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[RESENHA] O Capítulo Secreto (A Biblioteca Invisível #6), Genevieve Cogman (Morro Brando)

Ah, A Biblioteca Invisível. Essa série cheia de mundos paralelos, mistérios literários, agentes secretos e dragões que amam chá. Já são seis livros, e acompanhar Irene e Kai tem sido uma jornada digna de bibliotecárias multidimensionais — cheia de charme, perigo e intertextualidade.

Mas em O Capítulo Secreto, publicado como o sexto volume da série escrita por Genevieve Cogman, a história deu uma pequena tropeçada. Pelo menos pra mim. Não é que o livro seja ruim (longe disso!), mas... não me pegou como os outros. Sabe aquele volume que você termina, fecha o livro e pensa: ué... foi isso?


[RESENHA] Um Encontro com Holly, Brittainy Cherry (Record)

Se existe alguém que consegue escrever histórias leves, mas com aquele toque emocional que derrete a gente por dentro, é Brittainy C. CherryUm Encontro com Holly é exatamente isso: água com açúcar da melhor qualidade — com personagens adoráveis, momentos que aquecem o coração e uma narrativa leve mesmo quando flerta com temas mais delicados.

É um romance curtinho, delicado e repleto de cenas memoráveis (sim, eu ainda lembro de vários trechos mesmo depois do tempo ter passado), e que me marcou pela simplicidade acolhedora. Aquele tipo de livro que você lê em dois dias e depois fica desejando uma adaptação no estilo “filme de domingo com cobertor e chocolate quente”.


[RESENHA] O Portador da Espada (#1), Cassandra Clare (Galera Record)

 Se tem uma autora que sempre mora no meu coração literário, é a Cassandra Clare. A saga Instrumentos Mortais foi uma febre na minha vida — personagens marcantes, tramas que me devoravam, e um universo mágico que parecia um lar. Então quando O Portador da Espada foi anunciado como o início de uma nova série épica de fantasia, eu corri para comprar. 724 páginas de Cassandra? Pode mandar.

Mas... a leitura foi mais lenta do que o esperado. Não ruim, mas arrastada. Sabe quando você não consegue se apaixonar por ninguém, mesmo tentando? Levei 15 dias pra terminar o livro — e terminei mais com um suspiro de “ufa” do que de “UAU”.

Ainda assim, não perdi a esperança. Porque Cassandra já me fez me apaixonar antes, e quem sabe esse universo novo só precise de mais tempo pra florescer?


[RESENHA] Nós Fazemos o Mundo, N.K. Jemisin (Suma)

 


Quando terminei Nós Somos a Cidade, o primeiro volume da duologia Grandes Cidades, eu estava em puro êxtase literário. Aquele livro foi um dos meus favoritos da vida — uma mistura ousada de urban fantasy, crítica social e magia cósmica que me deixou obcecada pelo universo que a Jemisin criou. E quando chegou Nós Fazemos o Mundo, publicado no Brasil em 2023 pela Editora Suma, minhas expectativas estavam lá no topo do Empire State.

Mas aí veio a leitura. E apesar de ser um bom livro, com ideias brilhantes e personagens que ainda me emocionam, algo ficou corrido demais. Parecia que Jemisin, essa autora que eu amo tanto que compro tudo que sai no Brasil, estava tentando dar conta de encerrar a história com pressa. E sim, no final do livro ela explica um pouco do porquê. Ainda assim... fiquei com aquele gostinho de queria mais. 🥺

[RESENHA] Amêndoas, de Won-pyung Sohn (Rocco)

 

Resenha de Amêndoas, de Won-pyung Sohn

Alguns livros não gritam, não pedem atenção – eles apenas se aproximam devagar, te tocam com mãos gentis e deixam uma marca permanente. Amêndoas, de Won-pyung Sohn, publicado originalmente em 2017 e lançado no Brasil pela editora Rocco, é exatamente assim.

Este é um romance sul-coreano contemporâneo, que transita entre o drama psicológico e o coming-of-age, com uma narrativa minimalista, mas cheia de significado. A história gira em torno de Yunjae, um adolescente que vive com alexitimia — um distúrbio neurológico que o impede de identificar ou expressar emoções. Isso já seria desafiador em qualquer lugar do mundo, mas na sociedade coreana, marcada por expectativas sociais e pressões silenciosas, se torna uma carga ainda mais pesada.

Mas o que acontece quando a vida exige que você sinta? Como você se reconstrói sem ter os mapas emocionais que a maioria das pessoas recebe de nascença?

[RESENHA] O Rei da Terra do Nunca, de Nikki St. Crowe (Universo dos Livros)

 

Você já se perguntou o que aconteceria se Peter Pan fosse reimaginado como um bad boy sombrio, sensual e completamente insaciável? É exatamente essa a proposta de O Rei da Terra do Nunca, primeiro volume da série Vicious Lost Boys, escrita por Nikki St. Crowe.

Publicado em 2022, esse livro faz parte da febre do dark romance erótico que mistura contos de fadas com muito desejo, tensão sexual e personagens moralmente duvidosos. Se você está esperando uma releitura encantadora do clássico infantil... melhor ajustar suas expectativas. Aqui, Peter não salva ninguém — ele devora.

Mas será que a história entrega mais do que um elenco bonito em situações calientes?