Agora é hora de reverenciar O Piso-Rouxinol, o primeiro volume da lendária Saga Otori, escrito por Lian Hearn e publicado no Brasil em 2002 pela Martins Fontes — um verdadeiro tesouro literário e um dos seus livros do coração. Com sua temática japonesa delicadamente trabalhada, personagens inesquecíveis e uma ambientação que beira o poético, essa resenha será um tributo à obra que me marcou profundamente.
[RESENHA] Os Melhores Contos de Fadas Celtas (Coleção Áurea - Especial Contos de Fadas) (Wish)
Quando falamos da Editora Wish, a primeira coisa que vem à mente é: excelência. E com Os Melhores Contos de Fadas Celtas, parte da belíssima Coleção Áurea, não é diferente. Esta edição é um espetáculo visual — capa dura, diagramação impecável, imagens belíssimas e um cuidado editorial que salta aos olhos. É daquelas obras que merecem lugar de destaque na estante (e que você mostra pros amigos com orgulho).
Mas quando a gente passa da estética para o conteúdo, a experiência de leitura se torna um pouco mais... complexa. Os contos aqui reunidos têm grande importância histórica e cultural — são fragmentos do imaginário celta, carregados de simbolismo, magia e sabedoria ancestral. Mas também são repetitivos e às vezes cansativos.
Um livro mais pra degustar aos poucos do que pra devorar de uma vez. E honestamente? A introdução me pegou mais do que muitos dos contos em si.
[COMENTANDO LEITURAS] I'll Be The Matriarch In This Life, Kim Roah
I'll Be The Matriarch In This Life
[RESENHA] O Portador da Espada (#1), Cassandra Clare (Galera Record)
Se tem uma autora que sempre mora no meu coração literário, é a Cassandra Clare. A saga Instrumentos Mortais foi uma febre na minha vida — personagens marcantes, tramas que me devoravam, e um universo mágico que parecia um lar. Então quando O Portador da Espada foi anunciado como o início de uma nova série épica de fantasia, eu corri para comprar. 724 páginas de Cassandra? Pode mandar.
Mas... a leitura foi mais lenta do que o esperado. Não ruim, mas arrastada. Sabe quando você não consegue se apaixonar por ninguém, mesmo tentando? Levei 15 dias pra terminar o livro — e terminei mais com um suspiro de “ufa” do que de “UAU”.
Ainda assim, não perdi a esperança. Porque Cassandra já me fez me apaixonar antes, e quem sabe esse universo novo só precise de mais tempo pra florescer?
[COMENTANDO LEITURAS] How to Get My Husband on My Side, Siru
How to Get My Husband on My Side
[RESENHA] Nós Fazemos o Mundo, N.K. Jemisin (Suma)
Quando terminei Nós Somos a Cidade, o primeiro volume da duologia Grandes Cidades, eu estava em puro êxtase literário. Aquele livro foi um dos meus favoritos da vida — uma mistura ousada de urban fantasy, crítica social e magia cósmica que me deixou obcecada pelo universo que a Jemisin criou. E quando chegou Nós Fazemos o Mundo, publicado no Brasil em 2023 pela Editora Suma, minhas expectativas estavam lá no topo do Empire State.
Mas aí veio a leitura. E apesar de ser um bom livro, com ideias brilhantes e personagens que ainda me emocionam, algo ficou corrido demais. Parecia que Jemisin, essa autora que eu amo tanto que compro tudo que sai no Brasil, estava tentando dar conta de encerrar a história com pressa. E sim, no final do livro ela explica um pouco do porquê. Ainda assim... fiquei com aquele gostinho de queria mais. 🥺
[COMENTANDO LEITURAS] Under the Oak Tree, de Kim Soo-ji
Under the Oak Tree
[RESENHA] Meia Guerra (Mar Despedaçado # 3), Joe Abercrombie (Arqueiro)
Meia Guerra marca o desfecho da trilogia Mar Despedaçado, escrita por Joe Abercrombie e publicada no Brasil pela Editora Arqueiro. Lançado originalmente em 2018 no Brasil, o livro chega para encerrar uma saga que mistura fantasia política, personagens carismáticos, alianças frágeis e traições inteligentes — tudo naquele tom inconfundível de Abercrombie: brutal, sarcástico e humano até o osso.
Depois de acompanharmos Yarvi no primeiro livro (Meia-Rei), e Thorn Bathu (maravilhosa!) no segundo (Meia-Mundo), chegamos agora à jornada de Skara, uma princesa jogada no jogo de poder de um mundo brutal. Mas... será que ela sobrevive ao tabuleiro?
