Ler A Droga da Obediência na pré-adolescência foi um daqueles momentos decisivos: pela primeira vez eu me senti fisgoneando um mistério de verdade, junto com um grupo de amigos improváveis. Publicado em 1984, o livro abriu as portas para a série Os Karas — quatro volumes de muita aventura, investigação e um pouquinho de piração — e continua sendo uma excelente porta de entrada para jovens leitores.
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[RESENHA] Filhos da Lua - O Legado, Marcella Rossetti (AVEC)
By Ari 17:39
2016, AVEC, Aventura, Fantasia, Ficção, Infantojuvenil, Jovem adulto, Literatura Brasileira, Marcella Rossetti, Romance No comments
Ano: 2016
Autor/Autora: Marcella Rossetti
Editora: AVEC
Gêneros: Aventura / Fantasia / Ficção / Infantojuvenil / Jovem adulto / Literatura Brasileira / Romance
Páginas: 488
Papel:
Sinopse oficial: Você consegue imaginar que a vida que te ensinaram a viver pode não ser aquela para a qual nasceu? Que tudo o que acredita pode não ser inteiramente verdade? E que existem criaturas conhecidas como trocadores de pele vivendo entre nós? Em Filhos da Lua: o Legado, você descobre um novo universo de fantasia urbana, tendo como cenário o nosso país. A autora apresenta uma aventura cheia de mistérios cuja personagem principal é Bianca, uma adolescente que não imagina que sua chegada na cidade desencadearia uma série de acontecimentos capazes de transformar completamente a sua vida e revelar os segredos de um perigoso mundo.
O que motivou a leitura?
Conheci a Marcella no WPF (AQUI) e fiquei bem interessada quando ela me contou sobre a história do livro. =) Acabei comprando com ela. Enrolei pra caramba, mas consegui ler tudo e terminei há algumas semanas!
[RESENHA] - por Ariane
Bianca mora com a meia-irmã, Laura, desde o assassinato dos pais quando ela era pequena. Traumatizada por ter presenciado a morte deles, Bia só consegue lembrar de ter visto um monstro de olhos amarelos que os médicos juram ser fruto de sua imaginação. Apesar de todos os remédios e sessões com psicólogos e psiquiatras, Bianca sofre com os pesadelos e as crises de sonambulismo. Além disso, por causa do trabalho da irmã, elas vivem mudando de cidade, o que torna impossível fazer boas amizades.
E isso tudo dura até que Laura é convidada para um trabalho em Santos (isso mesmo, toda a história se passa no Brasil!!) e Bianca conhece Lucas e seus amigos na escola. Encantada pelo menino mais bonito e popular da escola (clichê =P), ela não resiste em aceitar o convite dele para a balada de re-inauguração do Barba Azul.
Nessa balada que tudo muda: Bianca presencia uma tragédia que beira o inexplicável, pelo pelos para nós, reles mortais, e acaba envolvida em um mundo que só fazia parte das histórias de terror! Bia descobre que lobisomens, ou trocadores de pele - como eles preferem ser chamados -, existem sim e ela é um deles! Diante de uma nova realidade, Bia se vê frente a frente com seu pior pesadelo, cercada por pessoas estranhas que esperam que ela aprenda a usar seus dons - os dons de uma raça extinta : os farejadores - para ajudá-los em sua Causa.
Tanto os personagens quanto os cenários e a ambientalização foram muito bem construídos. No início, precisei usar bastante o Glossário de Termos que a autora colocou no final do livro, principalmente para me familiarizar com as raças e a capacidade de cada um, então até a metade da história - mais ou menos - sofri um pouco, mas depois que 'engatei' foi uma leitura bem tranquila.
"Acho que proteção é o princípio mais puro de toda a nossa sociedade, Bia. Nós vivemos e morremos por essa ideia."
A Marcella conseguiu escrever cenas de ação na medida certa! Normalmente nas cenas de ação tenho mais dificuldade de imaginar como as coisas estão ocorrendo, o que não foi o caso durante essa leitura. Outro ponto interessante foi que ela conseguiu construir um universo digno de autoras de sucesso internacional e traze-lo para o Brasil. Então, se você é um leitor de fantasia e que gosta de conhecer novos universos, Filhos da Lua é uma ótima pedida!
Já ansiosa para a continuação!!
Personagem favorito do livro: Julian, seu lindo! <3
Cena marcante: A cena da Bia enfrentando a Manuela! Nossa!! Essa cena foi demais!!
Onde comprar?
[RESENHA] A Página em Chamas (A Biblioteca Invisível #3), Genevieve Cogman (Morro Branco)
By Ari 18:16
2018, A Biblioteca Invisível, A Página em Chamas, Ana Death Duarte, Aventura, Fantasia, Ficção científica, Genevieve Cogman, Jovem adulto, Literatura Estrangeira, Morro Branco, Romance No comments
Título em Português: A Página em Chamas (A Biblioteca Invisível #3)
Ano: 2018
Autor/Autora: Genevieve Cogman
Tradutor/Tradutora: Ana Death Duarte
Editora: Morro Branco
Gêneros: Aventura / Fantasia / Ficção científica / Jovem adulto / Literatura Estrangeira
Páginas: 416
Papel:
Sinopse oficial: A espiã bibliotecária Irene tem padrões profissionais a manter. Padrões que definitivamente não incluem fugas precipitadas de um prédio em chamas. Mas, quando a porta de entrada para seu centro de operações se recusa a abrir, é preciso improvisar.
