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[RESENHA] Amêndoas, de Won-pyung Sohn (Rocco)

 

Resenha de Amêndoas, de Won-pyung Sohn

Alguns livros não gritam, não pedem atenção – eles apenas se aproximam devagar, te tocam com mãos gentis e deixam uma marca permanente. Amêndoas, de Won-pyung Sohn, publicado originalmente em 2017 e lançado no Brasil pela editora Rocco, é exatamente assim.

Este é um romance sul-coreano contemporâneo, que transita entre o drama psicológico e o coming-of-age, com uma narrativa minimalista, mas cheia de significado. A história gira em torno de Yunjae, um adolescente que vive com alexitimia — um distúrbio neurológico que o impede de identificar ou expressar emoções. Isso já seria desafiador em qualquer lugar do mundo, mas na sociedade coreana, marcada por expectativas sociais e pressões silenciosas, se torna uma carga ainda mais pesada.

Mas o que acontece quando a vida exige que você sinta? Como você se reconstrói sem ter os mapas emocionais que a maioria das pessoas recebe de nascença?

[COMENTÁRIOS] Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo, Benjamin Alire Sáenz (Seguinte)

 



Título Original: 
Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe
Título em Português: Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo
Ano: 2014
Autor/Autora: Benjamin Alire Sáenz
Tradutor/Tradutora: Clemente Pereira 
Editora: Seguinte
Gêneros: Ficção / Jovem adulto / LGBT / GLS / Literatura Estrangeira
Páginas: 392
Papel: Polém Soft

[COMENTÁRIO]
Comecei a leitura esperando muuuito do livro, muito mesmo. E confesso que, logo de cara pensei que iria me decepcionar.

De início meu primeiro pensamento foi: 'ai ai, não tô com paciência para enrolação de adolescente...', mas continuei lendo. E continuei. E continuei. Nossa! Que livro! Me apaixonei pelos personagens: Dante e Ari são incríveis e os pais, wow~ Tudo muito bem amarradinho, capítulos bem curtos. Em momento algum encontrei partes enrolação, muito pelo contrário. A narrativa foi bem concisa, rápida e fluida. 

Achei que não ia chorar; contudo, no fim, rolaram algumas lágrimas sim (e uns sentimentos de ódio também!).

Diagramação ótima para manter o ritmo da leitura constante, papel polén soft com folhinhas amareladas. Só delícias~!

Dica da Ari: LEIA. Só não leia durante o trabalho. =)

Personagem favorito do livro: Dante
Cena marcante: Não posso dizer pelo spoiler =(

FAVORITADO!

Sinopse oficial:
Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão.

Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas - e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo.


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[RESENHA] 1 + 1 . A Matemática do Amor, Augusto Alvarenga e Vinícius Grossos (Faro Editoral)


Título Original: 1 + 1 . A Matemática do Amor
Ano: 2016
Autor/Autora: Augusto Alvarenga e Vinícius Grossos
Editora: Faro Editorial
Gêneros: Jovem adulto / Literatura Brasileira
Páginas: 256
Papel: Não informado

O que motivou a leitura?
Ganhei de presente de aniversário! \o/

[RESENHA] - por Ariane
Como vi na resenha do Luri, no Goodreads: "Eu leio romance porque eu gosto da ingenuidade do romance. Se eu quisesse reflexões profundas, ia ler filosofia. Se quisesse ação, mistério e aventura, ia atrás de thrillers e distopias. Eu gosto do "fofinho", da angústia, do "e se" que o romance tem.", essa é a melhor forma de começar a resenha de 1 + 1 . A Matemática do Amor!

Em 1 + 1 A Matemática do Amor conhecemos Bernardo e Lucas, vizinhos e amigos de infância que, durante as férias, recebem a inesperada notícia de que o pai de Bernardo recebeu uma proposta de emprego e toda a família irá se mudar para Portugal.

É então que os amigos de infância começam a pensar em suas vidas um sem o outro. Lucas decide que quer fazer daquelas as melhores férias de todos os tempos enquanto que Bernardo se revolta com a situação, se sente impotente e frustrado por seus pais não terem pedido sua opinião, mesmo sabendo que seria uma mudança drástica para ele também.

Narrado em primeira pessoa, com os capítulos alternando entre Bernardo e Lucas, o leitor tem acesso aos sentimentos mais obscuros e as dúvidas e certezas de cada um. Ambos os personagens têm personalidades únicas: enquanto Lucas - que adora poesia e a língua portuguesa - tem uma facilidade maior para esclarecer seus sentimentos; Bernardo, sempre mais racional, tem dificuldade para aceitar o novo. 

