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[RESENHA] O Piso-Rouxinol (A Saga Otori # 1), Lian Hearn

Agora é hora de reverenciar O Piso-Rouxinol, o primeiro volume da lendária Saga Otori, escrito por Lian Hearn e publicado no Brasil em 2002 pela Martins Fontes — um verdadeiro tesouro literário e um dos seus livros do coração. Com sua temática japonesa delicadamente trabalhada, personagens inesquecíveis e uma ambientação que beira o poético, essa resenha será um tributo à obra que me marcou profundamente.


[RESENHA] Os Melhores Contos de Fadas Celtas (Coleção Áurea - Especial Contos de Fadas) (Wish)

Quando falamos da Editora Wish, a primeira coisa que vem à mente é: excelência. E com Os Melhores Contos de Fadas Celtas, parte da belíssima Coleção Áurea, não é diferente. Esta edição é um espetáculo visual — capa dura, diagramação impecável, imagens belíssimas e um cuidado editorial que salta aos olhos. É daquelas obras que merecem lugar de destaque na estante (e que você mostra pros amigos com orgulho).

Mas quando a gente passa da estética para o conteúdo, a experiência de leitura se torna um pouco mais... complexa. Os contos aqui reunidos têm grande importância histórica e cultural — são fragmentos do imaginário celta, carregados de simbolismo, magia e sabedoria ancestral. Mas também são repetitivos e às vezes cansativos.

Um livro mais pra degustar aos poucos do que pra devorar de uma vez. E honestamente? A introdução me pegou mais do que muitos dos contos em si.


[COMENTANDO LEITURAS] I'll Be The Matriarch In This Life, Kim Roah

 


I'll Be The Matriarch In This Life


Logo no início, a história chama atenção por sua abordagem madura de reincarnação: Florentia, ou “Tia” como é chamada, reencarna aos 7 anos com a missão de salvar sua família e mudar sua vida. O enredo foge do clichê leve do "vilã que se redime" — aqui há tensão política, jogos de poder e personagens adultos com motivações reais.






[RESENHA] O Portador da Espada (#1), Cassandra Clare (Galera Record)

 Se tem uma autora que sempre mora no meu coração literário, é a Cassandra Clare. A saga Instrumentos Mortais foi uma febre na minha vida — personagens marcantes, tramas que me devoravam, e um universo mágico que parecia um lar. Então quando O Portador da Espada foi anunciado como o início de uma nova série épica de fantasia, eu corri para comprar. 724 páginas de Cassandra? Pode mandar.

Mas... a leitura foi mais lenta do que o esperado. Não ruim, mas arrastada. Sabe quando você não consegue se apaixonar por ninguém, mesmo tentando? Levei 15 dias pra terminar o livro — e terminei mais com um suspiro de “ufa” do que de “UAU”.

Ainda assim, não perdi a esperança. Porque Cassandra já me fez me apaixonar antes, e quem sabe esse universo novo só precise de mais tempo pra florescer?


[COMENTANDO LEITURAS] How to Get My Husband on My Side, Siru

 



How to Get My Husband on My Side


Mais uma vilã reencarnada tentando sobreviver? Sim — mas dessa vez com coração, dor real e um romance que cresce como flor no inverno. How to Get My Husband on My Side é sensível, envolvente e deixa saudade a cada capítulo. Uma leitura linda, mesmo com o hiato apertando o coração.





[RESENHA] Nós Fazemos o Mundo, N.K. Jemisin (Suma)

 


Quando terminei Nós Somos a Cidade, o primeiro volume da duologia Grandes Cidades, eu estava em puro êxtase literário. Aquele livro foi um dos meus favoritos da vida — uma mistura ousada de urban fantasy, crítica social e magia cósmica que me deixou obcecada pelo universo que a Jemisin criou. E quando chegou Nós Fazemos o Mundo, publicado no Brasil em 2023 pela Editora Suma, minhas expectativas estavam lá no topo do Empire State.

Mas aí veio a leitura. E apesar de ser um bom livro, com ideias brilhantes e personagens que ainda me emocionam, algo ficou corrido demais. Parecia que Jemisin, essa autora que eu amo tanto que compro tudo que sai no Brasil, estava tentando dar conta de encerrar a história com pressa. E sim, no final do livro ela explica um pouco do porquê. Ainda assim... fiquei com aquele gostinho de queria mais. 🥺

[COMENTANDO LEITURAS] Under the Oak Tree, de Kim Soo-ji

 




Under the Oak Tree


Uma protagonista vulnerável, um cavaleiro gigante e uma jornada de cura em meio a intrigas palacianas. Under the Oak Tree é um manhwa de tirar o fôlego — com arte impecável, romance de crescimento lento e personagens que conquistam aos poucos. Vem descobrir por que essa leitura me pegou de jeito!







[RESENHA] Meia Guerra (Mar Despedaçado # 3), Joe Abercrombie (Arqueiro)

Meia Guerra marca o desfecho da trilogia Mar Despedaçado, escrita por Joe Abercrombie e publicada no Brasil pela Editora Arqueiro. Lançado originalmente em 2018 no Brasil, o livro chega para encerrar uma saga que mistura fantasia política, personagens carismáticos, alianças frágeis e traições inteligentes — tudo naquele tom inconfundível de Abercrombie: brutal, sarcástico e humano até o osso.

