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[COMENTÁRIOS] Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo, Benjamin Alire Sáenz (Seguinte)

 



Título Original: 
Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe
Título em Português: Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo
Ano: 2014
Autor/Autora: Benjamin Alire Sáenz
Tradutor/Tradutora: Clemente Pereira 
Editora: Seguinte
Gêneros: Ficção / Jovem adulto / LGBT / GLS / Literatura Estrangeira
Páginas: 392
Papel: Polém Soft

[COMENTÁRIO]
Comecei a leitura esperando muuuito do livro, muito mesmo. E confesso que, logo de cara pensei que iria me decepcionar.

De início meu primeiro pensamento foi: 'ai ai, não tô com paciência para enrolação de adolescente...', mas continuei lendo. E continuei. E continuei. Nossa! Que livro! Me apaixonei pelos personagens: Dante e Ari são incríveis e os pais, wow~ Tudo muito bem amarradinho, capítulos bem curtos. Em momento algum encontrei partes enrolação, muito pelo contrário. A narrativa foi bem concisa, rápida e fluida. 

Achei que não ia chorar; contudo, no fim, rolaram algumas lágrimas sim (e uns sentimentos de ódio também!).

Diagramação ótima para manter o ritmo da leitura constante, papel polén soft com folhinhas amareladas. Só delícias~!

Dica da Ari: LEIA. Só não leia durante o trabalho. =)

Personagem favorito do livro: Dante
Cena marcante: Não posso dizer pelo spoiler =(

FAVORITADO!

Sinopse oficial:
Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão.

Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas - e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.


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[RESENHA] Os Pergaminhos Vermelhos da Magia (As Maldições Ancestrais #1), Cassandra Clare & Wesley Chu (Galera Record)


Título Original: The Red Scrolls of Magic (The Eldest Curses #1)
Título em Português: Os Pergaminhos Vermelhos da Magia (As Maldições Ancestrais #1)
Ano: 2019
Autor/Autora: Cassandra Clare & Wesley Chu
Tradutor/Tradutora: Ana Resende
Editora: Galera Record
Gêneros:Fantasia / Ficção / LGBT / GLS / Literatura Estrangeira
Páginas: 294
Papel: Off-white - Minion Pro, em corpo 11/14


O que motivou a leitura?
Declaro aqui, neste exato post e momento, meu amor fiel ao casal Malec =)

[RESENHA] - por Ariane
Os Pergaminhos Vermelhos da Magia foi a primeira leitura de 2020. Teria como começar melhor? Não! Definitivamente! Malec é um dos meus casais favoritos da vida e seria mais do que óbvio que eu passaria esse lançamento na frente de todos os outros livros (que neste exato instante estão me olhando com suas páginas julgadoras).

Deixando minha tara pelo casal principal de lado por algumas linhas, Os Pergaminhos Vermelhos da Magia é o primeiro livro de As Maldições Ancestrais, focada em Magnus Bane e Alexander Lightwood e começa com as férias Magnus e Alec entre Cidade de Vidro e Cidade dos Anjos Caídos.

A trama deste primeiro volume é bem simples e a verdade é que o verdadeiro vilão está bem na cara desde o começo. O mais encantador de tudo é poder retroceder um pouco e acompanhar o amadurecimento dos sentimentos e da relação de Magnus e Alec. Agora conhecemos os maiores medos e dores do feiticeiro, suas inseguranças diante de um novo amor que traz sentimentos diferentes de tudo já sentido antes. Lembro de - nos primeiros livros - achar Alec bastante inseguro com o relacionamento de ambos, mas após ler Os Pergaminhos Vermelhos da Magia percebi que ele não era o único portador de insegurança.

Além de presenciar novidades deste relacionamento, somos apresentados a história de um outro casal: Helen Blackthorn e Aline Penhallow! E, NOSSA! Elas são uma gracinha! Apesar de ambas terem uma presença muito mais marcante em Os Artifícios das Trevas, para pessoas que, assim como eu, leram Os Pergaminhos Vermelhos da Magia antes, tiveram uma experiência diferente ao presenciá-las junto a família Blackthorn.