Vou ficar longe da minha cidade, dos seus pais, da escola, de tudo que eu conheci. De você. Lembra como você dizia que às vezes 1+1 pode ser 1? Eu te entendo agora. Mas somos menos que um. Somos uma equação de divisões e saldos negativos.

1 + 1 . A Matemática do Amor é cheio de clichê adolescente que todos nós amamos! Tem aquele draminha, sentimento, surpresas e dúvidas. Augusto Alvarenga e Vinícius Grossos procuraram trabalhar com as questões de intolerâncias, as discriminações que pessoas homossexuais ainda sofrem e as dificuldades de autoaceitação. A maneira como os autores carregaram a narrativa foi prazerosa e rápida, sem enrolação. 

Apesar do clichê e do total esteriótipo de opostos que se atraem, temos um amor não planejado que nasceu naturalmente, uma amizade que vira algo mais, a aceitação dos próprios sentimentos e o medo do julgamento alheio (quem nunca?).

Em 1 + 1 . A Matemática do Amor não temos nada de novo, o que não torna o livro ruim. Romances água com açúcar são sempre uma ótima pedida!

Dica da Ari: Não deixe romances fofinhos para trás! A vida precisa dessas colherinhas cheias de açúcar!


Personagem favorito do livro: Não tive nenhum favorito nessa leitura =)
Cena marcante: Não tive nenhuma cena marcante nessa leitura =)




Sinopse oficial:
Lucas e Bernardo são dois garotos, melhores amigos um do outro de toda a vida. De repente, recebem a notícia de que Bernardo irá se mudar com a família para outro país. Nesse momento, cada um a seu modo, percebe como valiosa era aquela amizade, algo que não queriam perder. Bernardo reage mal e se revolta. Lucas tenta transformar cada dia que resta com o amigo na melhor experiência de suas vidas. Ele escreve uma lista de coisas para fazer e pretende cumprir uma por uma, em todos os detalhes. Mas, a cada dia, o fantasma da separação os assombra com um cronômetro lembrando que o tempo se esgota e, ainda assim, os dois passam por grandes momentos juntos. Então os meninos percebem que há algo mais entre eles... um sentimento profundo, que não conseguem explicar e tornam todas aquelas experiências ainda mais intensas. Mas o que fazer com tudo isso quando se tem apenas 16 anos?

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[RESENHA] O Ceifador (Scythe # 1), Neal Shusterman (Seguinte)


Título em Português: O Ceifador (Scythe # 1)
Título Original: 
Ano: 2017
Autor/Autora: Neal Shusterman
Tradutor/Tradutora: Guilherme Miranda
Editora: Seguinte
Gêneros: Ficção científica / Jovem adulto / Literatura Estrangeira
Páginas: 448
Papel: Pólen soft
SKOOB | GOODREADS

O que motivou a leitura?
O GeekFreak =)

[RESENHA] - por Ariane
Enrolei, enrolei, enrolei, mas li! o/

Já sabia que a leitura de O Ceifador seria boa, é bem difícil que as recomendações do GeekFreak sejam ruins, então não foi uma grande surpresa uma leitura maravilhosa!

Quem assistiu algum dos Exterminador do Futuro já sabe o que acontece quando as máquinas ganham consciência própria, certo? Errado. Desta vez a Nímbo-Cúmulo, uma nuvem que continha todo o conhecimento acerca da humanidade, decidiu ajudar os humanos e erradicou todos os males humanos! Agora os humanos não morrem mais de doenças ou acidentes, eles são imortais!

"As pessoas temiam isso. Profetizavam a desgraça nas mãos de uma máquina desalmada. Pelo visto, porém, a máquina tinha uma alma mais pura do que qualquer ser humano."

E é aí que começam os problemas... Para impedir o crescimento descontrolado de uma população incapaz de morrer foi criada a Ceifa e com ela, os Ceifadores: humanos que tem como missão... tirar a vida de outros humanos. Pois é, os Ceifadores são treinados para matar: Facas, lança-chamas, armas, remédios etc. Não só isso, eles precisam cumprir cotas anuais de coleta sempre respeitando os parâmetros geográficos, de sexo e raciais pré estabelecidos, caso contrário, são proibidos de escolher quem coletar.

No meio disso que encontramos nossos protagonistas: Citra e Rowan; ambos levam uma vida normal até o inesperado encontro com o Ceifador Faraday que acaba escolhendo-os como seus aprendizes. Por diferentes motivos, os dois adolescentes acabam aceitando a oferta, apesar das incertezas e inseguranças. Apesar da insatisfação em ter que coletar outros seres humanos, Citra e Rowan começam a planejar seu futuro diante dos ensinamentos do ceifador Faraday. Eles aprendem sobre a importância e o respeito por sua missão e pelas vidas coletadas.

