral sofreu abalos sísmicos no Réveillon de 1999, quando algo tão inquietante quanto o bug do milênio abriu caminho para uma misteriosa ilha que despontava no horizonte, e explorá-la talvez não tenha sido a melhor decisão.
Sobreviver à Ilha das Cobras tem um preço. O arquipélago é um ambiente hostil, tomado por víboras, e esconde segredos tão perturbadores quanto seus habitantes. Mais do que um equívoco darwiniano ou uma lenda popular, a ilha praticamente destruiu a vida deles. Entre memórias e fatos fragmentados, o que aconteceu naquela fatídica noite se tornou um mistério. Mas de algumas coisas eles se lembram perfeitamente: uma enorme e ameaçadora serpente, além de uma pessoa sendo entregue ao ninho da víbora, um sacrifício sem chance de recusa.
Anos depois, Caroline é confrontada com um de seus piores pesadelos: a pessoa que eles abandonaram está viva. Um fantasma do passado que surge para fazer suas certezas caírem por terra. Então, ela decide reunir os amigos para entender o que aconteceu. E talvez o encontro seja parte de algo maior... e maligno. Em Serpentário, Felipe Castilho mostra todo o seu talento ao mesclar referências do folclore e da mitologia a elementos da cultura pop, da ficção científica e do horror.
Compre usando nosso link e ajude o blog a continuar existindo =)
[RESENHA] 1 + 1 . A Matemática do Amor, Augusto Alvarenga e Vinícius Grossos (Faro Editoral)
By Ari 14:25
2016, Augusto Alvarenga, Faro Editorial, Jovem adulto, Literatura Brasileira, Vinícius Grossos 1 comment
Ano: 2016
Autor/Autora: Augusto Alvarenga e Vinícius Grossos
Editora: Faro Editorial
Gêneros: Jovem adulto / Literatura Brasileira
Páginas: 256
Papel: Não informado
O que motivou a leitura?
Ganhei de presente de aniversário! \o/
[RESENHA] - por Ariane
Como vi na resenha do Luri, no Goodreads: "Eu leio romance porque eu gosto da ingenuidade do romance. Se eu quisesse reflexões profundas, ia ler filosofia. Se quisesse ação, mistério e aventura, ia atrás de thrillers e distopias. Eu gosto do "fofinho", da angústia, do "e se" que o romance tem.", essa é a melhor forma de começar a resenha de 1 + 1 . A Matemática do Amor!
Em 1 + 1 A Matemática do Amor conhecemos Bernardo e Lucas, vizinhos e amigos de infância que, durante as férias, recebem a inesperada notícia de que o pai de Bernardo recebeu uma proposta de emprego e toda a família irá se mudar para Portugal.
É então que os amigos de infância começam a pensar em suas vidas um sem o outro. Lucas decide que quer fazer daquelas as melhores férias de todos os tempos enquanto que Bernardo se revolta com a situação, se sente impotente e frustrado por seus pais não terem pedido sua opinião, mesmo sabendo que seria uma mudança drástica para ele também.
Narrado em primeira pessoa, com os capítulos alternando entre Bernardo e Lucas, o leitor tem acesso aos sentimentos mais obscuros e as dúvidas e certezas de cada um. Ambos os personagens têm personalidades únicas: enquanto Lucas - que adora poesia e a língua portuguesa - tem uma facilidade maior para esclarecer seus sentimentos; Bernardo, sempre mais racional, tem dificuldade para aceitar o novo.
Vou ficar longe da minha cidade, dos seus pais, da escola, de tudo que eu conheci. De você. Lembra como você dizia que às vezes 1+1 pode ser 1? Eu te entendo agora. Mas somos menos que um. Somos uma equação de divisões e saldos negativos.
1 + 1 . A Matemática do Amor é cheio de clichê adolescente que todos nós amamos! Tem aquele draminha, sentimento, surpresas e dúvidas. Augusto Alvarenga e Vinícius Grossos procuraram trabalhar com as questões de intolerâncias, as discriminações que pessoas homossexuais ainda sofrem e as dificuldades de autoaceitação. A maneira como os autores carregaram a narrativa foi prazerosa e rápida, sem enrolação.
Apesar do clichê e do total esteriótipo de opostos que se atraem, temos um amor não planejado que nasceu naturalmente, uma amizade que vira algo mais, a aceitação dos próprios sentimentos e o medo do julgamento alheio (quem nunca?).
Em 1 + 1 . A Matemática do Amor não temos nada de novo, o que não torna o livro ruim. Romances água com açúcar são sempre uma ótima pedida!
Dica da Ari: Não deixe romances fofinhos para trás! A vida precisa dessas colherinhas cheias de açúcar!
Personagem favorito do livro: Não tive nenhum favorito nessa leitura =)
Cena marcante: Não tive nenhuma cena marcante nessa leitura =)
Sinopse oficial:
Lucas e Bernardo são dois garotos, melhores amigos um do outro de toda a vida. De repente, recebem a notícia de que Bernardo irá se mudar com a família para outro país. Nesse momento, cada um a seu modo, percebe como valiosa era aquela amizade, algo que não queriam perder. Bernardo reage mal e se revolta. Lucas tenta transformar cada dia que resta com o amigo na melhor experiência de suas vidas. Ele escreve uma lista de coisas para fazer e pretende cumprir uma por uma, em todos os detalhes. Mas, a cada dia, o fantasma da separação os assombra com um cronômetro lembrando que o tempo se esgota e, ainda assim, os dois passam por grandes momentos juntos. Então os meninos percebem que há algo mais entre eles... um sentimento profundo, que não conseguem explicar e tornam todas aquelas experiências ainda mais intensas. Mas o que fazer com tudo isso quando se tem apenas 16 anos?
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[RESENHA] Ordem Vermelha - Filhos da Degradação, Felipe Castilho (Intrínseca)
Ano: 2017
Autor/Autora: Felipe Castilho
Editora: Intrínseca
Gêneros: Fantasia / Ficção / Literatura Brasileira
Páginas: 448
Papel: Pólen soft 70g/m²
Sinopse oficial: Você destruiria seu mundo em nome da verdade?