Depois de fugir de uma França Revolucionária montada em um dragão, Irene descobre que não é a única enfrentando sérios problemas: em vários mundos, o mau funcionamento dos portais que levam à Biblioteca criou um verdadeiro caos.
Encarregados de uma missão que os levará ao Palácio de Inverno de São Petersburgo, Irene e Kai devem recuperar um livro que os ajudará a restaurar a ordem. Porém seu plano é posto à prova quando o poderoso Alberich reaparece disposto a destruir tudo o que é mais precioso para Irene, com uma proposta: “junte-se a mim ou morra”.
Mas o maior perigo pode estar espreitando em algum lugar próximo – alguém que Irene jamais pensaria que pudesse traí-la. Com tanta coisa em jogo, ela precisará de todos os recursos à sua disposição para manter-se viva. E, claro, salvar a Biblioteca da aniquilação absoluta.
O que motivou a leitura?
=) Série linda, maravilhosa e perfeita que eu amo muito!!!
[RESENHA] - por Ariane
Ora ora ora Não sei se cheguei a comentar, mas A Biblioteca Invisível, da Genevieve Cogman, é atualmente uma das minhas séries favoritas! Isso porque a Irene é uma das melhores protagonistas que conheci. Ela é uma heroína inteligente, independente e - apesar de ela negar algumas vezes - destemida. A forma como Irene pensa e reage rápido em determinadas situações é incrível!
"Pânico é a antítese da boa organização. Pânico é uma bagunça. Eu sou contra o pânico em termos de princípio".
A narrativa d'A Cidade das Máscaras foi pesada, mas confesso que li mais rápido do que A Página em Chamas porque meu desespero em chegar na solução era gritante. Nesta nova aventura, temos uma Irene sendo perseguida e ameaçada de morte, portais da biblioteca explodindo em chamas, e os resquícios da exposição de seus amigos a um mundo de alto grau de Caos!
Ao longo do livro, a confiança de Irene em seus companheiros é testada a todo instante. Após os eventos do livro anterior, os personagens precisam lidar com as conseqüências do que houve: Vale precisa lidar com sua exposição ao Caos na Alta Veneza e à maneira como isso acentuou seu vício na adrenalina de resolver mistérios e enigmas; já Kai precisa lidar com seu trauma após ser capturado, preso e torturado em um mundo com energia totalmente oposta a sua. E além de seus dois antigos amigos, agora temos a presença de Zayanna; uma féerica que auxiliou Irene no resgate de Kai.
A única certeza que Irene tem é que ela pode confiar em Kai completamente, mas ela não tem certeza quanto aos demais familiares; e devido à exposição de Vale à Veneza caótica e a forma como a infestação pelo caos afetou seu comportamento; assim como as questões políticas que envolvem Bradamant e raça féerica de Zayanna, Irene fica confusa diante das difíceis questões que surgem diante dela e Genevieve Cogman conseguiu desenvolver muito bem o conflito interno da personagem.
"A fé cega é apenas outro termo para escravidão (...) Você diz que está preservando algum tipo de equilíbrio, mas, na verdade, está perpetuando a estagnação."
Uma das coisas que mais me agrada na escrita da Genevieve Cogman é sua escrita direta e fluida. Em A Página em Chamas a autora nos coloca mais alguns passos dentro de seu universo. Um bom exemplo disso é como ela encaixa precisamente as informações da sociedade dos féericos e dos dragões. Em mais de um momento Irene levanta questões sobre o mundo de Kai:
"Ele (Kai) havia explicado, em tom de condescendência bondosa para com as convenções humanas, que o gênero social entre os dragões era ditado pelo que o dragão em questão dissesse que era. E, visto que Li Ming dizia ser do sexo masculino, então era do sexo masculino".
Assim como Zayanna também esclarece mais sobre o mundo dos féericos em suas diversas conversas com Irene, a recém criada aliança com Bradamant e as muitas indas à Biblioteca também nos apresentam as questões políticas e a maneira de pensar dos bibliotecários e como eles são vistos. O que - espero eu - seja mais falado nos próximos livros e que possamos finalmente conhecer mais sobre os pais de Irene!
Genevieve Cogman jogou algumas bombas para Irene e para nós leitores nos capítulos finais do terceiro livro! A história de Alberich é de fazer o coração bater acelerado e crescer a curiosidade até as páginas finais!
E enquanto estou escrevendo já quero reler tudo e pegar o próximo The Lost Plot (ainda sem tradução para o português) em inglês mesmo para sanar meu desespero por mais informações!! Lembrando que Genevieve Cogman já comentou que a série provavelmente terá cinco volumes (pelo menos)!