O desenvolvimento das histórias de Citra e Rowan é tão atraente quanto a construção deste novo universo. Neal Shusterman não tem pressa e cuida dos detalhes para cada uma das vertentes dos personagens. Quando os adolescentes são enviados para novos instrutores - Citra treinará com Curie, a Dama da Morte enquanto que Rowan cai nas mãos de Goddard e de seus ceifadores que se intitulam como 'a nova ordem' -. Passamos então a conhecer pontos de vistas diferentes: de um lado uma garota esforçada e dedicada que não aceita perder e que agora é instruída pela grande Dama da Morte, a ceifadora Curie, da velha ordemque acredita que aquela é uma função necessária para a manutenção do mundo, mas seus membros devem exercê-la com dignidade e sem obter prazer ao matar. Do outro um garoto comum que questiona sua falta de importância no mundo, o 'alface do hambúrguer', que passa a ser treinado por Goddard que não apenas sente prazer em matar como também se considera merecedor de uma vida de luxos e idolatrias.

"A cada coleta que faço, a cada vida que tiro pelo bem da humanidade, lamento pelo menino que um dia fui, cujo nome às vezes mal consigo lembrar. E sonho com um lugar além da imortalidade, onde eu possa, ainda que em pequena medida, ressuscitar o deslumbramento e ser aquele menino novamente. – Do diário de coleta do ceifador Faraday"

A leitura é rápida e a escrita muito fluída. A maneira como o autor desenvolveu a história foi magnífica e sólida; ele traz questionamentos difíceis e permite que o leitor medite sobre os dilemas morais apresentados. Outro ponto importante é que diante de tantas reviravoltas, Neal Shusterman ainda consegue nos entregar um livro com começo, meio e fim: o conflito é solucionado junto com o final da história.

Extremamente ansiosa para ler A Nuvem (Scythe # 2), já lançado no Brasil!

Dica da Ari: Para os amantes de distopias: não deixem de ler!!


Personagem favorito do livro: Curie =)
Cena marcante: As páginas do diário da Ceifadora Curie

Sinopse oficial:
Primeiro mandamento: matarás.

A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade.

Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco

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[RESENHA] O Príncipe Cruel (O Povo do Ar #1), Holly Black (Galera Record)


Título Original: The Cruel Prince (The Folk of the Air #1)
Título em Português: O Príncipe Cruel (O Povo do Ar #1)
Ano: 2018
Autor/Autora: Holly Black
Tradutor/Tradutora: Regiane Winarski
Editora: Galera Record
Gêneros: Fantasia / Ficção / Jovem adulto / Literatura Estrangeira
Páginas: 322
Papel: Off-white

O que motivou a leitura?
A sinopse e a capa bonita =)

[RESENHA] - por Ariane
Possivelmente comecei a leitura de O Príncipe Cruel com muita sede ao ponte. Boa sinopse, capa bonita, pouco mais de quatro estrelas no Skoob E no Goodreads, autora altamente recomendada... O combo perfeito para uma boa leitura. Pois é. Infelizmente para mim não deu. CONTUDO, não significa que a história não seja boa!

Logo de cara temos os pais da protagonista, Jude, sendo assassinados diante dela e de suas irmãs - Taryn, sua irmã gêmea, e Vivi, sua meia irmã mais velha - e as três sendo levadas para o Reino das Fadas por Madoc (pai biológico de Vivi), já que, de acordo com as leis do Reino das Fadas, Madoc deveria matar a esposa que fugiu com a filha, abandonando sua família. E é esse mesmo código de honra que faz com que Madoc leve as irmãs humanas com ele; uma vez que havia matado seus pais, ele seria responsável por elas.

Os anos passam e as gêmeas humanas só querem ser aceitas em seu novo lar: Taryn pretende se apaixonar e se casar com alguém do Reino enquanto Jude quer entrar para a guarda como cavaleiro e Vivi só deseja voltar ao mundo humano. Além das três irmãs, ainda temos Oak, o irmão caçula das três.

"Se eu não posso ser melhor do que eles, vou me tornar algo muito pior".

Para se manter no Reino das Fadas, conseguir, a liberdade, o respeito que deseja e ainda conseguir proteger aqueles que ama, Jude precisa ser forte de uma forma diferente. Ela sabe que jamais poderá competir em igualdade física com as fadas. Então Jude tenta e se esforça mais do que qualquer um para superar suas desvantagens. Ela mente, trapaceia e mata, se necessário para atingir seus objetivos; porém isso não significa que a protagonista é desprovida de compaixão.

Para completar o círculo dos personagens principais, temos Cadan: um jovem príncipe que aparenta ser o mais cruel de todos. Ninguém ousa ficar em seu caminho, irritá-lo ou desrespeitá-lo. Cadan é o típico 'valentão' arrogante.