A última região habitada do mundo, Untherak, é povoada por humanos, anões e gigantes, sinfos, kaorshs e gnolls. Nela, a deusa Una reina soberana, lembrando a todos a missão maior de suas vidas: servir a Ela sem questionamentos. No entanto, um pequeno grupo de rebeldes, liderado por uma figura misteriosa, está disposto a tudo para tirá-la do trono.
Com essa fagulha de esperança, mais indivíduos se unem à causa e mostram a Una que seus dias talvez estejam contados. Um grupo instável e heterogêneo que precisará resolver suas diferenças a fim não só de desvendar os segredos de Untherak, mas também enfrentar seu mais terrível guardião, o General Proghon, e preparar-se para a possibilidade de um futuro totalmente desconhecido. Se uma deusa cai, o que vem depois?
Ordem Vermelha: Filhos da Degradação é o preâmbulo da jornada de quatro improváveis heróis lutando pela liberdade de um povo, um épico sobre resistir à opressão, sobre lutar contra o status quo e construir bravamente o próprio destino. Porta de entrada para um novo mundo com inspirações de fantasia medieval, personagens marcantes e uma narrativa que salta das páginas a cada vila, ruela e beco de Untherak.
O que motivou a leitura?
Estava muito interessada em ler esse livro depois de ver vários vídeos do GeekFreak e acabou que acabei ganhando o livro de um amigo. Agradecimentos especiais ao Dennis5 do Republika Pop =)
[RESENHA] - por Ariane
Chegamos até aqui porque não temos medo de rastejar [...]. É isso o que acontece quando se é forçado contra o chão por tanto tempo. Aprendemos a não temê-lo
Para começar eu adoro (MUITO) fantasia cheia de povos diferentes e saber que autores brasileiros tem escrito muito sobre isso e andam criando novos universos é meio U.A.U pra mim! Em Ordem Vermelha - Filhos da Degradação vamos acompanhar a aventura principalmente do ponto de vista do garoto Aelian, nosso protagonista humano.
Aelian vive em Untherak, a cidade que abriga - humanos, anões, kaorshs, sifos, gigantes e gnolls -, o que sobrou da civilização e é comandada pela Deusa Una, seu general Proghon e seu exército e um grupo misterioso chamado Centípede. Após anos servindo (e vivendo) em um poleiro, Aelian se tornou um exímio escalador e também aprendeu a ler e escrever sem que os outros soubessem.
Assim, eles decidiram tornar-se algo novo, sem falhas. Assim, eles decidiram tornar-se um só. Assim, surgiu a deusa de seis faces, a deusa Una.
Una governa Untherak há mil anos e para manter-se no poder a deusa mantém as múltiplas raças sob um rigoroso regime de opressão, pobreza e escravidão sob o pretexto da insatisfação e guerra criadas por seus antepassados e àqueles que a desafiassem estariam confinando a si e a seus descendentes à escravidão.
Após alguns anos, Una decide realizar Festival da Morte (uma espécie de espetáculo como os que eram realizados no Coliseu) novamente - o mesmo não ocorria desde a morte do pai de Aelian quando ele era pequeno - e nosso protagonista decide ajudar as participantes kaorshs para que elas não percam a vida como seu pai.
E este ato acaba desencadeando uma série de acontecimentos que o levam a ingressar em um grupo muito incomum que começa a tramar contra a deusa e seu regime. Seu líder é Aparição, sem nome, gênero ou qualquer coisa que possa identificá-la, Aparição usa uma capa vermelha - cor proibida em Untherak - e ela é o o pivô de toda a revolução; Raazi, uma kaorsh que ao lado da esposa resolve participar do Festival da Morte, Aelian, falcoeiro; Harun, um anão que costumava vigiar as celas do poleiro e também Ziggy, um sinfo.
Nós somos as fagulhas que darão início à fogueira. Talvez o vento nos sopre para longe, talvez possamos iniciar um incêndio. – Ela Segurou o rosto da esposa nas mãos. O Calor entre as duas era muito mais poderoso que aquele que obliterava seu antigo lar. – Como fagulhas, o que fazemos de melhor é brilhar. Queimar.
Gostaria de deixar claro que esse livro consumiu muito mais tempo do que o normal para terminar. A verdade é que em muitos aspectos ele foi bem lento, mas não chato (que fique claro). Por se tratar de um universo totalmente novo, acredito que o leitor leve algum tempo para conseguir submergir e interagir com os personagens, entender o que está acontecendo e o porquê. Não foi uma leitura fácil, mas foi mágica! Felipe Castilho foi excepcional na criação do universo de Ordem Vermelha e de cada um de seus personagens.
Cada um dos membros do grupo de Aparição são muito bem construídos e é possível que o leitor se sinta também como um membro do grupo; além disso, o autor também lapidou muito bem o/a vilão(ã)/antagonista.
Já quando estava para o final do livro que pude perceber o quão imersa eu estava: na última página - literalmente - cai para trás. Prendi a respiração e pensei: cadê o próximo livro?
O que posso dizer com certeza é: não se deixe intimidar pelas 440 páginas. A diagramação da Intrínseca proporciona uma leitura tranquila; e apesar de lenta, a narrativa é construída apenas com um nível de detalhes e descrições necessárias para a ambientalização do leitor. Vale a pena cada minuto da leitura!!
Personagem favorito do livro: Curto bastante a Raazi, mas confesso que me apaixonei muito pelo Ziggy!
Cena marcante: Gostaria de dizer que nesse livro mais de uma cena me chocou, mas a última me deixou um pouco mais chocada-horrorizada do que as demais! =)
Onde comprar?
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[RESENHA] Volte para Mim, Paola Aleksandra (Essência)
Autor/Autora: Paola Aleksandra
Editora: Essência
Gêneros: Ficção / Literatura Brasileira / Romance
Páginas: 304
Papel: Não informado
Sinopse oficial: Aos dezesseis anos, Brianna Hamilton fugiu da Inglaterra para a Escócia, abandonando sua família e as obrigações como herdeira de um duque. Em meio aos prados escoceses, a jovem encontrou refúgio e descobriu mais sobre a mulher que desejava ser. Mas, onze anos após a fuga, uma dolorosa verdade fará com que ela deseje nunca ter partido.