Quanto ao trabalho da editora Morro Branco, sou apaixonada por eles. Sempre que eles lançam um livro já coloco na minha lista para comprar. O trabalho de diagramação, design, tradução e revisão são maravilhosos! =( A única ressalva é que se assim como eu, você carrega o livro na bolsa/mochila, a chance dos detalhes e título sumirem da capa e da lombada é grande. Eu costumo encapar com contact esse tipo de livro, mas estava tão ansiosa que preferi ler primeiro e agora parte dos detalhes está apagada (isso já me aconteceu com a primeira tiragem de Harry Potter).
Bem, acho que por hoje é isso =) Desculpem o atraso na postagem da resenha! o/
Personagem favorito do livro: Zayanna
Onde comprar?
[RESENHA] Estilhaça-me #1, Tahereh Mafi (Novo Conceito)
By Ari 16:15
2014, Aventura, Distopia, Fantasia, Ficção científica, Jovem adulto, Literatura Estrangeira, Novo Conceito, Robson Falchetti Peixoto, Romance, Tahereh Mafi No comments
Título em Português: Estilhaça-me #1
Ano: 2014
Autor/Autora: Tahereh Mafi
Tradutor/Tradutora: Robson Falchetti Peixoto
Editora: Novo Conceito
Gêneros: Aventura / Distopia / Ficção científica / Jovem adulto / Literatura Estrangeira / Romance / Fantasia
Páginas: 304
Papel:
Sinopse oficial: Juliette nunca se sentiu como uma pessoa normal. Nunca foi como as outras meninas de sua idade. O motivo: ela não podia tocar ninguém. Seu toque era capaz de ferir e até matar.
Durante anos, Juliette feriu e, segundo seus pais, arruinou o que estava à sua volta com um simples toque, o que a levou a ser presa numa cela.
Todo dia era escuro e igual para Juliette até a chegada de um companheiro de cela, Adam. Dentro do cubículo escuro, Juliette não tinha notícias do mundo lá fora. Adam ia atualizando-a de tudo.
Juliette não entendeu bem o que estava acontecendo quando foi retirada daquela cela e supostamente libertada, ao lado de Adam, e se vê em uma encruzilhada, com a possibilidade de retomar sua vida, mas por caminhos tortuosos e totalmente desconhecidos
O que motivou a leitura?
=) Recomendações e mais recomendações~
[RESENHA] - por Ariane
Estilhaça-me não é um livro que me conquistou, apesar de eu ter amado o plot e o Adam, mas passa longe de ser uma narrativa ruim ou desestimulante. Pelo contrário: as cenas são bem escritas e o livro está recheado de cenas de ação.
Confinada por causa de sua maldição seu dom, Juliette não tem contato com nada nem ninguém há 264 dias. O mundo foi devastado pelos humanos e não há comida suficiente, animais ou plantas; o ar é poluído e as pessoas vivem na miséria sob o governo do Restabelecimento, que prometeu consertar as coisas, mas, ao invés disso, tomou o poder e passou a explorar o povo.
A narrativa começa com Juliette mergulhada em uma confusão mental não originada apenas por seu confinamento, mas também por seu passado: abandonada pelos pais, sem amigos e sem poder ter contato físico com ninguém, a confusão da protagonista nesse início acaba desorientando o leitor e é só quando Juliette começa a interagir novamente com o mundo é que sua linha de pensamento menos caótica.
E é claro que essa interação acontece através de um garoto! Adam Kent: alto, forte, bonito, lunático e... estranhamente familiar. Pessoas normais não vão parar no manicômio e Juliette fica se perguntando o que Adam teria feito de tão grave para estar preso com ela. Quando a verdadeira identidade de Adam é revelada, conhecemos também Warner, o jovem comandante do Restabelecimento no distrito em que Juliette se encontra e que cobiça seus dons e tem planos de usá-la como arma para conquistar seus objetivos e torturar seus inimigos.
"Não quero ser algo para ninguém senão para mim. Quero fazer minhas próprias escolhas e nunca quis ser um monstro."
Tahereh Mafi consegue criar uma personagem extremamente fascinante e capaz de conduzir o leitor até ela, até seus pensamentos e emoções. A forma de escrita em primeira, com a repetição de palavras sem qualquer pontuação e as palavras e orações riscadas, cria uma conexão com a intensidade dos sentimentos de Juliette e com seus desejos mais íntimos, que ela é incapaz de expressar.
Esse estado de confusão de Juliette me deixou bastante desnorteada, talvez por isso eu não tenha aproveitado tão bem o início da narrativa. Só conforme fui conhecendo a personagem foi que consegui me colocar ao lado dela e entender seu sofrimento. Além disso, o relacionamento dela com o Adam pareceu se desenvolver muito rápido, apesar de ser compreensível por causa da solidão da personagem....
Enfim, apesar de não ter me conquistado, estou curiosa para ler a continuação! =) É um livro que eu recomendaria para quem gosta do gênero~
Personagem favorito do livro: Juliette
Cena marcante: O momento em que Juliette descreve seus relacionamentos com personagens de livros.
Onde comprar?