“Claro que quero ser como eles. Eles são lindos como lâminas forjadas em fogo divino. Vão viver para sempre. E Cardan é ainda mais bonito que o restante. Eu o odeio mais do que a todos os outros. Eu o odeio tanto que às vezes, quando olho para ele. Mal consigo respirar.”

Depois de um episódio em que Jude é completamente subjugada e humilhada por Cardan diante uma multidão, nossa protagonista desiste de controlar seu comportamento como boa moça e começa a revidar. Assim, a garota humana chama a atenção de outros membros da família real, incluindo o príncipe Dain - o escolhido para herdar a coroa do reino - e ele lhe oferece uma posição de poder em troca de habilidades que apenas humanos possuem. 

Outro detalhe interessante é que, diferente da maioria dos livros do gênero, em O Príncipe Cruel, Holly Black transporta o leitor para o Reino das Fadas ao invés de traze-las para o mundo humano. As fadas estão no controle e é uma garota humana que precisa se enquadrar em um mundo diferente do seu.

O Príncipe Cruel começa com uma leitura um pouco enrolada, mas com o desenvolvimento das tramas, as reviravoltas e a politicagem o leitor ganha velocidade e a leitura se torna mais fluida. Para quem não é fã narrativas em primeira pessoa, a visão inicial da Jude pode incomodar no início.

E como Locke disse para Jude: "Porque você é como uma historia que ainda não aconteceu. Porque quero ver o que vai fazer. Quero fazer parte do desenrolar da historia", há uma grande chance de eu ler a continuação, O Rei Perverso, para saber mais sobre a história de Jude e Cadan.

Dica da Ari: Não vá com muita sede ao pote hehe

Personagem favorito do livro: Jude 
Cena marcante: A cena em que Cadan humilha Jude.

Sinopse oficial:
Primeiro livro da mais nova série de Holly Black. Conheça a impressionante história de uma garota mortal que se vê presa em uma teia de intrigas reais.

Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles – lindos e imortais – e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das Fadas desprezam os humanos.

Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo... e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue.

Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino. Com personagens únicos, reviravoltas inesperadas, e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai deixar o leitor pedindo bis – querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo.

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[RESENHA] Algum dia, David Levithan (Galera Record)


Título Original: Someday (Every day #3)
Título em Português: Algum dia
Ano: 2019
Autor/Autora: David Levithan
Tradutor/Tradutora: Ana Resende
Editora: Galera Record
Gêneros: Fantasia / Ficção / Jovem adulto / Literatura Estrangeira / Romance
Páginas: 266
Papel: Off-white


O que motivou a leitura?
Eu me apaixonei por A em Todo Dia, li Outro Dia no Kindle e no mesmo instante em que a pré-venda de Algum Dia começou, fiz o pedido!

[RESENHA] - por Ariane
Algum dia veio para concluir a maravilhosa narrativa de David Levithan; ou será que não?

Depois de se apaixonar por Rhiannon e tornar a vida dela uma bagunça homérica, A resolve desaparecer, mas depois de tudo que viveu com A, Rhiannon não pode simplesmente esquecer e seguir sua vida com a pessoa escolhida por A.

Em Todo Dia temos a visão de A desse relacionamento e em Outro Dia temos a visão de Rhiannon. E agora em Algum Dia somos capazes de acessar as memórias e pensamentos de ambos os personagens e mais, conhecemos outros seres como A! Como essas pessoas vivem? Como cada um vive com em seu pequeno dilema e como lida com a troca de corpos todos os dias?

Esses novos personagens acabaram me marcando mais do que os protagonistas nessa terceira leitura. A narrativa Helmut foi uma das que mais me impressionou. Gostaria de ter lido mais sobre sua vida.

A única pessoa que pode me perdoar é a pessoa que não posso deixar livre.

Essa troca de narradores, apesar de não ser confusa, foi um dos pontos em que eu menos curti. Simplesmente porque pareceu que o autor quis apenas despejar outros seres como A, mas seu limite de páginas o impediu de desenvolver cada um deles (e foram muitos).

Outra personagem que me chamou a atenção foi Mona e, pelas poucas linhas contadas por ela, podemos imaginar que tipo de vida teve e como escolheu vivê-la. Suas palavras e sua forma de pensar aqueceram meu coração e me vi refletindo junto com ela.

É claro que, enquanto outros personagens aparecem, temos o confronto de A e X e agora as intenções deste são claras. A maneira como X decidiu viver sua vida... Bem, não posso condená-lo. Em alguns pontos cheguei a concordar com ele.