Depois de acompanharmos Yarvi no primeiro livro (Meia-Rei), e Thorn Bathu (maravilhosa!) no segundo (Meia-Mundo), chegamos agora à jornada de Skara, uma princesa jogada no jogo de poder de um mundo brutal. Mas... será que ela sobrevive ao tabuleiro?


[RESENHA] O Rei da Terra do Nunca, de Nikki St. Crowe (Universo dos Livros)

 

Você já se perguntou o que aconteceria se Peter Pan fosse reimaginado como um bad boy sombrio, sensual e completamente insaciável? É exatamente essa a proposta de O Rei da Terra do Nunca, primeiro volume da série Vicious Lost Boys, escrita por Nikki St. Crowe.

Publicado em 2022, esse livro faz parte da febre do dark romance erótico que mistura contos de fadas com muito desejo, tensão sexual e personagens moralmente duvidosos. Se você está esperando uma releitura encantadora do clássico infantil... melhor ajustar suas expectativas. Aqui, Peter não salva ninguém — ele devora.

Mas será que a história entrega mais do que um elenco bonito em situações calientes?

[COMENTÁRIOS] Serpentário, Felipe Castilho (Intrínseca)

 


Título Original: Serpentário
Ano: 2019
Autor/Autora: Felipe Castilho
Editora: Intrínseca
Gêneros: Fantasia / Ficção científica / Horror / Literatura Brasileira
Páginas: 368
Papel: Polém Soft

[COMENTÁRIO]
Eu estava com as expectativas muito altas depois de ler Ordem Vermelha, Filhos da Degradação, do Felipe Castilho; por causa disso, acabei me decepcionando bastante com Serpentário. A escrita continua ótima, mas a narrativa foi bem confusa e acabei não me apegando a nenhum dos personagens. Achei o desenvolvimento dos quatro personagens principais superficial e os trechos entre os capítulos acabam deixando tudo muito confuso; apenas mais para o final é que consegui fazer o link entre alguns deles e entender algumas coisas, mesmo assim, algumas questões ainda ficaram confusas para mim.

Para mim, Serpentário não funcionou. 

Apesar disso, a diagramação da Intrínseca ficou excelente. O papel é o soft pólen 70 com um acabamento especial em verde nas pontas.

Dica da Ari: Livro interessante, mas se o leitor chegou com Ordem Vermelha, pode se decepcionar um pouco.

Personagem favorito do livro: Nenhum
Cena marcante: Nenhuma





Sinopse oficial:
Todo ano, Caroline, Mariana e Hélio costumavam deixar a capital paulista para encontrar Paulo, um jovem habituado à simples vida caiçara. No entanto, a amizade construída nas areias do litoral sofreu abalos sísmicos no Réveillon de 1999, quando algo tão inquietante quanto o bug do milênio abriu caminho para uma misteriosa ilha que despontava no horizonte, e explorá-la talvez não tenha sido a melhor decisão.

Sobreviver à Ilha das Cobras tem um preço. O arquipélago é um ambiente hostil, tomado por víboras, e esconde segredos tão perturbadores quanto seus habitantes. Mais do que um equívoco darwiniano ou uma lenda popular, a ilha praticamente destruiu a vida deles. Entre memórias e fatos fragmentados, o que aconteceu naquela fatídica noite se tornou um mistério. Mas de algumas coisas eles se lembram perfeitamente: uma enorme e ameaçadora serpente, além de uma pessoa sendo entregue ao ninho da víbora, um sacrifício sem chance de recusa.

Anos depois, Caroline é confrontada com um de seus piores pesadelos: a pessoa que eles abandonaram está viva. Um fantasma do passado que surge para fazer suas certezas caírem por terra. Então, ela decide reunir os amigos para entender o que aconteceu. E talvez o encontro seja parte de algo maior... e maligno. Em Serpentário, Felipe Castilho mostra todo o seu talento ao mesclar referências do folclore e da mitologia a elementos da cultura pop, da ficção científica e do horror.


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[RESENHA] O Príncipe Cruel (O Povo do Ar #1), Holly Black (Galera Record)


Título Original: The Cruel Prince (The Folk of the Air #1)
Título em Português: O Príncipe Cruel (O Povo do Ar #1)
Ano: 2018
Autor/Autora: Holly Black
Tradutor/Tradutora: Regiane Winarski
Editora: Galera Record
Gêneros: Fantasia / Ficção / Jovem adulto / Literatura Estrangeira
Páginas: 322
Papel: Off-white

O que motivou a leitura?
A sinopse e a capa bonita =)

[RESENHA] - por Ariane
Possivelmente comecei a leitura de O Príncipe Cruel com muita sede ao ponte. Boa sinopse, capa bonita, pouco mais de quatro estrelas no Skoob E no Goodreads, autora altamente recomendada... O combo perfeito para uma boa leitura. Pois é. Infelizmente para mim não deu. CONTUDO, não significa que a história não seja boa!

Logo de cara temos os pais da protagonista, Jude, sendo assassinados diante dela e de suas irmãs - Taryn, sua irmã gêmea, e Vivi, sua meia irmã mais velha - e as três sendo levadas para o Reino das Fadas por Madoc (pai biológico de Vivi), já que, de acordo com as leis do Reino das Fadas, Madoc deveria matar a esposa que fugiu com a filha, abandonando sua família. E é esse mesmo código de honra que faz com que Madoc leve as irmãs humanas com ele; uma vez que havia matado seus pais, ele seria responsável por elas.