Voltar será como relembrar o passado, a fuga, o medo e as escolhas que precisou fazer. E, enquanto luta para reconquistar seu lugar junto à família, Brianna precisará superar Desmond Hunter, melhor amigo e primeiro amor, que anos atrás ela escolheu deixar para trás.
Volte para mim é um romance arrebatador sobre recomeços, sentir-se inteira e, acima de tudo, confiar no amor.
O que motivou a leitura?
Há algum tempo acompanho o canal do Livros & Fuxicos e confesso que o amor da Paola por romances de época me deu muita vontade de ler um. Acabei escolhendo o dela mesmo e cá estamos nós =)
[RESENHA] - por Ariane
Como é bom começar o ano de 2019 com a resenha de um livro nacional!! E este ano estou cheia deles para colocar em dia =) Então, 'bora lá!
Volte para Mim é o livro de estreia da Paola Aleksandra, do Livros&Fuxicos (AQUI) e, como era de se esperar vindo dela, se trata de um romance de época!
Paola Aleksandra nos apresenta à família Hamilton; nossa protagonista é Brianna, a filha mais velha do duque Hamilton e uma garota de espírito livre, que ama a natureza, cheia de originalidade e que não segue à risca todas as regras da sociedade da época. Por ter sido criada fora de Londres, Brianna e sua irmã caçula, Malvina, não são o que se espera de garotas da época.
Sua mãe, Rowena, é filha de uma importante e antiga família escocesa e desde o nascimento das filhas ela conta histórias e suas aventuras de adolescente em sua terra natal, fazendo com que as garotas crescessem divididas entre seu amor pela Inglaterra e pela Escócia. Contudo, apesar da insistência e Brianna em conhecer a Escócia e seu avô materno, seus pedidos eram sempre recusados com desculpas.
Foi somente no período de seu debut na sociedade londrina que Brianna descobriu o porquê. Incrédula e incapaz de aceitar que sua família diga como viver sua vida, ela decide fugir e se refugiar com seu avô escocês para descobrir mais sobre ela e sobre quem quer ser.
O problema é: Incapaz de continuar distante quando sua mãe adoece, nossa adorável protagonista decide voltar à Inglaterra depois de muitos anos e agora tudo que ela conhecia se foi. Brianna precisa encarar as conseqüências de suas escolhas, encarar seus medos, seus receios e as pessoas que deixou para trás. Entre eles está Desmond Hunter, seu primeiro amor, seu melhor amigo e aquele que a ajudou a fugir com a promessa de que ela retornaria para seus braços.
Em silêncio pondero minhas opções. Posso acreditar que estou alucinando devido à queda ou aceitar que Desmond Hunter está a poucos metros de distância, encarando-me com um dos olhares mais raivosos que já recebi na vida.
Volte para Mim foi uma agradável surpresa. Apesar de eu achar os motivos que mantiveram o casal principal separado meio bobos, tenho que parar para pensar que a época da narrativa faz bastante diferença. A comunicação não era tão rápida quanto hoje em dia e homens e mulheres não podiam conversar da mesma maneira que atualmente. Com certeza isso faz diferença.
Já faz algum bom tempo (alguns anos) desde que li um romance de época e confesso que gostei. A Paola tem uma linguagem simples, sem detalhar em excesso. Os personagens secundários são umas graças e talvez eu tenha me apegado muito muito à Malvina. Achei a trama dela tão (ou um pouco mais) interessante do que a da protagonista e gostei como as duas se resolveram.
Apesar de o desfecho ser previsível (sério, dependendo da época, é muito bom ler livros previsíveis!) e a falta de plot twist, é um livro excelente para passar o tempo e ter uma leitura rápida e prazerosa. Com certeza Volte para Mim criou um caminho novo para mim nos romances de época!
Uma coisa valiosa que aprendi nos últimos meses é que a vida que queremos levar sempre será a que escolhemos enxergar.
Personagem favorito do livro: Malvina
Cena marcante: O rompimento entre Malvina e Rowena.
Onde comprar?
[RESENHA] Filhos da Lua - O Legado, Marcella Rossetti (AVEC)
By Ari 17:39
2016, AVEC, Aventura, Fantasia, Ficção, Infantojuvenil, Jovem adulto, Literatura Brasileira, Marcella Rossetti, Romance No comments
Ano: 2016
Autor/Autora: Marcella Rossetti
Editora: AVEC
Gêneros: Aventura / Fantasia / Ficção / Infantojuvenil / Jovem adulto / Literatura Brasileira / Romance
Páginas: 488
Papel:
Sinopse oficial: Você consegue imaginar que a vida que te ensinaram a viver pode não ser aquela para a qual nasceu? Que tudo o que acredita pode não ser inteiramente verdade? E que existem criaturas conhecidas como trocadores de pele vivendo entre nós? Em Filhos da Lua: o Legado, você descobre um novo universo de fantasia urbana, tendo como cenário o nosso país. A autora apresenta uma aventura cheia de mistérios cuja personagem principal é Bianca, uma adolescente que não imagina que sua chegada na cidade desencadearia uma série de acontecimentos capazes de transformar completamente a sua vida e revelar os segredos de um perigoso mundo.
O que motivou a leitura?
Conheci a Marcella no WPF (AQUI) e fiquei bem interessada quando ela me contou sobre a história do livro. =) Acabei comprando com ela. Enrolei pra caramba, mas consegui ler tudo e terminei há algumas semanas!
[RESENHA] - por Ariane
Bianca mora com a meia-irmã, Laura, desde o assassinato dos pais quando ela era pequena. Traumatizada por ter presenciado a morte deles, Bia só consegue lembrar de ter visto um monstro de olhos amarelos que os médicos juram ser fruto de sua imaginação. Apesar de todos os remédios e sessões com psicólogos e psiquiatras, Bianca sofre com os pesadelos e as crises de sonambulismo. Além disso, por causa do trabalho da irmã, elas vivem mudando de cidade, o que torna impossível fazer boas amizades.