Mais uma vez David Levithan conseguiu desenvolver uma história em que o amor é apenas isso: amor. Sem precisar de mais. 

O que estou aprendendo é que o coração tem capacidade de amar muitas pessoas. Eu costumava achar que tinha de dar isso a apenas uma pessoa e nunca guardar amor algum para mim mesma. Mas como eu estava errada.


Dica da Ari: Todo dia é o melhor livro da trilogia, definitivamente. A maioria das pessoas não gosta de Outro dia. Algum dia foi uma conclusão previsível, mas não me fez desgostar dela!

Personagem favorito do livro: Em toda a trilogia, meu personagem favorito foi A.
Cena marcante: O capítulo da Mona!

Sinopse oficial: Desde que A consegue se lembrar, a vida significa acordar no corpo de uma pessoa diferente todos os dias, vivendo assim por 24 horas. Sem poder escolher onde será a próxima manhã.
Se apaixonar por Rhiannon não estava em seus planos, mas foi inevitável. Tentando fugir desse amor impossível, A desaparece, acreditando que será o melhor para o casal. Mas as lembranças ainda estão impressas em Rhiannon e não existe um dia em que a garota não sinta saudades.
Enquanto isso, A continua com o coração partido, acreditando ser a única pessoa no mundo que troca de corpo todos os dias. Mas A estava errado. Há outros. X está à sua procura e não medirá esforços até conseguir um encontro. X alega querer apenas conversar, mas será que suas intenções são só essas? Será que X tem as respostas que A tanto busca? Mas a que preço?
Muito mais do que uma história de amor, "Algum Dia" narra as múltiplas vivências de A, ora como um adolescente vitima de bullying, ora como um garoto lutando contra a pobreza, para falar da importância da empatia e tocar em uma profunda questão filosófica: o que nos torna humanos?

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[RESENHA] Desaparecidos em Luz da Lua, Christelle Dabos (Morro Branco)


Título Original: Les Disparus du Clairdelune (La Passe-Miroir, #2)
Título em Português: Desaparecidos em Luz da Lua (A Passa-Espelhos # 2)
Ano: 2019
Autor/Autora: Christelle Dabos
Tradutor/Tradutora: Sofia Soter
Editora: Morro Branco
Gêneros: Jovem Adulto / Ficção / Literatura Estrangeira / Fantasia
Páginas: 480
Papel: 


O que motivou a leitura?
=) Continuação de Os Noivos do Inverno

[RESENHA] - por Ariane
Depois de receber as primeiras chaves para o mundo criado por Christelle Dabos, estamos prestes a descobrir mais sobre a corte da Arca do Polo. Nossa adorável animista Ophélie está muito consciente dos perigos em seu novo lar e das ilusões que a cercam, mas agora ela está na mira do Espírito Familiar, Farouk.

Promovida a vice-contista e posteriormente a grã-leitora familiar, Ophélie precisa ajudar a desvendar os misteriosos desaparecimentos em Luz da Luz que parecem estar ligados ao livro do Espírito Familiar. Além das ameaças, mentiras e jogos políticos, a família da animista desembarca no Polo para o casamento e ela precisa achar uma forma de mantê-los em segurança.

Em Desaparecidos em Luz da Lua conhecemos mais sobre o Espírito Familiar do Polo, seu passado e o quanto sua falta de memória é perturbadora. Farouk quer entender seu livro e a si mesmo e para isso pressiona Ophélie para ajudá-lo. Acontece que Thorn está fazendo o possível e o impossível para proteger sua noiva das garras da corte e do Espírito Familiar.

Gente! Que livro foi esse! Confesso que neste segundo livro Thorn me encantou bastante! O relacionamento entre Ophélie e ele cresceu bastante e a maneira como o Intendente demostra carinho pela animista é bizarramente encantador. Apesar de ter gostado do primeiro livro, Noivos do Inverno, ele foi meio morno... Agora... Desaparecidos em Luz da Lua... WOW!

Conhecemos mais sobre as intrigas de cada clã do Polo, sobre os membros de cada clã, seus medos, suas fraquezas e suas motivações! O amadurecimento de Ophélie, de seu relacionamento com Thorn e com sua família tornou esse segundo volume extremamente instigante! A Morro Branco pode mandar o terceiro volume, La Mémoire de Babel (título original, sem tradução para o português até o momento), que a ansiedade já está a mil!!


Sinopse oficial: 

Quando Ophélie é promovida a vice-contista, ela se vê inesperadamente jogada aos holofotes e escrutínio da corte. Seu dom, a habilidade de ler a história secreta dos objetos, é descoberto por todos, e não há maior ameaça aos nefastos habitantes de seu novo lar gélido do que isso.