Os anos passam e as gêmeas humanas só querem ser aceitas em seu novo lar: Taryn pretende se apaixonar e se casar com alguém do Reino enquanto Jude quer entrar para a guarda como cavaleiro e Vivi só deseja voltar ao mundo humano. Além das três irmãs, ainda temos Oak, o irmão caçula das três.

"Se eu não posso ser melhor do que eles, vou me tornar algo muito pior".

Para se manter no Reino das Fadas, conseguir, a liberdade, o respeito que deseja e ainda conseguir proteger aqueles que ama, Jude precisa ser forte de uma forma diferente. Ela sabe que jamais poderá competir em igualdade física com as fadas. Então Jude tenta e se esforça mais do que qualquer um para superar suas desvantagens. Ela mente, trapaceia e mata, se necessário para atingir seus objetivos; porém isso não significa que a protagonista é desprovida de compaixão.

Para completar o círculo dos personagens principais, temos Cadan: um jovem príncipe que aparenta ser o mais cruel de todos. Ninguém ousa ficar em seu caminho, irritá-lo ou desrespeitá-lo. Cadan é o típico 'valentão' arrogante.

“Claro que quero ser como eles. Eles são lindos como lâminas forjadas em fogo divino. Vão viver para sempre. E Cardan é ainda mais bonito que o restante. Eu o odeio mais do que a todos os outros. Eu o odeio tanto que às vezes, quando olho para ele. Mal consigo respirar.”

Depois de um episódio em que Jude é completamente subjugada e humilhada por Cardan diante uma multidão, nossa protagonista desiste de controlar seu comportamento como boa moça e começa a revidar. Assim, a garota humana chama a atenção de outros membros da família real, incluindo o príncipe Dain - o escolhido para herdar a coroa do reino - e ele lhe oferece uma posição de poder em troca de habilidades que apenas humanos possuem. 

Outro detalhe interessante é que, diferente da maioria dos livros do gênero, em O Príncipe Cruel, Holly Black transporta o leitor para o Reino das Fadas ao invés de traze-las para o mundo humano. As fadas estão no controle e é uma garota humana que precisa se enquadrar em um mundo diferente do seu.

O Príncipe Cruel começa com uma leitura um pouco enrolada, mas com o desenvolvimento das tramas, as reviravoltas e a politicagem o leitor ganha velocidade e a leitura se torna mais fluida. Para quem não é fã narrativas em primeira pessoa, a visão inicial da Jude pode incomodar no início.

E como Locke disse para Jude: "Porque você é como uma historia que ainda não aconteceu. Porque quero ver o que vai fazer. Quero fazer parte do desenrolar da historia", há uma grande chance de eu ler a continuação, O Rei Perverso, para saber mais sobre a história de Jude e Cadan.

Dica da Ari: Não vá com muita sede ao pote hehe

Personagem favorito do livro: Jude 
Cena marcante: A cena em que Cadan humilha Jude.

Sinopse oficial:
Primeiro livro da mais nova série de Holly Black. Conheça a impressionante história de uma garota mortal que se vê presa em uma teia de intrigas reais.

Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles – lindos e imortais – e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das Fadas desprezam os humanos.

Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo... e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue.

Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino. Com personagens únicos, reviravoltas inesperadas, e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai deixar o leitor pedindo bis – querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo.

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[RESENHA] Os Pergaminhos Vermelhos da Magia (As Maldições Ancestrais #1), Cassandra Clare & Wesley Chu (Galera Record)


Título Original: The Red Scrolls of Magic (The Eldest Curses #1)
Título em Português: Os Pergaminhos Vermelhos da Magia (As Maldições Ancestrais #1)
Ano: 2019
Autor/Autora: Cassandra Clare & Wesley Chu
Tradutor/Tradutora: Ana Resende
Editora: Galera Record
Gêneros:Fantasia / Ficção / LGBT / GLS / Literatura Estrangeira
Páginas: 294
Papel: Off-white - Minion Pro, em corpo 11/14


O que motivou a leitura?
Declaro aqui, neste exato post e momento, meu amor fiel ao casal Malec =)

[RESENHA] - por Ariane
Os Pergaminhos Vermelhos da Magia foi a primeira leitura de 2020. Teria como começar melhor? Não! Definitivamente! Malec é um dos meus casais favoritos da vida e seria mais do que óbvio que eu passaria esse lançamento na frente de todos os outros livros (que neste exato instante estão me olhando com suas páginas julgadoras).

Deixando minha tara pelo casal principal de lado por algumas linhas, Os Pergaminhos Vermelhos da Magia é o primeiro livro de As Maldições Ancestrais, focada em Magnus Bane e Alexander Lightwood e começa com as férias Magnus e Alec entre Cidade de Vidro e Cidade dos Anjos Caídos.

A trama deste primeiro volume é bem simples e a verdade é que o verdadeiro vilão está bem na cara desde o começo. O mais encantador de tudo é poder retroceder um pouco e acompanhar o amadurecimento dos sentimentos e da relação de Magnus e Alec. Agora conhecemos os maiores medos e dores do feiticeiro, suas inseguranças diante de um novo amor que traz sentimentos diferentes de tudo já sentido antes. Lembro de - nos primeiros livros - achar Alec bastante inseguro com o relacionamento de ambos, mas após ler Os Pergaminhos Vermelhos da Magia percebi que ele não era o único portador de insegurança.