E isso tudo dura até que Laura é convidada para um trabalho em Santos (isso mesmo, toda a história se passa no Brasil!!) e Bianca conhece Lucas e seus amigos na escola. Encantada pelo menino mais bonito e popular da escola (clichê =P), ela não resiste em aceitar o convite dele para a balada de re-inauguração do Barba Azul.
Nessa balada que tudo muda: Bianca presencia uma tragédia que beira o inexplicável, pelo pelos para nós, reles mortais, e acaba envolvida em um mundo que só fazia parte das histórias de terror! Bia descobre que lobisomens, ou trocadores de pele - como eles preferem ser chamados -, existem sim e ela é um deles! Diante de uma nova realidade, Bia se vê frente a frente com seu pior pesadelo, cercada por pessoas estranhas que esperam que ela aprenda a usar seus dons - os dons de uma raça extinta : os farejadores - para ajudá-los em sua Causa.
Tanto os personagens quanto os cenários e a ambientalização foram muito bem construídos. No início, precisei usar bastante o Glossário de Termos que a autora colocou no final do livro, principalmente para me familiarizar com as raças e a capacidade de cada um, então até a metade da história - mais ou menos - sofri um pouco, mas depois que 'engatei' foi uma leitura bem tranquila.
"Acho que proteção é o princípio mais puro de toda a nossa sociedade, Bia. Nós vivemos e morremos por essa ideia."
A Marcella conseguiu escrever cenas de ação na medida certa! Normalmente nas cenas de ação tenho mais dificuldade de imaginar como as coisas estão ocorrendo, o que não foi o caso durante essa leitura. Outro ponto interessante foi que ela conseguiu construir um universo digno de autoras de sucesso internacional e traze-lo para o Brasil. Então, se você é um leitor de fantasia e que gosta de conhecer novos universos, Filhos da Lua é uma ótima pedida!
Já ansiosa para a continuação!!
Personagem favorito do livro: Julian, seu lindo! <3
Cena marcante: A cena da Bia enfrentando a Manuela! Nossa!! Essa cena foi demais!!
Onde comprar?
[RESENHA] Quinze Dias, Vitor Martins (Editora Globo)
By Ari 17:21
2017, GLS, Jovem adulto, LGBT, Literatura Brasileira, Romance, Vitor Martins No comments
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| O que a gente faz se passa dois dias escrevendo a resenha porque não consegue parar de reler o livro?? =( |
Ano: 2017
Autor/Autora: Vitor Martins
Editora: Editora Globo
Gêneros: Jovem adulto / LGBT / GLS / Literatura Brasileira / Romance
Páginas: 208
Papel: Avena 70g/m²
Sinopse oficial: Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática.
Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho.
Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.
O que motivou a leitura?
Curiosidade? Sim. Não dá pra negar que esse foi o fator decisivo. Já vi e ouvi muito sobre os livros do Vitor Martins pelo booktube da vida. Então, aproveitando a Bienal, acabei já acrescentando esse à minha estante =)
[RESENHA] - por Ariane
O que dizer e como começar esta resenha? Bem, vamos começar pelo começo:
"Eu sou gordo. Eu não sou "gordinho" ou "cheinho" ou "fofinho". Eu sou pesado, ocupo espaço e as pessoas me olham torto na rua".
E assim conhecemos Felipe, um rapaz obeso que não tem qualquer problema com sua sexualidade - ele é gay - mas tem todos os problemas do mundo com sua aparência! E o problema não é só o espelho. Seus colegas de classe transformam seu dia a dia na escola um verdadeiro inferno e ele não vê a hora das férias chegarem para por suas séries atrasadas em dia, ver vídeos no Youtube e curtir alguns filmes com sua mãe (linda dona Rita!!)! Só que ele não contava com (minha astúcia! #piada) uma visita inesperada de QUINZE DIAS! É. Dos vinte dias que ele tem de férias, em quinze ele terá a ilustre presença de Caio, O Vizinho (super gato) Do 57! Mas não é só isso! Felipe tem um crush em caio desde que começou a entender um pouco mais sobre sua própria sexualidade, aos 13 anos e desde então ele meio que completamente tem evitado Caio.
Enfim, esse é o melhor resumo que posso fazer do plot deste livro. Aí vocês ficam: O QUÊ? COMO ASSIM, ARIANE?? !! Quinze Dias não é nem de longe uma história inovadora ou uma trama mirabolante com detalhes a cada três palavras, muito pelo contrário. Quinze Dias traz uma leitura tranquila, rápida, mas suas 208 páginas são muito bem preenchidas. Nós acompanhamos o relacionamento dos dois garotos crescendo, acompanhamos dois garotos inseguros - cada um do seu próprio jeito - que estão tentando sobreviver em uma sociedade que não os aceita e, pior, que faz questão de dizer e mostrar para eles que eles NÃO são aceitos. Vemos Felipe abaixar a cabeça e desviar o olhar ao ser ofendido e ameaçado:
A escrita simples e impecável somada a narrativa muito bem construída de Vitor Martins, juntamente com personagens muito bem caracterizados, tornam Quinze Dias uma leitura apaixonante. Por ter uma construção tão realista, nós leitores conseguimos nos identificar com praticamente todos os personagens. E digo isso porque se você não se identifica com o problema de um, se identifica com as dificuldades do outro ou conhece alguém que já enfrentou ou ainda enfrenta vários desses problemas. Cada insegurança que os personagens dividem conosco os tornam mais reais e mais próximos de nós.
Além de Felipe e Caio, conhecemos também outros personagens maravilhosos, como Beca - a melhor amiga de Caio - e Melissa e ambas enfrentam dificuldades diferentes das esperadas por Felipe. No caso de Mel, por exemplo, por ela ser magra, Felipe acha um pouco estranho que ela seja tão insegura em relação ao próprio corpo, pois... enfim, ela é magra! Mas eis que ele se surpreende ao descobrir mais sobre os medos da garota!