Antes de nós ficarmos juntos — começou ele —, eu sentia muita raiva e magoava as pessoas porque eu sentia dor. Ser gentil quando você sente dor… é difícil. A maioria das pessoas se esforça para fazer isso em épocas melhores. O demônio que lançou aquele feitiço não poderia imaginar isso. Mas dentre todos aqueles vultos idênticos, uma pessoa hesitou na hora de machucar alguém, mesmo no momento de maior horror. Tinha que ser você.

O livro tem o equilíbrio perfeito entre o drama - que aborda temas importantes como o preconceito, aceitação e sexualidade -, a comédia e a ação (típica do mundo dos caçadores de sombra!). Os fãs do universo podem rever alguns de seus amados personagens e conhecer novas histórias. Já para os novos leitores, a história tem começo-meio-e-fim, mas é provável que não seja uma experiência completa se não houver um conhecimento prévio do universo!

Dica da Ari: 
Amem Magnus Bane e Alexander Lightwood, mas não esqueçam da Helen e da Aline <3

Personagem favorito do livro: Magnus, apesar de eu ter uma quedinha abissal pela Aline.
Cena marcante: Resgate Magnus Bane número 41545641569! =)

Sinopse oficial:
Tudo o que Magnus Bane queria era aproveitar suas férias pela Europa com Alec Lightwood, o Caçador de Sombras que, contra todas as probabilidades, finalmente é seu namorado. Mas assim que os dois se instalam em Paris, uma velha amiga chega com notícias sobre um culto de adoração a demônios chamado A Mão Escarlate, que está empenhado em causar o caos em todo o mundo – um culto que, aparentemente, foi fundado pelo próprio Magnus, anos atrás. Agora, Magnus e Alec vão percorrer o continente europeu para rastrear A Mão Escarlate e seu novo e ilusório líder antes que o culto cause ainda mais danos. Como se não fosse suficientemente ruim que suas férias românticas tivessem sido desviadas do trajeto original, os demônios agora estão perseguindo todos os seus passos, e está se tornando cada vez mais difícil distinguir amigos de inimigos. À medida que sua busca por respostas se torna cada vez mais complexa, Magnus e Alec precisarão confiar um no outro mais do que nunca - mesmo que isso signifique revelar os segredos que ambos mantêm.

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[RESENHA] Um Milhão de Finais Felizes, Vitor Martins (Globo Alt)


Título Original: Um Milhão de Finais Felizes
Ano: 2018
Autor/Autora: Vitor Martins
Editora: Galera Record
Gêneros: Jovem adulto / LGBT / GLS / Literatura Brasileira
Páginas: 352
Papel: Polén soft 70g/m²
Sinopse oficial: Jonas não sabe muito bem o que fazer da vida. Entre suas leituras e ideias para livros anotadas em um caderninho de bolso, ele precisa dar conta de seus turnos no Rocket Café e ainda lidar com o conservadorismo de seus pais, sua mãe alimenta a esperança de que ele volte a frequentar a igreja, e seu pai não faz muito por ele além de trazer problemas. Mas é quando ele conhece Arthur, um belo garoto de barba ruiva, que Jonas passa a questionar por quanto tempo conseguirá viver sob as expectativas de seus pais, fingindo ser uma pessoa diferente de quem é de verdade. Buscando conforto em seus amigos (e na sua história sobre dois piratas bonitões que se parecem muito com ele e Arthur), Jonas entenderá o verdadeiro significado de família e amizade, e descobrirá o poder de uma boa história.

O que motivou a leitura?
Comprei esse livro na Bienal junto com Quinze Dias (RESENHA), que eu ameeeeeei, e essa semana decidi ler Um Milhão de Finais Felizes =)

[RESENHA] - por Ariane
Jonas é um garoto normal de 20 anos que não sabe bem o que quer fazer da vida... mentira. Ele sabe sim! Jonas quer ser escritor. O problema? Ele nunca termina nenhuma das histórias que começa a escrever. Em seu caderninho de bolso o rapaz escreve todas as dezenas de ideias que tem para novas histórias e, entre elas, surge uma sobre Piratas Gays (título provisório).