Além de presenciar novidades deste relacionamento, somos apresentados a história de um outro casal: Helen Blackthorn e Aline Penhallow! E, NOSSA! Elas são uma gracinha! Apesar de ambas terem uma presença muito mais marcante em Os Artifícios das Trevas, para pessoas que, assim como eu, leram Os Pergaminhos Vermelhos da Magia antes, tiveram uma experiência diferente ao presenciá-las junto a família Blackthorn.

Antes de nós ficarmos juntos — começou ele —, eu sentia muita raiva e magoava as pessoas porque eu sentia dor. Ser gentil quando você sente dor… é difícil. A maioria das pessoas se esforça para fazer isso em épocas melhores. O demônio que lançou aquele feitiço não poderia imaginar isso. Mas dentre todos aqueles vultos idênticos, uma pessoa hesitou na hora de machucar alguém, mesmo no momento de maior horror. Tinha que ser você.

O livro tem o equilíbrio perfeito entre o drama - que aborda temas importantes como o preconceito, aceitação e sexualidade -, a comédia e a ação (típica do mundo dos caçadores de sombra!). Os fãs do universo podem rever alguns de seus amados personagens e conhecer novas histórias. Já para os novos leitores, a história tem começo-meio-e-fim, mas é provável que não seja uma experiência completa se não houver um conhecimento prévio do universo!

Dica da Ari: 
Amem Magnus Bane e Alexander Lightwood, mas não esqueçam da Helen e da Aline <3

Personagem favorito do livro: Magnus, apesar de eu ter uma quedinha abissal pela Aline.
Cena marcante: Resgate Magnus Bane número 41545641569! =)

Sinopse oficial:
Tudo o que Magnus Bane queria era aproveitar suas férias pela Europa com Alec Lightwood, o Caçador de Sombras que, contra todas as probabilidades, finalmente é seu namorado. Mas assim que os dois se instalam em Paris, uma velha amiga chega com notícias sobre um culto de adoração a demônios chamado A Mão Escarlate, que está empenhado em causar o caos em todo o mundo – um culto que, aparentemente, foi fundado pelo próprio Magnus, anos atrás. Agora, Magnus e Alec vão percorrer o continente europeu para rastrear A Mão Escarlate e seu novo e ilusório líder antes que o culto cause ainda mais danos. Como se não fosse suficientemente ruim que suas férias românticas tivessem sido desviadas do trajeto original, os demônios agora estão perseguindo todos os seus passos, e está se tornando cada vez mais difícil distinguir amigos de inimigos. À medida que sua busca por respostas se torna cada vez mais complexa, Magnus e Alec precisarão confiar um no outro mais do que nunca - mesmo que isso signifique revelar os segredos que ambos mantêm.

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[RESENHA] Algum dia, David Levithan (Galera Record)


Título Original: Someday (Every day #3)
Título em Português: Algum dia
Ano: 2019
Autor/Autora: David Levithan
Tradutor/Tradutora: Ana Resende
Editora: Galera Record
Gêneros: Fantasia / Ficção / Jovem adulto / Literatura Estrangeira / Romance
Páginas: 266
Papel: Off-white


O que motivou a leitura?
Eu me apaixonei por A em Todo Dia, li Outro Dia no Kindle e no mesmo instante em que a pré-venda de Algum Dia começou, fiz o pedido!

[RESENHA] - por Ariane
Algum dia veio para concluir a maravilhosa narrativa de David Levithan; ou será que não?

Depois de se apaixonar por Rhiannon e tornar a vida dela uma bagunça homérica, A resolve desaparecer, mas depois de tudo que viveu com A, Rhiannon não pode simplesmente esquecer e seguir sua vida com a pessoa escolhida por A.

Em Todo Dia temos a visão de A desse relacionamento e em Outro Dia temos a visão de Rhiannon. E agora em Algum Dia somos capazes de acessar as memórias e pensamentos de ambos os personagens e mais, conhecemos outros seres como A! Como essas pessoas vivem? Como cada um vive com em seu pequeno dilema e como lida com a troca de corpos todos os dias?

Esses novos personagens acabaram me marcando mais do que os protagonistas nessa terceira leitura. A narrativa Helmut foi uma das que mais me impressionou. Gostaria de ter lido mais sobre sua vida.

A única pessoa que pode me perdoar é a pessoa que não posso deixar livre.

Essa troca de narradores, apesar de não ser confusa, foi um dos pontos em que eu menos curti. Simplesmente porque pareceu que o autor quis apenas despejar outros seres como A, mas seu limite de páginas o impediu de desenvolver cada um deles (e foram muitos).

Outra personagem que me chamou a atenção foi Mona e, pelas poucas linhas contadas por ela, podemos imaginar que tipo de vida teve e como escolheu vivê-la. Suas palavras e sua forma de pensar aqueceram meu coração e me vi refletindo junto com ela.

É claro que, enquanto outros personagens aparecem, temos o confronto de A e X e agora as intenções deste são claras. A maneira como X decidiu viver sua vida... Bem, não posso condená-lo. Em alguns pontos cheguei a concordar com ele.