Só posso dizer que enquanto aguardava na fila para pegar o autógrafo do Vitor, eu só conseguia rir. Rir alto. Rir tanto pelas cenas cômicas quanto de alegria ao ler uma cena emocionante ao ponto de pensar 'Isso! Isso tinha que ser assim!'. Quinze Dias é o tipo de livro que faz a gente pensar "Eu faço isso!", "Eu entendo isso!" e a proximidade que criamos com Felipe faz com que festejemos e choremos com ele em várias ocasiões.
Quinze Dias, de Vitor Martins, com certeza está no meu TOP10 de 2018. Como é um livro pequeno (tem 205 páginas), dá pra ler rapidinho e, sério, assim que terminar, você já vai querer começar a reler! #porissoaresenhatáatrasada
Personagem favorito do livro: dona Rita! =)
Enfim, esse é o melhor resumo que posso fazer do plot deste livro. Aí vocês ficam: O QUÊ? COMO ASSIM, ARIANE?? !! Quinze Dias não é nem de longe uma história inovadora ou uma trama mirabolante com detalhes a cada três palavras, muito pelo contrário. Quinze Dias traz uma leitura tranquila, rápida, mas suas 208 páginas são muito bem preenchidas. Nós acompanhamos o relacionamento dos dois garotos crescendo, acompanhamos dois garotos inseguros - cada um do seu próprio jeito - que estão tentando sobreviver em uma sociedade que não os aceita e, pior, que faz questão de dizer e mostrar para eles que eles NÃO são aceitos. Vemos Felipe abaixar a cabeça e desviar o olhar ao ser ofendido e ameaçado:
"Sempre fui gordo, e viver por dezessete anos no mesmo corpo me tornou um especialista em ignorar comentários. Não estou dizendo que me acostumei. Ninguém se acostuma com lembretes diários de que você é uma bola de demolição. Só me acostumei a fingir que não é comigo".
A escrita simples e impecável somada a narrativa muito bem construída de Vitor Martins, juntamente com personagens muito bem caracterizados, tornam Quinze Dias uma leitura apaixonante. Por ter uma construção tão realista, nós leitores conseguimos nos identificar com praticamente todos os personagens. E digo isso porque se você não se identifica com o problema de um, se identifica com as dificuldades do outro ou conhece alguém que já enfrentou ou ainda enfrenta vários desses problemas. Cada insegurança que os personagens dividem conosco os tornam mais reais e mais próximos de nós.
Além de Felipe e Caio, conhecemos também outros personagens maravilhosos, como Beca - a melhor amiga de Caio - e Melissa e ambas enfrentam dificuldades diferentes das esperadas por Felipe. No caso de Mel, por exemplo, por ela ser magra, Felipe acha um pouco estranho que ela seja tão insegura em relação ao próprio corpo, pois... enfim, ela é magra! Mas eis que ele se surpreende ao descobrir mais sobre os medos da garota!
Só posso dizer que enquanto aguardava na fila para pegar o autógrafo do Vitor, eu só conseguia rir. Rir alto. Rir tanto pelas cenas cômicas quanto de alegria ao ler uma cena emocionante ao ponto de pensar 'Isso! Isso tinha que ser assim!'. Quinze Dias é o tipo de livro que faz a gente pensar "Eu faço isso!", "Eu entendo isso!" e a proximidade que criamos com Felipe faz com que festejemos e choremos com ele em várias ocasiões.
Quinze Dias, de Vitor Martins, com certeza está no meu TOP10 de 2018. Como é um livro pequeno (tem 205 páginas), dá pra ler rapidinho e, sério, assim que terminar, você já vai querer começar a reler! #porissoaresenhatáatrasada
Personagem favorito do livro: dona Rita! =)
Cena marcante: Quando Felipe diz "- Porque eu sou gordo.", na página 71 capítulo Dia 6.
"Gordo é uma palavra sem volta. Quando você afirma uma coisa, por mais que ela esteja clara pra todo mundo, ela se torna real"
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[RESENHA] A Garota de Sapatilhas Brancas, Ana Beatriz Brandão (Verus)
By Ari 15:53
2017, A Garota de Sapatilhas Brancas, Ana Beatriz Brandão, Ficção, Literatura Brasileira, Romance, Verus No comments
Ano: 2017
Autor/Autora: Ana Beatriz Brandão
Editora: Galera Record
Gêneros: Ficção / Literatura Brasileira / Romance
Páginas: 182
Papel:
Sinopse oficial: Daniel Lobos vive a vida plenamente. Dono de um coração enorme, o jovem divide seu tempo entre duas paixões: a música e as causas sociais. Até que seu caminho cruza o de Melissa, uma bailarina preconceituosa e mesquinha, que põe à prova aquilo em que ele mais acredita: que todo mundo merece uma segunda chance. Este romance mostra, através das lembranças de diversos personagens já conhecidos em O garoto do cachecol vermelho e amados pelo leitor, como as nossas decisões podem afetar o nosso destino. Respire fundo e venha descobrir o que levou Daniel a ter tanta fé em Melissa, quando ninguém mais acreditava nela. Toda história tem dois lados, e agora é a vez de conhecer a do garoto do cachecol vermelho.
O que motivou a leitura?
=) Sequência de O Garoto do Cachecol Vermelho!
[RESENHA] - por Ariane
Já começa que essa capa é maravilhosa, né? Mesmo se não tivesse lido o anterior, provavelmente iria atrás desse pela capa (quem nunca?)! A verdade é que eu estava esperando que o livro fosse a versão do Daniel da história, mas passou longe disso!
Apesar de a maioria dos capítulos serem narrados pelo nosso adorável vândalo, o livro é composto em sua totalidade por lembranças e não segue a ordem cronológica. Isso meio que me incomodou muito, mas como se tratam de memórias, achei que ficou interessante porque é difícil para uma pessoa se lembrar da ordem correta de cada acontecimento, então ficou bem legal essa ideia de espaçamento temporal de capítulo para capítulo.
"O sofrimento não é de todo ruim - ele serve para nos fortalecer, provoca cicatrizes em nosso coração que nos lembra como somos fortes e capazes de nos reerguer depois de cada tombo. Mas não devemos achar que podemos superar tudo sozinhos, e sim compartilhar nossa dor e nossos medos com as pessoas que nos amam."
