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[RESENHA] Jardim de Inverno, Kristin Hannah (Novo Conceito)


Título em Português: Jardim de Inverno
Título Original: Winter Garden
Ano: 2013
Autor/Autora: Kristin Hannah
Tradutor/Tradutora: Sylvio Deutsch
Editora: Novo Conceito
Gêneros: Ficção / Literatura Estrangeira
Páginas: 416
Papel: Não informado

O que motivou a leitura?
A sinopse \o\

[RESENHA] - por Ariane
As resenhas mais difíceis são as dos livros favoritados... Como escrever sobre um livro perfeito? Sabe quando você enrola uma eternidade para ler um livro que você quer muito ler? Pois é. Foi o que aconteceu comigo e com Jardim de Inverno. Decidi que não podia passar desse ano, tomei coragem e fui. Aaaah se eu soubesse o que me aguardava...

— Você ficaria surpresa com o que o coração humano pode suportar.

Já pela sinopse sabemos que vem tristeza e muito drama por aí e não se engane: não é apelativo. Kristin Hannah escreve em terceira pessoa, mas é muito mais do que capaz de fazer com que o leitor se torne parte essencial da história. A confusão de sentimentos de Meredith, Nina e Mamãe é palpável. As brigas e desentendimentos por falta de uma boa comunicação são reais (e me fez pensar em minha própria família)!

Nos primeiros capítulos o leitor fica perdido tentando entender as motivações e a frieza de Mamãe pelas filhas e acaba aceitando quase naturalmente o distanciamento que esse comportamento traz. Como que para compensar esse lado negro, Papai era a fonte de luz das meninas, aquele que amava por ambos e, como seu último desejo, pediu às filhas que se aproximassem de Mamãe e que a fizessem contar o conto de fadas de Mamãe até o fim. 

Com a reaproximação para cuidar do pai, vemos como cada uma delas passou a esconder seu verdadeiro eu para suportar as frustrações e dificuldades de um relacionamento conturbado. A única que parece ser a mesma de sempre é Mamãe, com exceção de que agora seus pesadelos parecem estar ganhando vida.

Jardim de Inverno é uma história envolvente e misteriosa, ao mesmo tempo em que o leitor acompanha o presente e as tentativas das irmãs de se aproximarem de Mamãe, também fica preso e fascinado pelo seu conto de fadas que, de repente, passa a retratar a cidade Leningrado na Segunda Guerra Mundial, o racionamento de comida, as batalhas, as mortes e um rígido inverno...

Nós mulheres, fazemos escolhas pelos outros, não por nós mesmas. E quando somos mães, nós suportamos o que for preciso por nossos filhos.

Jardim de Inverno foi uma leitura magnífica, da metade para o final eu mal era capaz de respirar e ao mesmo tempo, queria chorar a cada nova fase do conto de fadas. Ele me fez sentir coisas que eu não sabia que era capaz de sentir... Até o fim, eu quis abraçar Mamãe, mesmo que fosse incapaz de dizer qualquer coisa que pudesse consolá-la.

Dica da Ari: Prepare os lencinhos! Se você curte temáticas familiares, drama um bom romance e fatos históricos, não deixe essa leitura passar!

Personagem favorito do livro: Mamãe
Cena marcante: Mais de uma cena foi marcante para mim, uma delas foi o reencontro em Vologda (falar mais do que isso seria spoiler) a outra foi o momento de Vera e Olga nas trincheiras....


FAVORITADO!



Sinopse oficial:
Meredith e Nina Whiston são tão diferentes quanto duas irmãs podem ser. Uma ficou em casa para cuidar dos filhos e da família. A outra seguiu seus sonhos e viajou o mundo para tornar-se uma fotojornalista famosa. No entanto, com a doença de seu amado pai, as irmãs encontram-se novamente, agora ao lado de sua fria mãe, Anya, que, mesmo nesta situação, não consegue oferecer qualquer conforto às filhas.