Após conhecer Arthur, um rapaz de cabelo castanho avermelhado, pele muito branca, cheio de sardas, olhos que não são azuis nem verdes, mas uma mistura das duas cores e...uma barba ruiva cheia! Pois é, Jonas acabou encontrando o "pirata" justamente em seu local de trabalho, o Rocket Café, uma versão melhorada de cafeterias como Starbucks e Frans café. E agora que encontrou o rapaz que deu origem ao protagonista de sua nova história, Jonas se vê no dilema de descobrir seu nome e o que ele faz, já que o rapaz ruivo decidiu não dar muitas informações (Mesmo quando foi solicitado!!). 

A vida (ou o Vitor) parecem estar ao lado de Jonas e ele acaba esbarrando com Arthur em uma balada na Augusta e parece que o interesse é recíproco. Com alguns empurrõezinhos aqui e uma ajudinha dos amigos dali, os dois acabam se envolvendo! E agora? Como contar para a família religiosa fervorosa que ele é gay? Mais do que isso: como aceitar que se está verdadeiramente apaixonado por outro rapaz?

(...) mas uma parte bem pequena de mim ainda se sente um pouco assustada, porque viver tantos anos numa realidade tão religiosa me fez ter medo de Deus. E, consequentemente, medo de mim mesmo.

Apesar de ter um relacionamento ruim com o pai, Jonas é muito apegado a mãe e faz todo o possível para ajudá-la e agradá-la, então sua ele tem um grande receio de decepcioná-la.

Mais uma vez, me sinto impotente diante das expectativas que minha mãe tem para a minha vida. Mais um vez, sinto que o momento em que ela vai se decepcionar comigo de verdade está próximo.

Mais uma vez Vitor Martins conseguiu abordar temas difíceis de uma forma simples e delicada. Em muitos momentos eu estive rindo do jeitinho dos personagens e das enrascadas em que eles se metiam (sério, Jonas, tem coisas que você NÃO precisa dizer) e em outras eu só... quis abraçá-los e chorar com eles. Esse foi um daqueles livros em que eu só pude tentar imaginar o quão dolorosa e difícil é a vida de algumas pessoas.

O desespero de Jonas e seu medo de Deus me fizeram pensar sobre como a religião afeta a vida das pessoas e muitas vezes de uma maneira que não é saudável.

E, claro que, assim como em Quinze Dias, não é só Jonas que tem vários problemas para enfrentar. Seu grupo de amigos e seu crush passam por questões diferentes das suas, mas igualmente difíceis e problemáticas. A maneira como cada um foi construído e apresentado pelo autor faz com que o leitor se sinta bem próximo e até mesmo parte do grupo.

Um Milhão de Finais Felizes é um livro com uma escrita leve, muito divertido e recheado de questões sociais que merecem reflexão. É o tipo de leitura ótima pra fazer numa tarde de domingo, com chá/café e biscoitos. Ah! E é legal ter um bloquinho e caneta do lado, porque vai rolar marcações em váááários trechos bacanas!  =) Definitivamente um livro 4,5 de cinco estrelinhas!

Personagem favorito do livro: Karina
Cena marcante: Quando o Jonas fala com a mãe por telefone, mais pro final do livro....

Onde comprar?

[RESENHA] Quinze Dias, Vitor Martins (Editora Globo)

O que a gente faz se passa dois dias escrevendo a resenha porque não consegue
parar de reler o livro?? =(
Título Original: Quinze Dias
Ano: 2017
Autor/Autora: Vitor Martins
Editora: Editora Globo
Gêneros: Jovem adulto / LGBT / GLS / Literatura Brasileira / Romance
Páginas: 208
Papel: Avena 70g/m²
Sinopse oficial: Felipe está esperando por esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai colocar em prática. 

Mas as coisas fogem um pouco do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele estão viajando. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho. 

Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.
O que motivou a leitura?
Curiosidade? Sim. Não dá pra negar que esse foi o fator decisivo. Já vi e ouvi muito sobre os livros do Vitor Martins pelo booktube da vida. Então, aproveitando a Bienal, acabei já acrescentando esse à minha estante =)

[RESENHA] - por Ariane
O que dizer e como começar esta resenha? Bem, vamos começar pelo começo:

"Eu sou gordo. Eu não sou "gordinho" ou "cheinho" ou "fofinho". Eu sou pesado, ocupo espaço e as pessoas me olham torto na rua". 