Nesta narrativa conheceremos mais sobre o tempo antes da Melissa aparecer na vida do Daniel, como ele descobriu sobre a ELA - Esclerose lateral amiotrófica - e seus sentimentos em relação a sua própria condição, a de seu pai e como isso afetou sua família. Para quem não teve a oportunidade de ler O Garoto do Cachecol Vermelho ainda: Daniel é um garoto que se preocupa com as minorias, sempre disposto a ajudar os outros e dedicado a causas sociais; já Melissa é arrogante, orgulhosa e desaforada; e como diz a sinopse: Ele foi o farol que a salvou da escuridão. Ela devolveu as cores ao mundo dele.
Em A Garota das Sapatilhas Brancas conhecemos melhor alguns outros personagens: Helena, irmã de Daniel, e não apenas sua relação com ele, mas como ela era também um dos pilares na vida do rapaz e, para a minha surpresa, Regina, mãe da Melissa! Desta forma, através de diferentes personagens, Ana Beatriz Brandão traz diversos momentos e pontos de vista que não estavam na narrativa anterior. No caso da Regina, conhecemos sua história e o motivo de seu afastamento da própria filha e a maneira que ela encontrou para tentar se redimir.
Conhecer a Melissa do ponto de vista do Daniel, faz com que o leitor consiga entender melhor o porquê de ela ser como é e o que fez com que ele se apaixonasse por ela e ao mesmo tempo, vemos o olhar de Helena e Melissa para momentos de Daniel que não tínhamos acesso antes.
Se eu achava (e se você acha, já se prepare) que seria mais fácil ler o spin-off por já conhecer os acontecimentos finais, várias das páginas deram tapas na minha cara durante a leitura para provar o quão enganada eu estava! Acabou que como me apeguei muito mais ao DaniDani, A Garota das Sapatilhas Brancas estraçalhou meu coração =(
"Foi naquele momento que notei o quão invencível o ser humano pensa que é. Temos medo, sim, e vivemos pensando em tentar não arriscar nossas vidas (...) Mas isso é diferente. Não existe certeza. Não há um final ao qual podemos nos apegar."
Lembrando que: parte dos direitos autorais de A Garota das Sapatilhas Brancas vai para o Instituto Paulo Contijo e a Associação de Esclerose Lateral Amiotrófica (ARELA-RS) e os leitores de O Garoto do Cachecol Vermelho continuam contribuindo com a abrELa (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA). =) Para saber mais é só acessar http://www.abrela.org.br/
Personagem favorito do livro: Daniel <3
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[RESENHA] Poder Extra G #1, Thati Machado
By Ari 09:58
2016, Astral Cultural, Chick-lit, Comédia, Humor, Literatura Brasileira, Romance, Thati Machado No comments
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Título em Português: Poder Extra G #1
Ano: 2016
Autor/Autora: Thati Machado
Editora: Astral Cultural
Gêneros: Chick-lit / Literatura Brasileira / Romance / Humor, Comédia
Páginas: 260
Papel:
Sinopse oficial: Empoderamento define. É por isso e a partir daí que a história de Nina — e de Nico, de Marcela e de Noah — existe. Nina não é uma mulher de tipos. E não apenas por causa dos seus noventa e dois quilos. Nina tem atitude e amor-próprio. Talvez não nessa ordem, mas quem se importa? Ao namorar Marco, ela achava que estava subindo mais um degrau rumo ao topo de sua autoestima. É claro que alguns sinais lhe alertavam do contrário, só que o ego pode ser bastante ensurdecedor quando nos convém. Depois de se dar conta da farsa que era o seu relacionamento, Nina deixa sua vida em São Paulo e parte rumo a Buenos Aires, para um mês regado a argentinos sedutores e muito doce de leite. Ela só não esperava que o país dos hermanos pudesse lhe trazer muito mais do que uns quilinhos extras.
O que motivou a leitura?
Vi o comentário sobre o livro no canal do Elefante Voador no youtube, o tema me chamou a atenção por envolver uma garota Plus Size. Então na semana do livro da AMAZON eu acabei comprando e ele está incluso na minha TBR da MLO2018, sendo assim~ já acabei lendo! =)
[RESENHA] - por Ariane
Poder Extra G é narrado quase que totalmente por Nina, nossa adorável protagonista de 92 quilos! Sim, ela está 'um pouco acima do peso' considerado ideal, mas e daí?
"Principalmente se você considerar o fato que levei quase dezoito anos para entender que ser gorda não fazia de mim uma pessoa menos bonita, menos interessante ou menos capaz. O que me tornava tudo isso era o fato de eu aceitar ser diminuída por conta do meu peso, ser conivente com essa palhaçada."
Nina acabou de terminar seu relacionamento de dois anos com Marcos e decidiu viajar para Buenos Aires nas suas férias para se redescobrir. Ela era uma mulher confiante, de auto-estima elevada e que sabe muito bem do que gosta e o que quer (pelo menos na maior parte do tempo =P), mas não dá pra negar que seu relacionamento com o ex-namorado havia a afetado mais do que gostaria de admitir.
Nessa viagem Nina conhece Nico, um argentino carismático dono de uma livraria e que tem uma queda (quase um abismo) por mulheres com curvas acentuadas. O primeiro encontro deles é muito fofo e engraçado e eu cheguei a ficar com inveja pela forma simples e descontraída com que aconteceu! Ela se vê cada dia mais envolvida com Nico - que não tem vergonha NENHUMA de estar ao seu lado, de exibi-la (no bom significado da palavra) para os amigos e família -. Ele a apresenta para sua família, sua mãe, Elena, e irmão, Noah, e ambos a acolhem como um novo membro, mesmo que ela esteja ali apenas por poucos dias. Nico só permite mesmo a entrada de Nina em sua vida depois de ver a reação dela diante de Noah, um homem transexual.