Mais uma vez David Levithan conseguiu desenvolver uma história em que o amor é apenas isso: amor. Sem precisar de mais. 

O que estou aprendendo é que o coração tem capacidade de amar muitas pessoas. Eu costumava achar que tinha de dar isso a apenas uma pessoa e nunca guardar amor algum para mim mesma. Mas como eu estava errada.


Dica da Ari: Todo dia é o melhor livro da trilogia, definitivamente. A maioria das pessoas não gosta de Outro dia. Algum dia foi uma conclusão previsível, mas não me fez desgostar dela!

Personagem favorito do livro: Em toda a trilogia, meu personagem favorito foi A.
Cena marcante: O capítulo da Mona!

Sinopse oficial: Desde que A consegue se lembrar, a vida significa acordar no corpo de uma pessoa diferente todos os dias, vivendo assim por 24 horas. Sem poder escolher onde será a próxima manhã.
Se apaixonar por Rhiannon não estava em seus planos, mas foi inevitável. Tentando fugir desse amor impossível, A desaparece, acreditando que será o melhor para o casal. Mas as lembranças ainda estão impressas em Rhiannon e não existe um dia em que a garota não sinta saudades.
Enquanto isso, A continua com o coração partido, acreditando ser a única pessoa no mundo que troca de corpo todos os dias. Mas A estava errado. Há outros. X está à sua procura e não medirá esforços até conseguir um encontro. X alega querer apenas conversar, mas será que suas intenções são só essas? Será que X tem as respostas que A tanto busca? Mas a que preço?
Muito mais do que uma história de amor, "Algum Dia" narra as múltiplas vivências de A, ora como um adolescente vitima de bullying, ora como um garoto lutando contra a pobreza, para falar da importância da empatia e tocar em uma profunda questão filosófica: o que nos torna humanos?

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[RESENHA] Desaparecidos em Luz da Lua, Christelle Dabos (Morro Branco)


Título Original: Les Disparus du Clairdelune (La Passe-Miroir, #2)
Título em Português: Desaparecidos em Luz da Lua (A Passa-Espelhos # 2)
Ano: 2019
Autor/Autora: Christelle Dabos
Tradutor/Tradutora: Sofia Soter
Editora: Morro Branco
Gêneros: Jovem Adulto / Ficção / Literatura Estrangeira / Fantasia
Páginas: 480
Papel: 


O que motivou a leitura?
=) Continuação de Os Noivos do Inverno

[RESENHA] - por Ariane
Depois de receber as primeiras chaves para o mundo criado por Christelle Dabos, estamos prestes a descobrir mais sobre a corte da Arca do Polo. Nossa adorável animista Ophélie está muito consciente dos perigos em seu novo lar e das ilusões que a cercam, mas agora ela está na mira do Espírito Familiar, Farouk.

Promovida a vice-contista e posteriormente a grã-leitora familiar, Ophélie precisa ajudar a desvendar os misteriosos desaparecimentos em Luz da Luz que parecem estar ligados ao livro do Espírito Familiar. Além das ameaças, mentiras e jogos políticos, a família da animista desembarca no Polo para o casamento e ela precisa achar uma forma de mantê-los em segurança.

Em Desaparecidos em Luz da Lua conhecemos mais sobre o Espírito Familiar do Polo, seu passado e o quanto sua falta de memória é perturbadora. Farouk quer entender seu livro e a si mesmo e para isso pressiona Ophélie para ajudá-lo. Acontece que Thorn está fazendo o possível e o impossível para proteger sua noiva das garras da corte e do Espírito Familiar.

Gente! Que livro foi esse! Confesso que neste segundo livro Thorn me encantou bastante! O relacionamento entre Ophélie e ele cresceu bastante e a maneira como o Intendente demostra carinho pela animista é bizarramente encantador. Apesar de ter gostado do primeiro livro, Noivos do Inverno, ele foi meio morno... Agora... Desaparecidos em Luz da Lua... WOW!

Conhecemos mais sobre as intrigas de cada clã do Polo, sobre os membros de cada clã, seus medos, suas fraquezas e suas motivações! O amadurecimento de Ophélie, de seu relacionamento com Thorn e com sua família tornou esse segundo volume extremamente instigante! A Morro Branco pode mandar o terceiro volume, La Mémoire de Babel (título original, sem tradução para o português até o momento), que a ansiedade já está a mil!!


Sinopse oficial: 

Quando Ophélie é promovida a vice-contista, ela se vê inesperadamente jogada aos holofotes e escrutínio da corte. Seu dom, a habilidade de ler a história secreta dos objetos, é descoberto por todos, e não há maior ameaça aos nefastos habitantes de seu novo lar gélido do que isso.



Sob os arcos dourados da capital do Polo, ela descobre que a única pessoa em que talvez possa confiar é Thorn, seu enigmático e frio noivo. À medida que influentes pessoas da corte começam a desaparecer, Ophélie se encontra novamente envolvida em uma investigação que a levará além das muitas ilusões do Polo e a uma temível verdade.