Sob os arcos dourados da capital do Polo, ela descobre que a única pessoa em que talvez possa confiar é Thorn, seu enigmático e frio noivo. À medida que influentes pessoas da corte começam a desaparecer, Ophélie se encontra novamente envolvida em uma investigação que a levará além das muitas ilusões do Polo e a uma temível verdade.

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[RESENHA] Os Noivos do Inverno, Christelle Dabos (Morro Branco)


Título Original: Les Fiancés de l'Hiver  (La Passe-Miroir #1)
Título em Português: Os Noivos do Inverno
Ano: 2018
Autor/Autora: Christelle Dabos
Tradutor/Tradutora: Sofia Soter
Editora: Morro Branco
Gêneros: Jovem Adulto / Ficção / Literatura Estrangeira / Fantasia
Páginas: 416
Papel: 
Sinopse oficial: Vencedor do Grand Prix de l’Imaginaire.
Honesta e cabeça-dura, Ophélie não se importa com as aparências. Mas, por baixo de seus óculos de aros largos e cachecol desgastado, a garota esconde poderes únicos: ela pode ler o passado dos objetos e atravessar espelhos. A vida tranquila que leva em Anima se transforma quando Ophélie é prometida em casamento à Thorn, herdeiro de um distante e poderoso clã. 
Agora, ela terá que deixar para trás tudo o que conhece e seguir seu noivo até Cidade Celeste, a capital flutuante de uma gelada arca conhecida como Polo. Ali, o perigo espreita em cada esquina, e não se pode confiar em ninguém. Sem se dar conta, Ophélie torna-se um peão em um jogo político mortal, capaz de mudar tudo para sempre

O que motivou a leitura?
Não vou negar nem por um minuto que comprei pela capa. A resenha ajudou um pouquinho =)

[RESENHA] - por Ariane


O mundo está dividido em duas Arcas: Amina, que tem Ártemis como Espírito Familiar e Polo, que tem Faouk como Espírito Familiar e foram esses espíritos familiares que deram origem à toda a população de suas respectivas arcas.

Nossa protagonista é Ophélie, uma jovem introvertida e desastrata que vive em Amina. Sem grandes ambições, mas como uma animista com poderes mágicos, Ophélie é uma leitora, ou seja, ela é capaz de ler a história de qualquer objeto que toca, além de conseguir atravessar espelhos, podendo ir de um ambiente ao outro através deles!

Passar por espelhos exige enfrentar a si mesmo. É preciso ter estômago, sabe, para se olhar bem nos olhos, se ver como é, mergulhar no próprio reflexo.

Após recusar se casar duas vezes com membros de sua arca, Ophélie se vê em um casamento arranjado com Thorn, do Polo, e precisa deixar sua vida e sua família para acompanhar o marido de volta a sua cidade natal. O que Ophélie e sua tia (e dama de companhia) não esperavam é que Thor é um filho bastardo odiado por praticamente todos no Polo; e conforme ela conhece a Cidade Celeste e seus habitantes, descobre que para sobreviver, precisa contar com todos os seus poderes e das pessoas dispostas a ajudá-la.

Você não foi criada para o lugar ao qual estou te levando.

Confesso que esperava o livro clichê de sempre: um casamento arranjado, uma moça e um rapaz que passam por várias dificuldades e acabam se apaixonando em algum momento. Completamente enganada. A história de Christelle Dabos não se desenrola com a facilidade de sempre, pelo contrário: a leitura é lenta, cheia de descrição de ambiente e de personagens, o que pode ser bem difícil para algumas pessoas.

Demorei muito (muito mesmo) pra conseguir me familiarizar e começar a gostar da história, mas depois de se acostumar com a escrita, a leitura se tornou mais rápida. Outra questão importante é que Christelle deixou várias pontas soltas, o que meio que nos obriga a ler a continuação (claro, se você tiver vontade).

No geral, curti o livro e pretendo ler a continuação!


Personagem favorito do livro: O cachecol... definitivamente o cachecol!
Cena marcante: A cena da Ophélie "invadindo" a biblioteca!

Onde comprar?

[RESENHA] É Assim que Acaba, Colleen Hoover (Galera Record)



Título Original: It Ends with Us
Título em Português: É Assim que Acaba
Ano: 2018
Autor/Autora: Colleen Hoover
Tradutor/Tradutora: Natalia Gerhardt
Editora: Galera Record
Gêneros: Jovem Adulto / Ficção / Literatura Estrangeira / Romance
Páginas: 368
Papel: 
Sinopse oficial: Um romance sobre a força necessária para fazer as escolhas corretas nas situações mais difíceis. Da autora das séries Slammed e Hopeless.
Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.