A trama principal gira em torno de Nina estar ali de férias e estar cada vez mais apaixonada e sem saber o que deve fazer. Sua vida, sua família e amigos estão em São Paulo, mas seu amor está na Argentina. Como ela iria escolher um deles? E, para piorar, Marcos viaja para até Buenos Aires atrás dela para reatar o compromisso!
Eu, Ariane, particularmente tive alguma dificuldade com a escrita da Thati Machado. Não por ser ruim, mas não sentir muita empatia. Apesar disso, eu me diverti MUITO, MUITO mesmo acompanhando as maluquices da Nina, o seu jeitinho de ser e suas sacadas geniais em vários momentos da narrativa. Acabei fazendo mais marcações no livro do que pensei que faria no início, principalmente em cenas que achei engraçadas e queria eu mesma reproduzi-las! A forma como a autora trabalhou a questão da garota Plus Size e da transsexualidade foi bem natural, o que faz com que o leitor sinta essa naturalidade também (por que não seria, não é mesmo?)!
A cena que mais gostei foi a do elevador, mas como citá-la aqui poderia ser considerado spoiler, escolhi outro trecho que gostei bastante:
"Eu lhe pedi desculpas pelo mal-entendido e jurei que aquilo era um surto isolado e que, na maior parte do tempo, eu era uma pessoa normal. Mas é claro que isso depende dos parâmetros de normalidade que cada um tem."
Personagem favorita da vez? A Nina! Com certeza! Apesar de não ser um livro que eu escolheria em uma livraria se estivesse apenas passando os olhos, Poder Extra G valeu cada linha lida. Eu me diverti bastante e senti raiva algumas (talvez muitas) vezes. O pessoal da Astral Cultural fez um ótimo trabalho com a diagramação (apesar de eu ter achado a letra pequena no começo porque o livro que li anteriormente a fonte era um pouco maior) e com a capa magnífica! =) Gosto de deixá-la a mostra na estante porque é bem UAU!
Então... Por hoje é só, pessoal!! ~\o\
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[RESENHA] Retratos de Carolina, Lygia Bojunga Nunes
Título Original: Retratos de Carolina
Ano: 2002
Autor/Autora: Lygia Bojunga Nunes
Editora: Casa Lygia Bojunga
Gêneros: Literatura Brasileira
Páginas: 236
Papel: Não informado
Sinopse oficial: Retratos de Carolina é um romance com a trajetória bem desenhada e dolorosamente humana da personagem Carolina, com suas conquistas, seus desejos, suas perdas, seus amores, e a força mágica de seus sonhos fluindo em um texto ritmado. Dividido em duas partes, a primeira mostra o crescimento e a maturidade de Carolina, de menina um tanto insegura à jovem determinada a escrever seu destino com as próprias mãos. A segunda parte é um corte: é o encontro de Carolina com Lygia. Algo que, a princípio, causa estranhamento, e o resultado não poderia ser outro: o duelo entre duas mulheres fortes e determinadas. De um lado, Carolina, que insiste em se mostrar incomodamente presente depois do ponto final da narrativa, e se mantém firme na decisão de fazer sua criadora reescrever a história. De outro, a própria Lygia, que vira personagem do livro e tenta manter sua criatura sob controle. Aos poucos, porém, a mistura de Carolina e Lygia numa mesma casa, num mesmo espaço, mostra-se absolutamente natural. E no embate entre o desejo de Carolina de ganhar uma nova história, e o poder de vida e morte concentrado na pena de Lygia, revela-se esse momento único de criação, desfecho de um processo que jamais deixaria a escritora tranqüila enquanto ela não o vivenciasse naquilo que é a essência de sua vida: o fazer literário.
O que motivou a leitura?
Meu melhor amigo recomendou a leitura. Eu já tinha ligo Fazendo Ana Paz no ano passado e como amei a leitura, ele me emprestou Retratos de Carolina!
[RESENHA] - por Ariane
Passei dois dias pensando em como escrever a resenha de Retratos de Carolina. Quem tem acompanhado minhas leituras e resenhas percebeu que estou focando bastante em livros mais antigos (porque resenhas dos livros novos tem um monte, né?) e esse não foge às últimas leituras. Lançado em 2002 pela autora brasileira Lygia Bojunga Nunes, em sua própria editora (Casa Lygia Bojunga), ganhadora do prêmio Hans Christian Andersen, este livro narra em primeira pessoa diferentes marcantes momentos de Carolina.
E, nossa! Como não se apaixonar por Carolina? Como não sentar ao lado dela, assim como ela faz tantas vezes junto ao pai, e ouvi-la contar sua história? Conhecemos adorada protagonista através de retratos separados por Lygia e narrados por ela; o primeiro aos seis anos, depois aos quinze e dos vinte aos vinte e cinco.
Em seus seis anos, somos apresentados à Priscilla e inseridos em sua festa de aniversário. Conhecemos o relacionamento de ambas até o momento em que seus caminhos se dividem. Aos quinze, conhecemos a paixão de Carolina: um vestido que é a cara de Londres!
Quanto mais Carolina olha pro vestido, mais sente um enamoramento que nunca sentiu por roupa nenhuma. O vidro da vitrine agora faz também espelho: Carolina se examina, já se vendo no vestido.
Aos vinte anos, Carolina conhece o Homem-Certo e a partir deste ponto passamos a acompanhar seu relacionamento com ele e suas conversas com o pai, que dá todo apoio e suporte para a filha. Eu poderia citar diversos trechos do livro que são fantásticos , principalmente no retrato dos vinte e quatro anos de Carolina, mas decidi por uma frase em específico, dita pelo pai de Carolina para ela em um momento de indecisão e desespero:
- Agora você é dona outra vez da tua vida.
E eu só conseguia pensar: Nossa! Como será que o mundo seria se as pessoas tivessem a empatia, o respeito e o amor que o pai de Carolina tinha por ela?
Aos vinte cinco anos se encerra a primeira parte do livro e, na segunda, temos nossa adorável protagonista conversando com autora (ou será que é a Lygia que conversa com a Carolina?) e tentando convencê-la a escrever mais retratos seus, pois ela está insatisfeita com os que Lygia tinha escrito! Essa segunda parte é tão maravilhosa quanto a primeira e o relacionamento de autora-personagem-autora é incrível, fantástico! Como alguém que gosta muito de escrever (além de ler), pude ouvir meus próprios personagens falando comigo e me identifiquei completamente!