A verdade é que Anya tem um motivo muito forte para ser assim distante: uma comovente história de amor que se estende por mais de 65 anos entre a gelada Leningrado da Segunda Guerra e o não menos frio Alasca. Para cumprir uma promessa ao pai em seu leito de morte, as irmãs Whiston deverão se esforçar e fazer com que a mãe lhes conte esta extraordinária história.

Meredith e Nina vão, finalmente, conhecer o passado secreto de sua mãe e descobrir uma verdade tão terrível que abalará o alicerce de sua família… E mudará tudo o que elas pensam que são.

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[RESENHA] Todo dia, David Levithan


Título Original: Every day
Título em Português: Todo dia
Ano: 2013
Autor/Autora: David Levithan
Tradutor/Tradutora: Ana Resende
Editora: Galera Record
Gêneros: Infanto-Juvenil
Páginas: 280
Papel: Off-white

Sinopse oficial: Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrarem a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.


O que motivou a leitura?
Vi sobre esse livro em alguns canais do youtube e me interessei pela história, acabei trocando o livro no skoob com uma menina muito adorável! O livro veio como se fosse novinho!

[RESENHA] - por Ariane
Como começar a falar de um livro que me fez pensar em tantas coisas, que fez com que eu me identificasse tão bem com o personagem e ao mesmo tempo desejasse trazer mais dele para dentro de mim? Em Todo dia conhecemos A - (colocar aqui o q ele fala sobre seu próprio nome) - , um ser nem feminino e nem masculino de dezesseis anos que todos os dias ao acordar está no corpo de uma pessoa diferente, mas da mesma idade que ele. 

E é em um desses dias que A conhece Rhiannon, a pessoa que faz com que ele resolva quebrar suas próprias regras: não criar laços e evitar estragos. Até conhece-la, A sempre fazia o possível para evitar qualquer mudança drástica na vida da pessoa em que ele estava procurando acessar as memórias de seu hospedeiro para conseguir seguir sua rotina. Agora A tem um motivo para mudar: o sentimento despertado nele por sua breve relação com Rhiannon e seu intenso desejo de estar com ela e lhe proporcionar dias melhores.

A partir daí, A passa a procurar por Rhiannon todos os dias, em corpos diferentes, lutando para superar os obstáculos impostos por sua condição! E com o passar dos dias e de seu amor por ela tomar conta de sua vida e seus pensamentos, A se vê envolvido em problemas fora de seu controle: 1) parece que um dos corpos que ele habitou se lembra dele; 2) Rhiannon pode vir a amar a mesma essência sem se importar com sua casca?; 3) é certo que ele continue interferindo na vida das pessoas apenas para que ele possa viver?

Vivi toda minha vida desse jeito, mas você é a única coisa que me faz desejar não ser mais assim.

Todo dia me colocou em uma posição bem difícil diante de algumas questões e me fez refletir sobre tantas outras. A verdade é que eu nunca tinha colocado tantos post-it em um livro como coloquei neste para marcar passagens que me surpreenderam e as que eu precisava pensar sobre. A não tem gênero, não tem raça, não tem religião, ele é apenas ele, mas também pode ser qualquer um.

Não importa qual seja nossa religião, sexo, raça ou localização geográfica, todos nós temos 98% em comum com todos os outros. A raça é diferente apenas como uma construção social, não como uma diferença inerente.() Por uma razão qualquer, nós nos concentramos nos 2% de diferença e a maior parte dos conflitos que acontece no mundo é consequência disto.”

David Levithan coloca A diante de situações bastante complicadas: ora ele está no corpo de uma garota popular, ora no corpo de um nerd, outras no corpo de um obeso, viciado ou suicida. Às vezes é desesperador acompanhar o desespero do protagonista e você se vê querendo mergulhar nas páginas do livro para ajudá-lo a enfrentar determinadas situações, dizer 'Ei! aguente firme! Eu estou te vendo!', porque mesmo diante da quantidade de corpos que o protagonista habita em nenhum momento ele perde sua essência: nós sempre reconhecemos A.