[RESENHA] O Rei da Terra do Nunca, de Nikki St. Crowe (Universo dos Livros)
Você já se perguntou o que aconteceria se Peter Pan fosse reimaginado como um bad boy sombrio, sensual e completamente insaciável? É exatamente essa a proposta de O Rei da Terra do Nunca, primeiro volume da série Vicious Lost Boys, escrita por Nikki St. Crowe.
Publicado em 2022, esse livro faz parte da febre do dark romance erótico que mistura contos de fadas com muito desejo, tensão sexual e personagens moralmente duvidosos. Se você está esperando uma releitura encantadora do clássico infantil... melhor ajustar suas expectativas. Aqui, Peter não salva ninguém — ele devora.
Mas será que a história entrega mais do que um elenco bonito em situações calientes?
[COMENTÁRIOS] Serpentário, Felipe Castilho (Intrínseca)
Ano: 2019
[RESENHA] O Príncipe Cruel (O Povo do Ar #1), Holly Black (Galera Record)
"Se eu não posso ser melhor do que eles, vou me tornar algo muito pior".
“Claro que quero ser como eles. Eles são lindos como lâminas forjadas em fogo divino. Vão viver para sempre. E Cardan é ainda mais bonito que o restante. Eu o odeio mais do que a todos os outros. Eu o odeio tanto que às vezes, quando olho para ele. Mal consigo respirar.”
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[RESENHA] Os Pergaminhos Vermelhos da Magia (As Maldições Ancestrais #1), Cassandra Clare & Wesley Chu (Galera Record)
Antes de nós ficarmos juntos — começou ele —, eu sentia muita raiva e magoava as pessoas porque eu sentia dor. Ser gentil quando você sente dor… é difícil. A maioria das pessoas se esforça para fazer isso em épocas melhores. O demônio que lançou aquele feitiço não poderia imaginar isso. Mas dentre todos aqueles vultos idênticos, uma pessoa hesitou na hora de machucar alguém, mesmo no momento de maior horror. Tinha que ser você.
[RESENHA] Algum dia, David Levithan (Galera Record)
A única pessoa que pode me perdoar é a pessoa que não posso deixar livre.
O que estou aprendendo é que o coração tem capacidade de amar muitas pessoas. Eu costumava achar que tinha de dar isso a apenas uma pessoa e nunca guardar amor algum para mim mesma. Mas como eu estava errada.
[RESENHA] Desaparecidos em Luz da Lua, Christelle Dabos (Morro Branco)
Título Original: Les Disparus du Clairdelune (La Passe-Miroir, #2)
Título em Português: Desaparecidos em Luz da Lua (A Passa-Espelhos # 2)
Conhecemos mais sobre as intrigas de cada clã do Polo, sobre os membros de cada clã, seus medos, suas fraquezas e suas motivações! O amadurecimento de Ophélie, de seu relacionamento com Thorn e com sua família tornou esse segundo volume extremamente instigante! A Morro Branco pode mandar o terceiro volume, La Mémoire de Babel (título original, sem tradução para o português até o momento), que a ansiedade já está a mil!!
[RESENHA] Ordem Vermelha - Filhos da Degradação, Felipe Castilho (Intrínseca)
Chegamos até aqui porque não temos medo de rastejar [...]. É isso o que acontece quando se é forçado contra o chão por tanto tempo. Aprendemos a não temê-lo
Assim, eles decidiram tornar-se algo novo, sem falhas. Assim, eles decidiram tornar-se um só. Assim, surgiu a deusa de seis faces, a deusa Una.
Nós somos as fagulhas que darão início à fogueira. Talvez o vento nos sopre para longe, talvez possamos iniciar um incêndio. – Ela Segurou o rosto da esposa nas mãos. O Calor entre as duas era muito mais poderoso que aquele que obliterava seu antigo lar. – Como fagulhas, o que fazemos de melhor é brilhar. Queimar.
- Livraria Martins Fontes
- Livraria Saraiva
[RESENHA] Os Noivos do Inverno, Christelle Dabos (Morro Branco)
Título Original: Les Fiancés de l'Hiver (La Passe-Miroir #1)
Título em Português: Os Noivos do Inverno
Passar por espelhos exige enfrentar a si mesmo. É preciso ter estômago, sabe, para se olhar bem nos olhos, se ver como é, mergulhar no próprio reflexo.
Você não foi criada para o lugar ao qual estou te levando.
[RESENHA] Meio Rei (Mar Despedaçado #1), Joe Abercrombie (Arqueiro)
O Sábio espera por seu momento, mas nunca o deixa passar.
O aço é sempre a resposta… O aço não elogia nem faz acordos. O aço não mente.
Um bom rei sacrifica tudo para vencer e esfaqueia quem for preciso, como puder. O grande guerreiro é o que ainda respira quando os corvos se refestelam. Um grande rei é o que observa as carcaças dos inimigos queimarem.
O sábio espera por seu momento, mas nunca o deixa passar.



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