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[RESENHA] Ordem Vermelha - Filhos da Degradação, Felipe Castilho (Intrínseca)


Título em Português: Ordem Vermelha - Filhos da Degradação
Ano: 2017
Autor/Autora: Felipe Castilho
Editora: Intrínseca
Gêneros: Fantasia / Ficção / Literatura Brasileira
Páginas: 448
Papel: Pólen soft 70g/m²
Sinopse oficial: Você destruiria seu mundo em nome da verdade?
A última região habitada do mundo, Untherak, é povoada por humanos, anões e gigantes, sinfos, kaorshs e gnolls. Nela, a deusa Una reina soberana, lembrando a todos a missão maior de suas vidas: servir a Ela sem questionamentos. No entanto, um pequeno grupo de rebeldes, liderado por uma figura misteriosa, está disposto a tudo para tirá-la do trono.
Com essa fagulha de esperança, mais indivíduos se unem à causa e mostram a Una que seus dias talvez estejam contados. Um grupo instável e heterogêneo que precisará resolver suas diferenças a fim não só de desvendar os segredos de Untherak, mas também enfrentar seu mais terrível guardião, o General Proghon, e preparar-se para a possibilidade de um futuro totalmente desconhecido. Se uma deusa cai, o que vem depois?
Ordem Vermelha: Filhos da Degradação é o preâmbulo da jornada de quatro improváveis heróis lutando pela liberdade de um povo, um épico sobre resistir à opressão, sobre lutar contra o status quo e construir bravamente o próprio destino. Porta de entrada para um novo mundo com inspirações de fantasia medieval, personagens marcantes e uma narrativa que salta das páginas a cada vila, ruela e beco de Untherak. 

O que motivou a leitura?
Estava muito interessada em ler esse livro depois de ver vários vídeos do GeekFreak e acabou que acabei ganhando o livro de um amigo. Agradecimentos especiais ao Dennis5 do Republika Pop =)

[RESENHA] - por Ariane
Chegamos até aqui porque não temos medo de rastejar [...]. É isso o que acontece quando se é forçado contra o chão por tanto tempo. Aprendemos a não temê-lo

Para começar eu adoro (MUITO) fantasia cheia de povos diferentes e saber que autores brasileiros tem escrito muito sobre isso e andam criando novos universos é meio U.A.U pra mim! Em Ordem Vermelha - Filhos da Degradação vamos acompanhar a aventura principalmente do ponto de vista do garoto Aelian, nosso protagonista humano.

Aelian vive em Untherak, a cidade que abriga - humanos, anões, kaorshs, sifos, gigantes e gnolls -, o que sobrou da civilização e é comandada pela Deusa Una, seu general Proghon e seu exército e um grupo misterioso chamado Centípede. Após anos servindo (e vivendo) em um poleiro, Aelian se tornou um exímio escalador e também aprendeu a ler e escrever sem que os outros soubessem.

Assim, eles decidiram tornar-se algo novo, sem falhas. Assim, eles decidiram tornar-se um só. Assim, surgiu a deusa de seis faces, a deusa Una. 

Una governa Untherak há mil anos e para manter-se no poder a deusa mantém as múltiplas raças sob um rigoroso regime de opressão, pobreza e escravidão sob o pretexto da insatisfação e guerra criadas por seus antepassados e àqueles que a desafiassem estariam confinando a si e a seus descendentes à escravidão.

Após alguns anos, Una decide realizar Festival da Morte (uma espécie de espetáculo como os que eram realizados no Coliseu) novamente - o mesmo não ocorria desde a morte do pai de Aelian quando ele era pequeno - e nosso protagonista decide ajudar as participantes kaorshs para que elas não percam a vida como seu pai.

E este ato acaba desencadeando uma série de acontecimentos que o levam a ingressar em um grupo muito incomum que começa a tramar contra a deusa e seu regime. Seu líder é Aparição, sem nome, gênero ou qualquer coisa que possa identificá-la, Aparição usa uma capa vermelha - cor proibida em Untherak - e ela é o o pivô de toda a revolução; Raazi, uma kaorsh que ao lado da esposa resolve participar do Festival da Morte, Aelian, falcoeiro; Harun, um anão que costumava vigiar as celas do poleiro e também Ziggy, um sinfo.
Nós somos as fagulhas que darão início à fogueira. Talvez o vento nos sopre para longe, talvez possamos iniciar um incêndio. – Ela Segurou o rosto da esposa nas mãos. O Calor entre as duas era muito mais poderoso que aquele que obliterava seu antigo lar. – Como fagulhas, o que fazemos de melhor é brilhar. Queimar.

Gostaria de deixar claro que esse livro consumiu muito mais tempo do que o normal para terminar. A verdade é que em muitos aspectos ele foi bem lento, mas não chato (que fique claro). Por se tratar de um universo totalmente novo, acredito que o leitor leve algum tempo para conseguir submergir e interagir com os personagens, entender o que está acontecendo e o porquê. Não foi uma leitura fácil, mas foi mágica! Felipe Castilho foi excepcional na criação do universo de Ordem Vermelha e de cada um de seus personagens.

Cada um dos membros do grupo de Aparição são muito bem construídos e é possível que o leitor se sinta também como um membro do grupo; além disso, o autor também lapidou muito bem o/a vilão(ã)/antagonista.

Já quando estava para o final do livro que pude perceber o quão imersa eu estava: na última página - literalmente - cai para trás. Prendi a respiração e pensei: cadê o próximo livro?