O que motivou a leitura?
Já não é segredo pra ninguém que acompanho cada livro publicado no Brasil que seja escrito pela Colleen Hoover. Tentei comprar É Assim que Acaba na BIENAL de 2018, mas ele já tinha esgotado. Muita gente estava comentando sobre esse livro e acabou que ganhei ele de natal do meu primo =)

[RESENHA] - por Ariane
É engraçado e desesperador como Colleen Hoover consegue me fazer amar cada um de seus livros. Sem Esperança (RESENHA) é um livro que eu amo, só que Talvez Um Dia (RESENHA) também ganhou boa parte do meu coração e agora... É Assim que Acaba.

Nesta nova narrativa, Colleen Hoover nos apresenta outra difícil temática: violência doméstica. Vamos conhecer Lily, uma mulher que passou a infância vendo a mãe sofrer nas mãos do pai e que, agora adulta, se muda e tem o sonho de abrir sua própria floricultura. Por um acaso do destino ela conhece Ryle, um homem sonha em ser o melhor neurocirurgião da cidade e que não se envolve sério com mulher alguma.

O relacionamento deles é muito adorável, eles se completam de forma incrível e tem a brincadeira da "Verdade Nua", em que eles precisam dizer um ao outro algo extremamente sincero! A química entre os dois é perfeita e a relação entre eles não parece ter como ficar melhor.

É aí que nossa adorável autora resolve apresentar pra valer a temática principal do livro. Dividido em dois momentos, É Assim que Acaba, conta dois momentos da vida de Lily: sua época de infância e seu primeiro amor, Atlas,; e sua vida adulta, ao lado de seu marido e tentando manter sua família recém construída.

Só porque uma pessoa te machuca não significa que podemos simplesmente parar de amá-la. Não são as ações de uma pessoa que nos machuca. É o amor. Se não tem amor ligado a ação, a dor seria um pouco mais fácil de aguentar.

Num segundo momento, a protagonista começa a perceber o quão é parecida com sua mãe. Lily tenta achar justificativas para o comportamento de Ryle a todo instante, inclusive culpando-se por causar tais reações no companheiro. E mais uma vez temos uma garota forte e incrível se esforçando para fazer o relacionamento dar certo, tendo esperanças de que se não pisar na bola, tudo dará certo.

Acho que estive enrolando para escrever essa resenha simplesmente porque... é muito difícil. Eu me apaixonei pela Lily. Eu me apaixonei de verdade por Ryle, mais até do que por Atlas! Presenciar as agonias e sofrimentos vividos pela protagonista e se pegar pensando o mesmo que ela, desejando que Ryle mude, torcendo para ele mudar...

O contato pessoal de Colleen Hoover com o assunto (que ela descreve nas últimas páginas do livro) faz com que o leitor sinta o que os personagens estão passando. Ela consegue guiar muito bem a trama e é absurdo como ela é capaz de induzir o leitor, da forma mais natural possível, a sentir empatia pelo casal principal. O enredo se desenvolve devagar, a leitura é fluída e a escrita é simples, como acontece em todos os livros da autora.

Todo mundo erra. O que determina o caráter de uma pessoa não são os erros cometidos. É como ela usa esses erros e os transforma em aprendizados, não em desculpas.

Por fim, é óbvio que a autora não ia dar um desfecho triste para Ryle e Lily. Como li na resenha do Livros&Citações "Colleen terminou o livro mostrando que só porque você passou pelo inferno, isso não significa que não há um céu esperando por você".

E continue a nadar~ =)

Personagem favorito do livro: Sou incapaz de escolher. Allysa, Ryle, Lily.... provavelmente todos eles!
Cena marcante: A última antes do epílogo!

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[RESENHA] Nevernight - A Sombra do Corvo (V.1 das Crônicas da Quasinoite), Jay Kristoff (Plataforma21)


Título Original: Nevernight
Título em Português: Nevernight - A Sombra do Corvo (V.1 das Crônicas da Quasinoite)
Ano: 2017
Autor/Autora: Jay Kristoff
Tradutor/Tradutora: Clemente Pereira
Editora: Plataforma21
Gêneros: Fantasia / Ficção / Jovem adulto / Literatura Estrangeira
Páginas: 608
Papel: Offset 60g/m²
Sinopse oficial: Há histórias sobre Mia Corvere, nem todas verdadeiras. Alguns a chamam de Moça Branca. Ou a Faz-Rei. Ou o Corvo. A matadora de matadores. Mas, uma coisa é certa, você deveria temê-la.

Quando ela era criança, Darius Corvere – seu pai – foi acusado de insurreição contra a República de Itreya. Mia estava presente quando o carrasco puxou a alavanca, viu o rosto do pai se arroxeando e seus pés dançando à procura do chão, enquanto os cidadãos de Godsgrave gritavam “traidor, traidor, traidor”...