E assim conhecemos Felipe, um rapaz obeso que não tem qualquer problema com sua sexualidade - ele é gay - mas tem todos os problemas do mundo com sua aparência! E o problema não é só o espelho. Seus colegas de classe transformam seu dia a dia na escola um verdadeiro inferno e ele não vê a hora das férias chegarem para por suas séries atrasadas em dia, ver vídeos no Youtube e curtir alguns filmes com sua mãe (linda dona Rita!!)! Só que ele não contava com (minha astúcia! #piada) uma visita inesperada de QUINZE DIAS! É. Dos vinte dias que ele tem de férias, em quinze ele terá a ilustre presença de Caio, O Vizinho (super gato) Do 57! Mas não é só isso! Felipe tem um crush em caio desde que começou a entender um pouco mais sobre sua própria sexualidade, aos 13 anos e desde então ele meio que completamente tem evitado Caio.

Enfim, esse é o melhor resumo que posso fazer do plot deste livro. Aí vocês ficam: O QUÊ? COMO ASSIM, ARIANE?? !! Quinze Dias não é nem de longe uma história inovadora ou uma trama mirabolante com detalhes a cada três palavras, muito pelo contrário. Quinze Dias traz uma leitura tranquila, rápida, mas suas 208 páginas são muito bem preenchidas. Nós acompanhamos o relacionamento dos dois garotos crescendo, acompanhamos dois garotos inseguros - cada um do seu próprio jeito - que estão tentando sobreviver em uma sociedade que não os aceita e, pior, que faz questão de dizer e mostrar para eles que eles NÃO são aceitos. Vemos Felipe abaixar a cabeça e desviar o olhar ao ser ofendido e ameaçado:

"Sempre fui gordo, e viver por dezessete anos no mesmo corpo me tornou um especialista em ignorar comentários. Não estou dizendo que me acostumei. Ninguém se acostuma com lembretes diários de que você é uma bola de demolição. Só me acostumei a fingir que não é comigo".

A escrita simples e impecável somada a narrativa muito bem construída de Vitor Martins, juntamente com personagens muito bem caracterizados, tornam Quinze Dias uma leitura apaixonante. Por ter uma construção tão realista, nós leitores conseguimos nos identificar com praticamente todos os personagens. E digo isso porque se você não se identifica com o problema de um, se identifica com as dificuldades do outro ou conhece alguém que já enfrentou ou ainda enfrenta vários desses problemas. Cada insegurança que os personagens dividem conosco os tornam mais reais e mais próximos de nós.

Além de Felipe e Caio, conhecemos também outros personagens maravilhosos, como Beca - a melhor amiga de Caio - e Melissa e ambas enfrentam dificuldades diferentes das esperadas por Felipe. No caso de Mel, por exemplo, por ela ser magra, Felipe acha um pouco estranho que ela seja tão insegura em relação ao próprio corpo, pois... enfim, ela é magra! Mas eis que ele se surpreende ao descobrir mais sobre os medos da garota!

Só posso dizer que enquanto aguardava na fila para pegar o autógrafo do Vitor, eu só conseguia rir. Rir alto. Rir tanto pelas cenas cômicas quanto de alegria ao ler uma cena emocionante ao ponto de pensar 'Isso! Isso tinha que ser assim!'. Quinze Dias é o tipo de livro que faz a gente pensar "Eu faço isso!", "Eu entendo isso!" e a proximidade que criamos com Felipe faz com que festejemos e choremos com ele em várias ocasiões.

Quinze Dias, de Vitor Martins, com certeza está no meu TOP10 de 2018. Como é um livro pequeno (tem 205 páginas), dá pra ler rapidinho e, sério, assim que terminar, você já vai querer começar a reler! #porissoaresenhatáatrasada

Personagem favorito do livro: dona Rita! =)
Cena marcante: Quando Felipe diz "- Porque eu sou gordo.", na página 71 capítulo Dia 6.
"Gordo é uma palavra sem volta. Quando você afirma uma coisa, por mais que ela esteja clara pra todo mundo, ela se torna real"

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