O que posso dizer com certeza é: não se deixe intimidar pelas 440 páginas. A diagramação da Intrínseca proporciona uma leitura tranquila; e apesar de lenta, a narrativa é construída apenas com um nível de detalhes e descrições necessárias para a ambientalização do leitor. Vale a pena cada minuto da leitura!!

Personagem favorito do livro: Curto bastante a Raazi, mas confesso que me apaixonei muito pelo Ziggy!
Cena marcante: Gostaria de dizer que nesse livro mais de uma cena me chocou, mas a última me deixou um pouco mais chocada-horrorizada do que as demais! =)

Onde comprar?
- AMAZON
- Livraria Martins Fontes
- Livraria Saraiva

[RESENHA] Os Noivos do Inverno, Christelle Dabos (Morro Branco)


Título Original: Les Fiancés de l'Hiver  (La Passe-Miroir #1)
Título em Português: Os Noivos do Inverno
Ano: 2018
Autor/Autora: Christelle Dabos
Tradutor/Tradutora: Sofia Soter
Editora: Morro Branco
Gêneros: Jovem Adulto / Ficção / Literatura Estrangeira / Fantasia
Páginas: 416
Papel: 
Sinopse oficial: Vencedor do Grand Prix de l’Imaginaire.
Honesta e cabeça-dura, Ophélie não se importa com as aparências. Mas, por baixo de seus óculos de aros largos e cachecol desgastado, a garota esconde poderes únicos: ela pode ler o passado dos objetos e atravessar espelhos. A vida tranquila que leva em Anima se transforma quando Ophélie é prometida em casamento à Thorn, herdeiro de um distante e poderoso clã. 
Agora, ela terá que deixar para trás tudo o que conhece e seguir seu noivo até Cidade Celeste, a capital flutuante de uma gelada arca conhecida como Polo. Ali, o perigo espreita em cada esquina, e não se pode confiar em ninguém. Sem se dar conta, Ophélie torna-se um peão em um jogo político mortal, capaz de mudar tudo para sempre

O que motivou a leitura?
Não vou negar nem por um minuto que comprei pela capa. A resenha ajudou um pouquinho =)

[RESENHA] - por Ariane


O mundo está dividido em duas Arcas: Amina, que tem Ártemis como Espírito Familiar e Polo, que tem Faouk como Espírito Familiar e foram esses espíritos familiares que deram origem à toda a população de suas respectivas arcas.

Nossa protagonista é Ophélie, uma jovem introvertida e desastrata que vive em Amina. Sem grandes ambições, mas como uma animista com poderes mágicos, Ophélie é uma leitora, ou seja, ela é capaz de ler a história de qualquer objeto que toca, além de conseguir atravessar espelhos, podendo ir de um ambiente ao outro através deles!

Passar por espelhos exige enfrentar a si mesmo. É preciso ter estômago, sabe, para se olhar bem nos olhos, se ver como é, mergulhar no próprio reflexo.

Após recusar se casar duas vezes com membros de sua arca, Ophélie se vê em um casamento arranjado com Thorn, do Polo, e precisa deixar sua vida e sua família para acompanhar o marido de volta a sua cidade natal. O que Ophélie e sua tia (e dama de companhia) não esperavam é que Thor é um filho bastardo odiado por praticamente todos no Polo; e conforme ela conhece a Cidade Celeste e seus habitantes, descobre que para sobreviver, precisa contar com todos os seus poderes e das pessoas dispostas a ajudá-la.

Você não foi criada para o lugar ao qual estou te levando.

Confesso que esperava o livro clichê de sempre: um casamento arranjado, uma moça e um rapaz que passam por várias dificuldades e acabam se apaixonando em algum momento. Completamente enganada. A história de Christelle Dabos não se desenrola com a facilidade de sempre, pelo contrário: a leitura é lenta, cheia de descrição de ambiente e de personagens, o que pode ser bem difícil para algumas pessoas.

Demorei muito (muito mesmo) pra conseguir me familiarizar e começar a gostar da história, mas depois de se acostumar com a escrita, a leitura se tornou mais rápida. Outra questão importante é que Christelle deixou várias pontas soltas, o que meio que nos obriga a ler a continuação (claro, se você tiver vontade).

No geral, curti o livro e pretendo ler a continuação!


Personagem favorito do livro: O cachecol... definitivamente o cachecol!
Cena marcante: A cena da Ophélie "invadindo" a biblioteca!

Onde comprar?

[RESENHA] Meio Rei (Mar Despedaçado #1), Joe Abercrombie (Arqueiro)


Título Original: Half a King (Shattered Sea #1)
Título em Português: Meio Rei (Mar Despedaçado #1)
Ano: 2016
Autor/Autora: Joe Abercrombie 
Tradutor/Tradutora: Alves Calado
Editora: Arqueiro
Gêneros: Fantasia / Ficção
Páginas: 288
Papel: 
Sinopse oficial: Ganhador do prêmio Locus, Meio rei foi considerado, em 2014, uma das 5 melhores obras de fantasia pelo The Washington Post e um dos 10 melhores livros para jovens pela Time.

Jurei vingar a morte do meu pai. Posso até ser meio homem, mas sou capaz de fazer um juramento por inteiro.