Com certeza Retratos de Carolina é um livro que merece ser lido e re-lido (e olha que não sou muito de reler livros) diversas vezes. O leitor/a leitora nunca vai se cansar ou se entediar, pelo contrário: vai se sentar ao lado de Carolina e ouvir sua história quantas vezes ela estiver contando!
Completamente apaixonada~ <3
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[RESENHA] O garoto do cachecol vermelho, Ana Beatriz Brandão
By Ari 20:41
2016, Ana Beatriz Brandão, Literatura Brasileira, O garoto do cachecol vermelho, Verus No comments
Título Original: O garoto do cachecol vermelho
Ano: 2016
Autor/Autora: Ana Beatriz Brandão
Editora: Editora Verus
Gêneros: Literatura Brasileira
Páginas: 294
Papel: Não informado
Sinopse oficial: Melissa é uma garota linda, rica e mimada, que sempre consegue o que quer e tem todos na palma da mão. Ela acredita que a carreira de bailarina é a única coisa que realmente importa, porém suas certezas são abaladas quando faz uma aposta com um garoto misterioso, que parece ter como objetivo virar sua vida de cabeça para baixo. De repente, Melissa se vê dividida entre dois caminhos: realizar seu maior sonho, pelo qual batalhou a vida inteira, ou viver um grande amor. Mas, não importa aonde ela vá, todas as direções apontam para o garoto do cachecol vermelho... Com esta história intensa e apaixonante, Ana Beatriz Brandão vai emocionar e surpreender o leitor, provando que é uma jovem autora que tem muito a dizer.
O que motivou a leitura?
Uma pessoa que gosto muito que não convém citar o nome me indicou o livro por conhecer a autora. Curiosa como sou, obviamente fui bisbilhotar. Adorei a capa socorro e comprei :) E também ando num casinho com a editora Verus, confesso.
[RESENHA] - por Ariane
Bem bem... Logo no início do livro, achei que não ia conseguir chegar no final. Por quê? Simples: a personagem principal, Melissa (ou Mel), é tão chata e tão insuportável que eu quis rasgar as páginas do livro e comê-las para descontar minha raiva da protagonista. Porém, contudo, todavia, me ocorreu que na maioria das vezes as personagens principais são tão boazinhas, sempre fazendo as coisas direito ou sendo politicamente corretas e a Melissa não era nada disso. Proposital ou não, resolvi dar uma chance e continuei a ler.
A narrativa gira em torno de uma menina rica chamada Melissa; uma garota com um backgroud cheio de acontecimentos horríveis. Mel, que tem uma péssimo relacionamento com a mãe (que vive trabalhando), com o mundo e com ela mesma, está na faculdade estudando dança, pois quer se tornar a primeira bailarina negra de uma renomada escola internacional de balé, a Juilliard. Mas apesar de seu maior desejo, de ser bailarina, incapaz de lidar com seus problemas, ela se vê perdida num mundo de álcool e pessoas fúteis. Melissa se mostra uma protagonista preconceituosa e absurdamente mimada, mas sem medo de falar o que pensa (mesmo que isso ofenda os outros).
No meio disso, ela conhece Daniel, filho da reitora da universidade, um garoto carinhoso, sorridente, sem preconceitos e que gosta de fazer tudo que pode para ajudar as pessoas que conhece. E quando ele é confrontado pela protagonista, ele resolve mostrar a ela que a vida não se resume ao seu mundo.
"Prestei mais atenção ao garoto, que, todo sujo de tinta, continuava a desenhar no chão. Era uma mistura de amarelo, laranja, azul e roxo. Até que bem legal. Meu queixo caiu quando olhei para o asfalto onde ele estava ajoelhado. Algo parecido com uma enorme e complexa mandala ganhava vida ali".
Após um inesperado acordo feito por Daniel, ambos passam a conviver quase diariamente e ele acaba participando de alguns momentos delicados da vida de Mel; e apesar da relutância de Melissa no início e da relação complicada em que eles se vêem envolvidos, ambos começam a se sentir atraídos um pelo outro.
"Ele enxergava a esperança em meio a todo o caos de raiva e desprezo em que eu vivia mergulhada. Sua confiança em mim me fortalecia".
Além do romance entre Melissa e Daniel, a autora desenvolve de maneira bastante sutil, mas não de forma monótona, sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica, ou ELA, doença essa que passa a fazer parte da vida da protagonista e que a ajuda na construção do seu novo caráter. Além desta doença, o livro aborda também temas como violência sexual, preconceitos e bulimia.
A verdade é que, apesar de eu ter achado levemente exagerado ter tantas coisas ruins acontecendo com Melissa, confesso que simplesmente me apaixonei pela escrita da Ana Beatriz. Apesar de ser uma garota jovem, a forma de escrever me agradou bastante; ela consegue detalhar o ambiente e o físico dos personagens sem deixar o texto massante. Particularmente gosto de um meio termo de descrição: sem nada é ruim de imaginar a cena e cheio demais você quase frita seus neurônios pra lembrar de tudo nos próximos parágrafos, então nesse quesito fiquei bem satisfeita.
A trama é previsível e tem bastante clichê, mas não dá para negar que eu me emocionei bastante lendo. Chorei bastante e torci mais ainda pela Mel. Achei adorável a forma como a autora desenvolveu o amadurecimento da personagem e conseguiu expandir seu horizonte. Como leitora assídua deste tipo de enredo, torci freneticamente pela felicidade do casal! E apesar do enredo previsível, com certeza o leitor vai se surpreender em mais de uma parte!
E vale lembrar que parte dos direitos autorais vai para a abrELa (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA). Se você tiver interesse em saber mais sobre a doença ou se quiser ajudar, basta acessar o site http://www.abrela.org.br/
Ansiosa para ler A Garota das Sapatilhas Brancas, sim ou com certeza?? *3*
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