E vai um aviso: para pessoas não acostumadas com o gênero do jovem adulto (Young Adult), A pode parecer um perseguidor/stalker, mas o amor desenfreado e desesperador é comum em livros dessa natureza!

A temática do livro é inovadora e a narrativa em primeira pessoa, cativante. O trabalho da Galera Record com a diagramação, capa e o tipo de papel (sou bem chata com o papel!! =P) está incrível e eu amei que eles tenham mantido a capa da versão original em inglês!!

Queria deixar dezenas de trechos maravilhosos do livro aqui, só pelo prazer de compartilhá-los, mas dentre eles escolhi o meu favorito:

Na minha experiência, desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por um gênero. Apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo por que é tão complicado, quando é tão óbvio.

Já está disponível em português o livro Outro Dia (Skoob), segundo livro da trilogia e este ano (2018) já está disponível em inglês Someday (Goodreads), sendo este o terceiro livro, mas ainda não publicado em português!

Onde comprar?
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- FNAC
- Livraria Cultura (físico) (digital)
Livraria Martins Fontes
- Livraria Saraiva (físico) (digital)
Estante Virtual

[RESENHA] Brasil e Coreia : 50 anos de amizade, Yoo Na Kim


Título: Brasil e Coreia: 50 anos de amizade / 브라질과 한국: 50년간의 우호관계
Autora: Yoo Na Kim
Editora: DAWON
Ano de Publicação: 2013
Gênero: História, Imigração
Páginas: 204

Sinopse: O livro registra, década a década,a vida da comunidade coreana no País que a acolheu [Yoo Na Kim] pela primeira vez em 1953, relacionando-a com o contexto brasileiro em cada períoso. É, sem dúvida, uma forma importante, e acessível, de registrar um pouco da história coreana no Brasil.

O que motivou a leitura? Meu interesse por Brasil e Coreia: 50 anos de amizade veio da vontade de saber mais sobre a imigração coreana e de conhecer um pouco mais sobre a comunidade em São Paulo

[RESENHA- por Ariane Cleômenes
Brasil e Coreia: 50 anos de amizade é um livro escrito pela jornalista Yoo Na Kim e ele retrata década a década a vida de algumas famílias coreanas que imigrarão para São Paulo. O livro tem um tamanho bem grande e é muito, muito bonito mesmo. Existem duas versões: a versão de capa normal que vem com uma caixa e vendida apenas no dia do lançamento e a versão de capa dura.

O livro está dividido em 8 capítulos, cada um conta sobre uma década da imigração de 1950 aos dias de hoje e um capítulo extra que conta sobre os brasileiros que vivem na Coreia. Seu visual é extremamente limpo apesar de possuir cores fortes como o vermelho em vários capítulos, além disso, ele conta com uma quantidade enorme de fotos e relatos dos imigrantes coreanos.



Cada capítulo possui cerca de 10 páginas que contem fotos, relatos e a história de dezenas de migrantes. As histórias contam sobre as dificuldades de viver em país tão diferente, seus motivos para atravessar o mundo e escolher o Brasil e a superação dos obstáculos. No final de cada capítulo temos a lista com o nome de todos os entrevistados o que demonstra a seriedade com que o livro foi feito.

Outra coisa que chama bastante a atenção é que o Brasil e Coreia: 50 anos de amizade é um livro bilíngue: português e coreano, mas sua linguagem é bem fácil e prazerosa!

Existem pouquíssimos livros sobre os imigrantes coreanos por isso este material é interessante, principalmente aos que tem interesse em História, imigração ou mesmo sobre a Coreia.

Mas a parte ruim é que o livro não está disponível em nenhuma livraria do país, ele é enviado apenas sob encomenda. Para encomendar, é necessário entrar em contato direto com a autora (que foi o meu caso <3)

Para os interessados em História, é uma boa pedida!