Filho caçula do rei Uthrik, Yarvi nasceu com a mão deformada e sempre foi considerado fraco pela família. Num mundo em que as leis são ditadas por pessoas de braço forte e coração frio, ser incapaz de brandir uma espada ou portar um escudo é o pior defeito de um homem.

Mas o que falta a Yarvi em força física lhe sobra em inteligência. Por isso ele estuda para ser ministro e, pelo resto da vida, curar e aconselhar. Ou pelo menos era o que ele pensava.

Certa noite, o jovem recebe a notícia de que o pai e o irmão mais velho foram assassinados e não lhe resta escolha a não ser assumir o trono. De uma hora para outra, ele precisa endurecer para vingar as duas mortes. E logo sua jornada o lança numa saga de crueldade e amargura, traição e cinismo, em que as decisões de Yarvi determinarão o destino do reino e de todo o povo.

Joe Abercrombie nos apresenta um protagonista surpreendente, numa história de percalços e amadurecimento que abre a trilogia Mar Despedaçado

O que motivou a leitura?
Encontrei esse livro enquanto fuçava pelo Skoob (não façam isso, crianças!) e deixei marcado para comprá-lo em alguma promoção da vida. Me interessei bastante pela sinopse (a capa original é bem mais bonita!)~  Acabei comprando na Black Friday!

[RESENHA] - por Ariane
Após um livro de 600 páginas (Nevernight - RESENHA), nada melhor que um bom e ótimo livro de 280, certo? Certo! E continuando no mundo da fantasia!!

Eu não tinha lido nada de antes, mas pesquisando um pouco para saber o que outras pessoas acharam de Meio Rei, descobri outros títulos interessantes de Joe Abercrombie e também um pouco mais sobre sua forma de escrita. Não foi surpresa para mim que Meio Rei esteja enquadrado na categoria de Jovem Adulto (YA), é bem fácil se identificar com Yarvi em diversos momentos ao longo da narrativa.

Nosso protagonista é o filho mais novo do Rei de Gettland, Uthrik, e como diz a sinopse, ele possui uma deficiencia física em uma das mãos, o que o torna um homem incompleto, uma vez que ele jamais será capaz de portar uma espada e um escudo e assim não poderá guerrear.

Deste modo, Yarvi se torna uma criança amargurada por causa de sua condição. Desejando fugir de sua família e de sua posição na corte, ele decide se tornar Ministro - uma espécie de conselheiro do Rei - e para isso ele precisa estudar e saber sobre tudo, desde história até ervas e venenos.

O Sábio espera por seu momento, mas nunca o deixa passar.

Quando seu pai e seu irmão são assassinados em uma emboscada, Yarvi precisa assumir o trono e o legado de sua família. Contudo, parece que nenhum de seus aliados ou mesmo seus subordinados e seu reino confiam nele para governar. Diante da sede de vingança, sua mãe, a Rainha Dourada, Laithlin, e seu tio, declaram Yarvi rei e fazem-no jurar vingança aos assassinos. E para cumprir sua promessa, ele viaja para cumpri-la.

O aço é sempre a resposta… O aço não elogia nem faz acordos. O aço não mente.

Joe Abercrombie nos apresenta uma história ágil; ele não perde tempo e só detalha o que é extremamente necessário para que o leitor possa se situar. Com o início da narrativa bem acelerado, logo o leitor cai de cara na primeira grande reviravolta do livro (sério, eu fiquei O QUÊÊÊ??) e a partir deste ponto acompanhamos o protagonista em sua nova jornada. 

Yarvi é um herói que sofre bastante, mas durante todo o trajeto o leitor acompanha seu amadurecimento como pessoa e como Rei. Um garoto que no início vivia se escondendo, se rebaixando e pedindo desculpas por coisas que iam além de seu controle, agora usa sua inteligência e todas as armas e pessoas a sua disposição para atingir seu objetivo.

Um bom rei sacrifica tudo para vencer e esfaqueia quem for preciso, como puder. O grande guerreiro é o que ainda respira quando os corvos se refestelam. Um grande rei é o que observa as carcaças dos inimigos queimarem.

Além disso, Yarvi precisa aprender a lidar com as conseqüências de cada uma de suas terríveis escolhas no caminho que escolheu trilhar e continuar tomando-as sem fraquejar. Com os ensinamentos de mãe Gundring - sua mentora na arte do Ministério - e da Rainha sempre na hora certa, ele se torna alguém que faz o que tem que fazer.

Acompanhar seu amadurecimento em 280 é um processo interessante e ao mesmo tempo limitado. Joe Abercrombie foca praticamente toda a narrativa no garoto, então não temos acesso aos demais personagens (e alguns deles parecem ter histórias tão interessantes quanto). Com seu início engenhoso, o autor transforma uma premissa batida - do herdeiro que jura vingança pelos familiares assassinados - em um desfecho imprevisível.

O sábio espera por seu momento, mas nunca o deixa passar.


Meio Rei é um livro rápido e fluído. Se você estiver esperando uma fantasia cheia de detalhes e descrições, esqueça. Caso contrário, não perca tempo! É uma ótima pedida para uma leitura de um dia (ou para colocar na TBR de alguma maratona!)! Não achei o livro incrível e absoluto, mas bem agradável. E estou bem curiosa para ler a continuação =)

Personagem favorito do livro: Sumael.
Cena marcante: Quando Yarvi rema pela primeira vez.

Onde comprar?