No mesmo dia, viu a mãe e o irmão caçula serem presos em nome de Aa, o Deus da Luz. E, embora os três sóis daquela terra não permitam que anoiteça por completo, uma escuridão digna de trevas tomou conta da menina. As sombras nunca mais a largaram.

Mia, agora com dezesseis anos, não se esqueceu daqueles que destruíram sua família. Deseja tirar a vida de todos eles. É por isso que ela quer se tornar uma serva da Igreja Vermelha – o mais mortal rebanho de assassinos de toda a República. O treinamento será árduo. Os professores não terão misericórdia. Não há espaço para amor ou amizade. Seus colegas e as provas poderão matá-la. Mas, se sobreviver até a iniciação, se for escolhida por Nossa Senhora do Bendito Assassinato… O maior massacre do qual se terá notícia poderá acontecer. Mia vai se vingar.

O que motivou a leitura?
Comprei esse livro na última Festa de Livros da USP, mas já estava interessa nele há algum tempo!

[RESENHA] - por Ariane
No universo criado por Jay Kristoff conhecemos Mia Corvere, uma garota nada convencional. Após ver o pai ser assassinado e a mãe ser encarcerada na escuridão com o irmão mais novo na Pedra Filosofal, Mia jura se vingar.

Nunca trema. Nunca tema. E nunca, jamais, esqueça.

Com Senhor Simpático, um gato das sombras muito divertido que a acompanha, alimentando-se de seus medos e inseguranças, Mia se torna inabalável. E agora que atingiu a idade de dezesseis anos, ela está apta a ingressar na Igreja Vermelha - local onde são treinados os melhores assassinos da República.

A última coisa que você virá a ser neste mundo, garota, é a heroína de alguém. Mas será uma garota que os heróis temem.

Jay Kristoff intercala o passado e presente de Mia ao longo de toda a narrativa e logo de início (umas 200 páginas) o livro é bem lento e cheio (cheio MESMO) de notas de roda pé, algumas tão extensas que usam mais da metade de uma página. Nessas notas, o narrador não apenas apresenta detalhes históricos como às vezes faz alguns comentários sarcásticos e muitas vezes é bem divertido de acompanhar (se você curte história, deve aproveitar as notas mais longas do que eu....).

O universo do livro é muito muuuuuuuuito interessante: um mundo em que não existe noite; bem, existe, apenas uma vez a cada alguns anos (dois, se não me engano) e existem TRÊS SÓIS! TRÊS! O mito entre o relacionamento entre o Deus Sol e a Deusa Lua não é novidade, mas o ódio que os sacerdotes pregam haver entre eles deixa as coisas um pouco diferentes. Então temos um livro que gira em torno de religião, política e magia (ui!)!

A falta de escrúpulos e a crueza do narrador também não são fáceis de encontrar nesse tipo de livro e de cara, nos primeiros parágrafos, ele diz "As pessoas costumam cagar-se ao morrer. (...) Apesar de todo amor do público pela morte, os dramaturgos quase não tratam disso" e, bem, caros leitores, nosso narrador "não partilha desses escrúpulos".

De maneira geral o história deste primeiro livro trata mais sobre Mia descobrir a si mesma. Eu não consegui vê-la como a assassina pintada pelo narrador; ela não parece disposta a tudo por sua vingança. Mia é dona de um coração bondoso e ela é capaz de sentir amor e empatia pelas pessoas próximas a ela. E aí vem a questão que fiquei me remoendo: Ariane, que tipo de assassino você esperava? Um robô? Alguém que não sente nada por ninguém? Talvez. Bem, isso foi o que imaginava, mas a distinção da protagonista com minhas ideias não me fizeram odiá-la. Pelo contrário!

Então se você curte fantasia, Nevernight é uma ótima pedida para sua próxima leitura. Só dê uma chance, pois parte do livro é bem, bem, beeeeeem massante e vagaroso (você vai precisar se arrastar em meio aos corpos em decomposição para superar), mas depois que o leitor engata na leitura, a narrativa se torna empolgante e você mal se dará conta quando chegar ao final.

Um adendo: apesar de entender os motivos, as páginas brancas me incomodaram bastante ao longo da leitura =( E a capa é maravilhosa! Acho a primeira mais bonita que as demais! Nevernight é um livro recomendado para quem curte o gênero =)

Os livros que amamos nos amam de volta. E assim, como nós marcamos a nossa posição nas páginas, as páginas deixam marcas em nós.


Personagem favorito do livro: Senhor Simpático =)
Cena marcante: O re-encontro entre Mia e a mãe. #choque

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